Uma operação integrada da Secretaria de Segurança Pública do Piauí cumpriu, nesta quinta-feira (15), 10 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão nos municípios de Porto e Nossa Senhora dos Remédios, no Norte do estado, contra um núcleo regional de uma organização criminosa envolvida em crimes como tráfico de drogas, homicídios, porte ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
A ofensiva foi coordenada pela Polícia Civil e pela Polícia Militar com o objetivo de desarticular a estrutura local da facção, considerada responsável por uma série de crimes violentos e pela movimentação ilegal de recursos na região.
As investigações apontam que o grupo atuava de forma hierarquizada, com divisão de funções e regras internas. Segundo a apuração policial, os integrantes utilizavam aplicativos de mensagens para transmitir ordens, organizar o fluxo de dinheiro, coordenar ações criminosas e até aplicar punições internas a quem descumprisse determinações da liderança.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que podem ajudar a mapear a atuação da organização. A Justiça também autorizou a quebra de sigilo de dados e imagens dos dispositivos recolhidos, permitindo que as informações sejam extraídas e compartilhadas com outros órgãos de segurança pública.
Os dados obtidos serão encaminhados, entre outros setores, à Diretoria de Operações Integradas e Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública (DIOPI/SENASP), o que deve ampliar o alcance das investigações para além do território piauiense.
Para o coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), delegado Laércio Evangelista, a operação representa um avanço no combate às facções no estado. Segundo ele, a ação resulta de um trabalho investigativo prolongado e da integração entre diferentes forças policiais, estratégia que busca enfraquecer financeiramente e operacionalmente esses grupos.
Os suspeitos presos foram encaminhados à Delegacia Seccional de Porto, onde passam pelos procedimentos legais.
A operação teve coordenação conjunta do DRACO e do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), com apoio da Polícia Militar, por meio do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e do Departamento Geral de Operações (DGO).