A Interpol incluiu o empresário Ricardo Magro, ligado ao grupo Refit, na lista da Difusão Vermelha, mecanismo internacional utilizado para localização e prisão de foragidos procurados pela Justiça.
Com a decisão, Magro passa a ser alvo de buscas em 196 países integrantes da rede internacional de cooperação policial e poderá ser preso fora do Brasil.
O pedido foi encaminhado pela Polícia Federal após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da operação “Sem Refino”, deflagrada na semana passada.
A investigação apura um esquema de fraudes fiscais e sonegação de impostos estimado em R$ 52 bilhões. Segundo as autoridades, Ricardo Magro é apontado como um dos principais investigados do caso e considerado o maior sonegador do país pela PF.
Além do mandado de prisão contra Magro, a operação também cumpriu medidas de busca e apreensão relacionadas ao ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro.
De acordo com a investigação, a PF não conseguiu localizar o empresário no Brasil. Magro vive no exterior há pelo menos dez anos, com residência nos Estados Unidos, e possui cidadania portuguesa.
A inclusão na Difusão Vermelha ocorre após análise da Interpol sobre o pedido brasileiro e funciona como um alerta internacional para localização e eventual extradição do investigado.