O julgamento do caso Henry Borel chega ao oitavo dia nesta segunda-feira (1º), no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A sessão será retomada às 10h, com os depoimentos das três últimas testemunhas indicadas pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, acusado pela morte do menino de 4 anos em março de 2021.
Devem prestar depoimento o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro, o médico Jeferson Evangelista Correia e o perito Leonardo Huber Tauil, responsável pelo laudo da necropsia de Henry. A estratégia da defesa é questionar a validade das provas periciais produzidas durante a investigação.
O júri já se tornou o mais longo realizado no Rio de Janeiro nos últimos 18 anos, superando a duração do julgamento da ex-deputada Flordelis.
Durante o fim de semana, o tribunal ouviu testemunhas consideradas centrais para o andamento do processo. No domingo, a babá de Henry, Thayná Ferreira, afirmou que decidiu “contar a verdade” após apresentar versões diferentes ao longo das investigações. Ela responde por falso testemunho.
Aos jurados, Thayná relatou três episódios em que Jairinho teria levado Henry sozinho para um quarto. Segundo ela, em uma das ocasiões, o menino saiu mancando e reclamando de dores. A babá afirmou ainda que comunicou os fatos à mãe da criança, Monique Medeiros, e disse que, após a morte do menino, Monique teria pedido para apagar mensagens trocadas entre as duas.
No sábado, o depoimento de Bryan Medeiros, irmão de Monique, também chamou atenção. Ele afirmou que a irmã foi orientada por um advogado a mentir no primeiro depoimento prestado à polícia para afastar suspeitas sobre Jairinho.
Após mais de uma semana de julgamento, o processo entra na fase final. Ainda devem ocorrer os interrogatórios dos réus e os debates entre acusação e defesa antes da definição do veredito, previsto para os próximos dias.