O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se manifestou sobre a derrubada da Medida Provisória (MP) proposta pelo governo Lula, que visava taxar investimentos. Apontado como um dos principais responsáveis pela articulação contra a MP, Tarcísio afirmou que a "população não aguenta pagar mais impostos", destacando a importância da Responsabilidade Fiscal.
Em entrevista à CNN Brasil, Tarcísio explicou que, apesar de não desejar um cenário desfavorável ao governo, o aumento de impostos é insustentável. Ele mencionou o sucesso do Projeto do Imposto de Renda como um exemplo de consenso, ressaltando que não houve divergências no segundo turno de 2022, mas destacou que as possibilidades de aumento tributário já estão saturadas.
Anteriormente, o governador havia negado sua influência na não aprovação da MP. Contudo, o deputado federal Sóstenes Cavalcante agradeceu publicamente o esforço de Tarcísio, enfatizando seu papel importante na articulação contra a medida. Sóstenes destacou a habilidade de Tarcísio em dialogar com líderes partidários para formar uma coalizão que se opusesse ao governo.
Em nota oficial, Tarcísio reafirmou seu foco nos desafios de São Paulo, afirmando que a questão era responsabilidade do Congresso. Ele destacou que há muitas prioridades a serem atendidas no estado, reforçando sua dedicação às demandas locais.
Após o episódio, críticas surgiram nas redes sociais. Randolfe Rodrigues, senador e líder do PT no Congresso, classificou a ação de Tarcísio como uma "sabotagem contra o Brasil". Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, também criticou o governador, acusando-o de agir apenas para criar obstáculos ao governo Lula, antecipando o calendário eleitoral.
A ação de Tarcísio, que incluiu contatos com líderes partidários e a apresentação de argumentos contra a MP, mostrou sua capacidade de articulação política. No entanto, o governador também deixou claro que não queria que sua atuação fosse interpretada como abandono das questões estaduais em prol de interesses nacionais.