O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão preventiva dos irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão foi publicada na segunda-feira (25) e também atinge outros três condenados envolvidos no caso.
Na decisão, Moraes afirmou que não surgiram fatos novos capazes de alterar a situação processual dos acusados, mantendo as prisões até o trânsito em julgado da ação, quando não caberão mais recursos. Além dos irmãos Brazão, permanecem presos Rivaldo Barbosa, Ronald Paulo Alves Pereira e Robson Calixto.
A Primeira Turma do STF condenou Domingos e Chiquinho Brazão a mais de 76 anos de prisão pelos homicídios de Marielle e Anderson, tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves e organização criminosa armada. Chiquinho cumpre prisão domiciliar humanitária por questões de saúde. Os condenados também perderam cargos públicos e ficaram inelegíveis após a sentença.
O caso segue tendo novos desdobramentos judiciais. Na semana passada, o STF tornou Rivaldo Barbosa réu em outra ação penal por associação criminosa e obstrução de Justiça. Segundo a Procuradoria-Geral da República, integrantes da Polícia Civil do Rio de Janeiro teriam atuado para dificultar as investigações e garantir a impunidade dos envolvidos no assassinato de Marielle Franco.