Oposição protocola PEC alternativa ao fim da escala 6x1 no Senado

Texto proposto por senadores propõe acordo individual entre empregador e empregados

Horas após a aprovação da PEC do fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados, um grupo de 36 senadores da oposição apresentou, na madrugada desta quinta-feira (28), uma proposta alternativa no Senado Federal para modificar as regras de jornada de trabalho no país.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Plenário do Senado Federal

Registrada como PEC 12/2026, a proposta é liderada por parlamentares ligados ao setor produtivo e reúne assinaturas de integrantes do PL, entre eles o senador Flávio Bolsonaro.

O texto altera o artigo 7º da Constituição Federal e prevê que acordos individuais entre empregador e trabalhador possam definir jornada, escala e compensação de horários, inclusive prevalecendo sobre convenções coletivas em determinadas situações.

Texto amplia peso do acordo individual

A minuta da proposta foi elaborada no gabinete do senador Rogério Marinho e reforça princípios já introduzidos pela reforma trabalhista de 2017.

Pela redação apresentada, contratos individuais poderiam se sobrepor aos instrumentos coletivos de negociação trabalhista. O texto estabelece:

“É garantida a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo individual, convenção coletiva de trabalho ou livre pactuação contratual direta entre empregado e empregador.”

Outro ponto da PEC prevê que salário e benefícios sejam proporcionais às horas efetivamente trabalhadas. Direitos como férias, 13º salário e FGTS passariam a ser calculados conforme a carga horária acordada entre as partes.

Segundo os autores, a proposta busca ampliar a autonomia do trabalhador e flexibilizar as relações de trabalho.

Oposição tenta frear avanço da PEC aprovada pela Câmara

Além de apresentar um texto alternativo, senadores da oposição também articulam medidas regimentais para retardar a tramitação da PEC já aprovada pela Câmara, que reduz gradualmente a jornada semanal para 40 horas sem redução salarial.

A proposta aprovada pelos deputados recebeu ampla maioria no plenário e agora aguarda definição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para começar a tramitar na Casa.

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