A Polícia Federal deve concluir ainda neste mês o primeiro relatório de indiciamentos da Operação Sem Desconto, investigação que apura um esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O documento será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e deve incluir pelo menos cinco investigados que permanecem presos desde o ano passado.
Segundo fontes ligadas às investigações, os primeiros indiciados são apontados como operadores do esquema criminoso, responsáveis por ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro proveniente dos descontos associativos considerados irregulares. A prioridade da Polícia Federal é concluir a análise dos casos envolvendo os investigados presos, já que eles estão detidos há cerca de sete meses e a legislação exige revisões periódicas das prisões preventivas.
Nas últimas semanas, advogados dos investigados intensificaram os pedidos ao STF para revogar as prisões preventivas, alegando excesso de prazo sem a conclusão formal do inquérito. Paralelamente, a Polícia Federal solicitou mais tempo para finalizar a análise de celulares, computadores e outros materiais apreendidos durante a operação, considerados essenciais para o avanço das investigações.
A Operação Sem Desconto revelou um esquema que teria provocado prejuízo estimado em pelo menos R$ 6,5 bilhões por meio de descontos não autorizados em benefícios previdenciários. Empresários, ex-dirigentes de entidades associativas e outros envolvidos são investigados por participação no esquema, que continua sendo aprofundado pela Polícia Federal em novas fases da investigação.