Trump diz que vai atacar Irã e os EUA serão “guardiões” do Estreito de Ormuz

Presidente americano acusa o governo iraniano de romper um acordo firmado com eles
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã com novos ataques após acusar o país de romper um acordo firmado com Washington. Em entrevista por telefone à Fox News, o republicano afirmou que os EUA continuarão respondendo militarmente às ações iranianas e anunciou a intenção de assumir a proteção do Estreito de Ormuz.
Foto: AFP
Donald Trump

“Nós os atingimos com muita força na noite passada. Toda vez que eles enviam um drone, nós os atingimos com muita força. Mas nós tínhamos um acordo. O que ninguém sabe é que tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e então eles o romperam”, declarou.

Trump acrescentou que os Estados Unidos pretendem atuar como “guardiões” do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de energia. Segundo ele, Washington deverá ser remunerado pela proteção da região devido aos riscos enfrentados pelas forças americanas.

“Agora vamos protegê-lo e seremos pagos para protegê-lo”, afirmou.

As declarações ocorrem após as Forças Armadas dos Estados Unidos ampliarem os ataques contra o Irã durante o fim de semana. A escalada aumenta as incertezas sobre o futuro do acordo provisório firmado entre os dois países no mês passado, após mais de 60 dias de negociações.

O entendimento buscava reabrir o Estreito de Ormuz e interromper o conflito. Na semana passada, porém, Trump afirmou considerar o cessar-fogo encerrado, embora tenha mantido a possibilidade de novas negociações.

O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, também elevou o tom ao afirmar, em uma publicação nas redes sociais, que a “era dos acordos unilaterais acabou”.

O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, ampliou a instabilidade no Golfo. Em resposta, o governo iraniano atacou países que abrigam bases americanas e restringiu a navegação pelo Estreito de Ormuz, afetando o transporte de energia e contribuindo para a alta dos preços no mercado internacional.

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