A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, voltou a defender a criminalização da misoginia ao comentar os ataques que afirma sofrer desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao podcast Frente a Frente, ela afirmou que as críticas direcionadas à sua atuação fazem parte de uma estratégia política para atingir o presidente da República. Janja também rebateu questionamentos sobre viagens oficiais e relatou ter sido vítima de assédio durante o exercício da função.
Durante a entrevista, Janja afirmou que parte das críticas recebidas está relacionada ao preconceito de classe e à violência de gênero. Segundo ela, a criminalização da misoginia representa um passo importante para combater o discurso de ódio contra mulheres e ampliar a proteção legal às vítimas. A primeira-dama também defendeu que o enfrentamento à violência de gênero seja tratado como uma pauta de interesse nacional, acima de disputas partidárias.
Ao abordar o tema, Janja manifestou solidariedade a mulheres de diferentes correntes políticas que também foram alvo de ataques misóginos, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora Damares Alves. Segundo ela, a violência motivada por gênero não distingue posições ideológicas e afeta mulheres de todos os segmentos da sociedade, razão pela qual defende uma atuação conjunta para enfrentar esse tipo de agressão.
O projeto de lei citado por Janja já foi aprovado pelo Senado e está em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta altera a legislação para prever punições específicas para crimes motivados por misoginia, buscando fortalecer o combate à discriminação e à violência contra mulheres. Para a primeira-dama, a aprovação da matéria pode representar um avanço na proteção dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência de gênero no país.