Recesso do Congresso adia votações e amplia disputa por pautas do PT

Misoginia, escala 6x1 e PEC da Segurança ficam para agosto após recesso parlamentar

O Congresso Nacional entra em recesso parlamentar neste sábado (18) sem concluir a votação de propostas consideradas prioritárias para o governo e para a oposição. Entre os projetos adiados para o segundo semestre estão a proposta que criminaliza a misoginia, a tramitação do fim da escala de trabalho 6x1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, temas que devem voltar à pauta apenas com a retomada das atividades legislativas em agosto. 

Foto: Minervino Júnior/CB

O adiamento ocorre em meio a uma agenda congestionada e ao avanço das articulações para as eleições de 2026, cenário que já influencia a definição das prioridades no Legislativo. Com deputados e senadores voltados às bases eleitorais, o ritmo das votações foi reduzido nas últimas semanas, dificultando o avanço de matérias de maior impacto político e social. 

Na avaliação da vice-líder do PT na Câmara, deputada Maria do Rosário (RS), a principal pendência foi a falta de votação do projeto que tipifica o crime de misoginia. Segundo a parlamentar, a expectativa é que a proposta, já aprovada pelo Senado, seja apreciada pela Câmara em um esforço concentrado previsto para agosto, permitindo posterior sanção presidencial. Ela também criticou a demora na análise do projeto que extingue a jornada de trabalho no modelo 6x1, cuja tramitação depende agora do Senado Federal. 

Também permaneceram pendentes projetos ligados à regulamentação da inteligência artificial, ao setor de minerais estratégicos e à PEC da Segurança Pública. 

Leia também