O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) oficializou nesta segunda-feira (27) sua candidatura à Presidência da República e afirmou que sua principal bandeira na disputa eleitoral é fazer oposição ao PT. O discurso foi feito durante a convenção nacional do partido, em Brasília, onde também confirmou que a escolha do candidato a vice ocorrerá até o prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Durante o evento, Zema afirmou que sua entrada na política foi motivada pela gestão do PT no país e atribuiu ao partido a crise fiscal enfrentada por Minas Gerais em administrações anteriores. O candidato também citou casos de corrupção envolvendo governos petistas e declarou que pretende apresentar uma alternativa ao atual cenário político.
Ao defender sua candidatura, o ex-governador disse que o Brasil reúne condições para crescer, mas argumentou que problemas relacionados à gestão pública e à corrupção dificultam o desenvolvimento do país.
A chapa do Novo ainda não está completa. Segundo Zema, a definição do candidato a vice-presidente será anunciada até 5 de agosto, prazo previsto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro das candidaturas.
Nos bastidores, o Novo mantém conversas com o Democracia Cristã (DC) para uma possível aliança. Entre os nomes avaliados está o do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa.
De acordo com interlocutores ouvidos pela CNN Brasil, representantes das duas siglas iniciaram tratativas no último fim de semana. Zema e Barbosa também conversaram por telefone, em diálogo descrito por aliados como positivo. Apesar disso, ainda não há confirmação de que o ex-ministro aceitará integrar a chapa como candidato a vice-presidente.
Empresário, Romeu Zema foi eleito governador de Minas Gerais em 2018 e reeleito em 2022. Esta é a primeira vez que disputa a Presidência da República. Na pré-campanha, o candidato tem buscado consolidar sua candidatura como uma alternativa à polarização entre PT e PL.