TSE reúne embaixadores para reforçar confiança nas urnas eletrônicas

Encontro em agosto apresentará o sistema de votação a representantes de países e organismos internacionais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará, em 17 de agosto, uma nova reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e organismos internacionais para apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro. A iniciativa integra as ações de transparência da Corte e ocorre em meio à disseminação de informações falsas sobre a segurança do processo de votação.

Foto: Luiz Roberto/TSE
TSE promoverá novo encontro para apresentar o sistema eleitoral a representantes internacionais.

O encontro será realizado na sede do TSE, em Brasília, e será conduzido pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques. Durante a reunião, o magistrado voltará a detalhar os mecanismos de funcionamento das urnas eletrônicas e as etapas que garantem a segurança, a auditabilidade e a integridade das eleições brasileiras.

Segundo o tribunal, a agenda dá continuidade ao diálogo com a comunidade internacional e busca ampliar o conhecimento sobre o modelo eleitoral adotado no país antes das eleições de outubro.

A nova reunião ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato do partido à Presidência da República, fazer declarações a representantes estrangeiros questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas. Sem apresentar provas, o parlamentar afirmou que parte dos equipamentos utilizados nas eleições teria ligação com a empresa Smartmatic, responsável por sistemas eleitorais em outros países.

Em resposta, o TSE voltou a esclarecer que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem desenvolveu softwares utilizados nas eleições brasileiras. A Corte reforçou que os equipamentos foram projetados por equipes da Justiça Eleitoral e fabricados por empresas contratadas por meio de licitação pública.

O tribunal também destacou que a associação entre a empresa e o sistema brasileiro de votação já foi desmentida diversas vezes e reiterou que o processo eleitoral conta com mecanismos de fiscalização e auditoria acessíveis a partidos políticos, instituições e órgãos de controle.

As declarações de Flávio Bolsonaro foram comparadas por analistas e críticos à estratégia adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, quando reuniu embaixadores para apresentar questionamentos sobre o sistema eletrônico de votação. Posteriormente, a Justiça Eleitoral concluiu que as acusações não eram sustentadas por provas.

O TSE informou ainda que as eleições deste ano serão acompanhadas por missões internacionais de observação eleitoral. Entre as instituições confirmadas estão a União Europeia, a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), o Carter Center, a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede de Órgãos Jurisdicionais Eleitorais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP), que acompanharão o processo de votação e apuração.

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