O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta sexta-feira (4), em Brasília, a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas eleições de 2026. O procedimento representa uma das etapas finais de preparação tecnológica para o pleito, previsto para outubro, e ocorre exatamente um mês antes do primeiro turno. A cerimônia reúne representantes da Justiça Eleitoral e entidades fiscalizadoras, que acompanham o processo de validação dos programas que estarão presentes nas urnas eletrônicas.
A etapa foi antecedida pelo processo de compilação dos programas eleitorais, realizado entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro. Nesse período, os códigos e componentes que formam os sistemas foram reunidos para gerar as versões oficiais que passarão a ser utilizadas no processo eleitoral. Após a conclusão dessa fase, os sistemas são submetidos à assinatura digital, procedimento que produz os chamados hashes, códigos que funcionam como uma espécie de impressão digital dos programas e permitem verificar posteriormente se houve qualquer alteração em relação à versão previamente testada e aprovada.
O processo também inclui a lacração física das mídias que armazenam os sistemas. Depois da assinatura e da conferência pelas entidades fiscalizadoras, as mídias são lacradas e encaminhadas para armazenamento na sala-cofre do TSE. A Justiça Eleitoral estabelece que partidos políticos e outras entidades fiscalizadoras participem dessa etapa, na qual são apresentados a versão final dos sistemas eleitorais, os códigos-fonte, os executáveis e a documentação correspondente. O objetivo é permitir a fiscalização e assegurar que os programas utilizados no dia da votação correspondam exatamente às versões verificadas durante as etapas de auditoria.
A cerimônia desta sexta-feira encerra, portanto, um ciclo de procedimentos técnicos voltados à segurança e à confiabilidade dos sistemas que serão empregados nas eleições. A lacração impede que as versões oficialmente validadas sejam substituídas sem que uma eventual alteração possa ser identificada posteriormente. Com a conclusão da etapa, o TSE avança para a reta final da preparação do pleito de 2026, reforçando mecanismos de auditoria e fiscalização que acompanham o sistema eletrônico de votação antes, durante e depois das eleições.