Thiago Faria é citado em áudios de Nikolas Ferreira com Vorcaro

Advogado e ex-assessor parlamentar atua no setor minerário e foi citado em operação da PF

Thiago Rodrigues de Faria, advogado com atuação em relações governamentais e ex-assessor do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), foi citado em áudios trocados entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. As gravações, feitas em março e abril de 2025 e divulgadas em setembro de 2026, mostram Nikolas pedindo ajuda para destravar um ativo de mineração relacionado a Faria. Na época, ele atuava como assessor no gabinete do deputado em Brasília e também prestava serviços jurídicos a Nikolas.

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / Reprodução

Além da atuação como assessor, Faria trabalhou como advogado de defesa de Nikolas em processos judiciais. Entre os casos está uma ação relacionada a declarações feitas pelo deputado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem informa ainda que Faria possui atuação no setor minerário, área relacionada ao pedido feito por Nikolas a Vorcaro nas mensagens divulgadas.

O nome de Faria também apareceu, em setembro de 2025, na Operação Rejeito, da Polícia Federal, que investigou um esquema de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova Lima (MG). Segundo documentos da investigação citados pelo jornal, a sociedade de advocacia de Faria mantinha contrato com a empresa Gmais Ambiental, uma das investigadas. O acordo previa participação de 25% no lucro caso fossem concretizadas autorizações para mineração e a venda de uma lavra, em negociação estimada entre US$ 30 milhões e US$ 45 milhões.

Faria confirmou atuar no setor minerário, mas negou participação no esquema investigado pela Polícia Federal e afirmou nunca ter sido chamado para depor sobre o caso. Nikolas, por sua vez, confirmou a autenticidade dos áudios e disse que apenas intermediou o contato a pedido de um amigo, alegando não conhecer os detalhes do negócio e negando ter recebido vantagem financeira de Vorcaro. O ex-banqueiro e o Banco Master não haviam se manifestado oficialmente sobre os pedidos registrados nas gravações.

Leia também