Lula e Flávio ampliam disputa por votos de rivais na reta final

Campanhas apostam na rejeição ao adversário para atrair eleitores de outras candidaturas

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entram na última semana antes do primeiro turno com estratégias voltadas à atração de eleitores de outras candidaturas. A aposta de ambos é no chamado voto útil, explorando a rejeição ao principal adversário.

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Lula e Flávio Bolsonaro disputam votos na última semana antes do primeiro turno.

O objetivo é convencer eleitores que não têm como primeira opção nenhum dos dois a migrar para uma das candidaturas que lideram a disputa. A estratégia ganhou espaço diante da proximidade entre Lula e Flávio nas pesquisas.

Levantamento Datafolha divulgado na quinta-feira (24) apontou Lula com 40% das intenções de voto, ante 36% de Flávio. Augusto Cury (Avante) apareceu com 5%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4% e Renan Santos (Missão) com 3%.

A rejeição aos dois principais candidatos também aparece em patamar semelhante. Pesquisa do mesmo instituto divulgada na semana apontou 45% de rejeição tanto a Lula quanto a Flávio.

Na campanha petista, a orientação é intensificar a comparação com Flávio e explorar pontos que possam ampliar a resistência ao candidato do PL. Entre os temas que devem ser retomados estão a investigação envolvendo o senador no caso Master, relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", além do episódio conhecido como “rachadinha” e das suspeitas de ligação com milícias, mencionadas no texto da campanha.

Lula também deve comparar seu governo com a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro. A estratégia é apresentar a eleição como uma escolha entre a continuidade de programas e ações do atual governo e a possibilidade de mudança dessa trajetória.

Do outro lado, Flávio pretende reforçar o discurso antipetista e apresentar sua candidatura como alternativa de oposição a Lula. A campanha mira principalmente eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, considerados potenciais alvos para a migração de votos na reta final.

A equipe do senador avalia, segundo o texto, que há mais dificuldade em atrair eleitores de Renan Santos. A avaliação é atribuída a integrantes da campanha e considera que o candidato do Missão teria uma base mais consolidada, ligada ao MBL.

Além da votação no primeiro turno, a ordem de chegada nas urnas pode ter efeitos sobre a etapa seguinte da disputa. Caso haja segundo turno, o desempenho de cada candidatura poderá influenciar a busca por apoios políticos.

Em uma transmissão ao vivo na quarta-feira (23), Flávio pediu que eleitores de outros candidatos optassem por sua candidatura já no primeiro turno e afirmou que ele seria o nome da oposição capaz de derrotar Lula.

A pesquisa Datafolha citada no texto mostra ainda que, em um eventual segundo turno, Lula aparece com 47% e Flávio com 45%, resultado dentro da margem de erro do levantamento.

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