A candidatura de Dra. Gisele (MDB) à Câmara dos Deputados em 2026 parte de uma base política concentrada em Timon, mas encontra obstáculos tanto no eleitorado local quanto dentro da própria legenda. A candidata é estreante nas urnas e tem ligação política com o grupo liderado pelo prefeito Rafael Leitoa, enquanto o MDB reúne nomes com experiência eleitoral e estruturas próprias de campanha. A relação de candidatos registrada para a disputa inclui Gisele, Cleber Verde, Hildo Rocha, Júnior Lourenço, Iracema Vale, Larissa DP e Vinicius Ferro, entre outros.
A experiência de eleições anteriores mostra que a Prefeitura de Timon já serviu como uma importante base para candidaturas à Câmara, mas também evidencia a necessidade de ampliar a votação para além do município. Em 2002, Luciano Leitoa recebeu 28.948 votos em Timon e 47.432 em todo o Maranhão. Em 2006, Sétimo Waquim teve 31.630 votos na cidade e 75.193 no estado, chegando a 86.399 votos quatro anos depois, sendo 25.963 em Timon. No caso de Gisele, porém, não há pesquisa pública registrada que permita medir previamente a capacidade de transferência de votos do grupo político ligado à prefeitura.
Outro desafio está na disputa pelo eleitorado timonense com candidatos que já possuem histórico de votação no município. Henrique Júnior recebeu 17.107 votos para deputado federal em 2022 e 15.882 na eleição para prefeito de 2024. Juscelino Filho obteve 12.896 votos em Timon e 142.419 no Maranhão na eleição federal de 2022, enquanto Comandante Schnneyder conquistou 34.198 votos para prefeito em 2020 e 9.419 votos para deputado estadual em 2022. Esses resultados anteriores não determinam o desempenho em 2026, mas ajudam a dimensionar a presença eleitoral de nomes já conhecidos pelos eleitores. A própria candidatura de Gisele está registrada pelo MDB para deputado federal, com o número 1523.
Dentro do MDB, a candidatura também está inserida em uma nominata que reúne parlamentares e lideranças com trajetória política. Cleber Verde, Hildo Rocha, Júnior Lourenço e Iracema Vale aparecem entre os candidatos do partido, ao lado de Larissa DP, Vinicius Ferro e outros nomes. Na eleição proporcional, os votos são contabilizados para a legenda e para os candidatos conforme as regras eleitorais, e a conquista de cadeiras depende do desempenho do partido ou federação e da votação individual dos concorrentes que atendam aos requisitos legais. Assim, a candidatura de Gisele envolve três frentes de disputa: ampliar sua votação para além da base municipal, concorrer com nomes já conhecidos em Timon e alcançar uma posição competitiva dentro da própria chapa do MDB.