O advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma de vídeos Rumble, criticou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes em publicações nas redes sociais. Em uma das mensagens, ele afirmou que o que chamou de “reinado da censura” no Brasil estaria próximo do fim, em referência à disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
As manifestações foram publicadas no X durante o fim de semana. Ao comentar uma notícia do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, sobre conselhos para que Gilmar Mendes se afastasse de Moraes, De Luca ironizou a necessidade de explicar ao ministro essa possibilidade.
A publicação mencionada tratava da repercussão de informações sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Advogado comenta prisão de Eduardo Bolsonaro
Em outra postagem, De Luca comentou a decisão de Moraes relacionada ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. O advogado classificou a medida como uma possível tentativa de preservar o que considera um sistema de censura no país.
“A história poderá registrar isso como uma das últimas tentativas desesperadas de preservar o reinado da censura no Brasil”, escreveu. Na mesma mensagem, afirmou que, na avaliação dele, esse cenário pode mudar em breve, relacionando a previsão ao segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
O advogado também publicou mensagens de apoio a Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo e candidato à Presidência. Em outra manifestação, após compartilhar uma pesquisa eleitoral divulgada pela CNN Brasil que mostrava Flávio à frente de Lula, questionou se o Supremo tomaria alguma medida contra a emissora.
Ação judicial nos Estados Unidos
De Luca representa a Trump Media, empresa ligada à plataforma Truth Social, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Rumble. As duas companhias ingressaram com uma ação na Justiça norte-americana contra Alexandre de Moraes, alegando que medidas determinadas pelo ministro em relação à plataforma de vídeos seriam incompatíveis com a legislação dos Estados Unidos.
A Trump Media integra o processo porque a Rumble fornece serviços de infraestrutura em nuvem para a Truth Social. O caso faz parte de uma disputa jurídica envolvendo decisões judiciais brasileiras e a atuação de plataformas digitais.