O corregedor da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, ordenou uma investigação urgente sobre alegações de diminuição do transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, durante o segundo turno das eleições. A decisão responde a um pedido da Federação Brasil da Esperança.
A federação, composta por PT, PCdoB e PV, denunciou que a frota de ônibus teria sido significativamente reduzida nos horários de votação, dificultando o acesso dos eleitores às urnas. Isso contraria a obrigação legal de oferecer transporte gratuito com frequência semelhante à dos dias úteis.
Considerando os relatos como "graves", Cueva destacou o risco ao direito de voto. O corregedor comunicou os fatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), solicitando informações urgentes sobre as medidas adotadas para garantir o transporte dos eleitores.
A representação indicou que o TRE-BA já havia ordenado a restauração total do serviço em Salvador, mas a determinação não foi cumprida. Cueva também exigiu explicações sobre essa situação específica.
Além disso, o ministro instruiu que dificuldades no deslocamento dos eleitores fossem registradas nas atas das seções eleitorais e reafirmou a necessidade de distribuir senhas aos eleitores presentes às 17h nos locais de votação.
A Federação Brasil da Esperança solicitou ainda a preservação de provas e uma investigação sobre possível abuso de autoridade. No entanto, Cueva deixou essa análise para depois da obtenção das informações solicitadas ao TRE-BA.
Por fim, a Procuradoria-Geral Eleitoral e a Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia foram notificadas sobre os acontecimentos. A decisão do ministro faz referência à Resolução nº 23.751/2026 do TSE, que assegura transporte coletivo gratuito nos dias eleitorais.