SUS amplia oferta de insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos

Medicamento de ação prolongada começa a substituir a insulina NPH na rede pública

O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a oferta gradual da insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos com diabetes, ampliando o acesso a um medicamento considerado mais moderno para o controle da doença. A medida faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para substituir, de forma progressiva, a insulina NPH pela glargina, beneficiando pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A distribuição do medicamento já começou em diversos estados e deverá alcançar todas as unidades da Federação até o fim de julho.

Foto: MS/Divulgação

A insulina glargina é um análogo de ação prolongada que, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação diária, tornando o tratamento mais prático para os pacientes. Além da redução no número de aplicações, o medicamento proporciona um controle mais estável da glicemia e diminui o risco de episódios de hipoglicemia, fatores que contribuem para maior segurança, melhor adesão ao tratamento e mais qualidade de vida para pessoas que convivem com o diabetes. 

O acesso ao novo medicamento será realizado mediante avaliação clínica e prescrição médica nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina, desde que a equipe multiprofissional responsável pelo acompanhamento confirme a indicação da mudança. O Ministério da Saúde reforça que a troca do tratamento deve ocorrer apenas com orientação médica, sem interrupção ou alteração por iniciativa do paciente.

Segundo a pasta, a ampliação da oferta integra o processo de modernização da assistência farmacêutica do SUS e busca qualificar o atendimento às pessoas com diabetes em todo o país. Até o momento, mais de 254 mil tubetes de insulina glargina e mais de 52 mil canetas reutilizáveis já foram enviados aos estados. 

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