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Pesquisadores da Uespi recebem R$ 80 mil para estudos sobre o uso de jaborandi no combate à Covid

Estudo será financiado pela empresa paulista Sourcetech Química LDTA

O Grupo de Química Quântica Computacional e Planejamento de Fármacos da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) vai iniciar, neste mês, uma pesquisa sobre moléculas do jaborandi com capacidade de inibir a Covid-19. O estudo será financiado pela empresa paulista Sourcetech Química LDTA, que investirá R$ 80 mil.

Cientistas da Uespi iniciam neste mês pesquisa sobre uso de jaborandi no combate Covid-19 (Foto: Conselho Federal de Química)

O trabalho, coordenado pelo professor Francisco das Chagas Alves Lima, buscará uma investigação in vitro e in silico (feito em computador) de alcaloides do jaborandi ativos contra o vírus SARS-CoV-2. A empresa financiadora trabalha com o desenvolvimento de matéria-prima e medicamentos de fonte natural. 

De acordo com o professor Francisco das Chagas, em fevereiro de 2021, o artigo de título “In silico study of the interactions of Pilocarpus microphyllus imidazolic alkaloids with the main protease (Mpro) of SARS-CoV-2”, foi aceito na revista Molecular Simulation. Na publicação, foi verificado que no estudo in silico dez moléculas do jaborandi tem potencial de inibir o vírus da Covid-19.

A pesquisa ganhou destaque na imprensa local e depois da repercussão, o engenheiro Agrônomo, José Sena, responsável pela maior fazenda de jaborandi do Brasil, na cidade de Barra do Corda (MA), fez o intermédio entre o professor e a Sourcetech Química, em que o agrônomo trabalha.

“Após esse contato, elaborei um projeto para apresentar à empresa e iniciei escrevendo a minuta do convênio empresa-Uespi. O valor aprovado para compra de reagentes e computadores foi de 80 mil reais. Com essa verba podemos fazer estudos dos efeitos dessas moléculas inibidoras em pacientes com comorbidade, projeto do programa Renorbio. Sem esse investimento não seria possível realizar esse estudo, mostrando que é fundamental mais investimento na pesquisa”, explicou o professor Francisco Soares.

O trabalho foi desenvolvidos pelos seus alunos de doutorado em Química da UFPI, Ézio Raul Alves de Sá, Allan Nunes Costa e Janilson Lima Souza e a aluna da iniciação científica da Uespi Rayla Kelly Magalhães Costa, com a colaboração do professor do IFPI doutor Ricardo Martins Ramos.

Na tarde desta quarta-feira (14) a universidade e a financiadora assinarão o termo de cooperação. O evento será transmitido em uma live, às 11h, no canal do Youtube Uespioficial.

Matéria relacionada: 

Pesquisadores da Uespi identificam em planta moléculas com capacidade de inibir a covid-19

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Cientistas da Uespi iniciam neste mês pesquisa sobre uso de jaborandi no combate Covid-19 (Foto: Conselho Federal de Química)

O trabalho, coordenado pelo professor Francisco das Chagas Alves Lima, buscará uma investigação in vitro e in silico (feito em computador) de alcaloides do jaborandi ativos contra o vírus SARS-CoV-2. A empresa financiadora trabalha com o desenvolvimento de matéria-prima e medicamentos de fonte natural. 

De acordo com o professor Francisco das Chagas, em fevereiro de 2021, o artigo de título “In silico study of the interactions of Pilocarpus microphyllus imidazolic alkaloids with the main protease (Mpro) of SARS-CoV-2”, foi aceito na revista Molecular Simulation. Na publicação, foi verificado que no estudo in silico dez moléculas do jaborandi tem potencial de inibir o vírus da Covid-19.

A pesquisa ganhou destaque na imprensa local e depois da repercussão, o engenheiro Agrônomo, José Sena, responsável pela maior fazenda de jaborandi do Brasil, na cidade de Barra do Corda (MA), fez o intermédio entre o professor e a Sourcetech Química, em que o agrônomo trabalha.

“Após esse contato, elaborei um projeto para apresentar à empresa e iniciei escrevendo a minuta do convênio empresa-Uespi. O valor aprovado para compra de reagentes e computadores foi de 80 mil reais. Com essa verba podemos fazer estudos dos efeitos dessas moléculas inibidoras em pacientes com comorbidade, projeto do programa Renorbio. Sem esse investimento não seria possível realizar esse estudo, mostrando que é fundamental mais investimento na pesquisa”, explicou o professor Francisco Soares.

O trabalho foi desenvolvidos pelos seus alunos de doutorado em Química da UFPI, Ézio Raul Alves de Sá, Allan Nunes Costa e Janilson Lima Souza e a aluna da iniciação científica da Uespi Rayla Kelly Magalhães Costa, com a colaboração do professor do IFPI doutor Ricardo Martins Ramos.

Na tarde desta quarta-feira (14) a universidade e a financiadora assinarão o termo de cooperação. O evento será transmitido em uma live, às 11h, no canal do Youtube Uespioficial.

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