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Portal de Brasília critica decisão do TJ-PI de mandar Arimateia Azevedo para prisão; veja

Jornalista sofre de vários problemas de saúde e faz parte do grupo de risco da covid-19

Um dos maiores portais de Brasília, o Diário do Poder, repercutiu nesta quarta-feira (22) a decisão da 2ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Piauí que decidiu mandar para o sistema prisional o jornalista Arimateia Azevedo. 

Portal de Brasília critica decisão do TJ-PI de mandar Arimateia Azevedo para prisão (Foto: Portal AZ)

O julgamento, que ocorreu nesta manhã, revogou a prisão domiciliar atribuída ao jornalista devido à pandemia do novo coronavírus. Arimateia Azevedo sofre de vários problemas de saúde que o incluem no grupo de risco para a covid-19. 

O site Diário do Poder afirmou que Arimateia Azevedo é reconhecido pela coragem de denunciar malfeitorias de poderosos, na política, na polícia e na Justiça. O principal porta-voz do Portal AZ está há mais de quarentena dias sob censura. 

Veja abaixo a matéria na íntegra:

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí ignorou a medida que atenta contra a liberdade de expressão e, nesta quarta-feira (22), decidiu manter o jornalista Arimateia Azevedo preso e não mais em casa e sim em presídio, em mais um capítulo da perseguição imposta ao diretor do Portal A-Z, reconhecido pela coragem de denunciar malfeitorias de poderosos, na política, na polícia e na Justiça.

O relator, desembargador Joaquim Santana, votou pela manutenção da prisão domiciliar, o que já vinha sendo considerada uma violência desproporcional, mas os outros dois desembargadores votaram pela transferência do jornalista, cuja pena é tão temida, para o regime fechado.

Homens mascarados, armados de pistolas, fuzis e metralhadoras, conduziram preso o jornalista Arimatéia Azevedo, cuja arma é a caneta (Foto: reprodução Diário do Poder)

A decisão ignora que o jornalista, septuagenário, é portador de várias comorbidades e faz parte do grupo de risco de contaminação por Covid-19. Além da prisão, a censura imposta ao jornalista, há quase 40 dias, constitui a garantia aos poderosos de que não serão incomodados por suas denúncias.

Arimatéia Azevedo tem cerca de 50 anos deles dedicado ao jornalismo investigativo, sempre denunciando criminosos da política, da polícia e da justiça.

Em 1987, denunciou o crime organizado no Piauí, comandando pelo então coronel Correia Lima, da PM. Ele teve que se refugiar em Brasília para não ser morto.

A sua denúncia só foi investigada somente 12 anos depois, pela Polícia Federal, do Ministério Público Federal e Justiça Federal, resultando no desbaratamento da quadrilha e na prisão e condenação de vários criminosos, inclusive o coronel Correia Lima.

Ao longo da carreira, o jornalista colecionou inimigos poderosos, inclusive no Tribunal de Justiça do Piauí. Sua família afirma que ele jamais foi intimado a depor sobre a denúncia contra ele, que tramitou em segredo.

Jornalista polêmico e desassombrado, Arimatéia já sofreu atentado em casa, por conta de suas denúncias. O Sindicato dos Jornalistas do Piauí expediu nota condenado a arbitrariedade da prisão, cujo processo tramitou em segredo de justiça, sem que tenha sido oferecida a oportunidade de defesa ao acusado.

Prisão domiciliar

O desembargador Joaquim Dias de Santana Filho, da 2ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça, concedeu prisão domiciliar ao jornalista Arimatéia Azevedo. O principal porta-voz do Portal AZ ficou seis dias preso e sob censura. A decisão é do dia 17 de junho. 

Arimatéia estava preso no 12º Distrito Policial, no bairro Ininga, na zona Leste, e foi transferido para a sede da Academia de Polícia do Piauí (Acadepol), na zona Sul de Teresina.

A defesa do jornalista sustentou que a prisão imposta representou “indiscutível constrangimento ilegal por conter inúmeras nulidades: prova unicamente testemunhal, frágil e valor relativo; ausência de comprovação de constrangimento mediante violência ou grave ameaça, inexistindo, a comprovação de autoria e materialidade da conduta imputada; ausência prévia da oitiva do Ministério Público no procedimento investigatório, com flagrante infringência ao sistema acusatório”.

A defesa alegou ainda que a conversão em prisão domiciliar era necessária, tendo em vista, que Arimatéia Azevedo tem 67 anos e faz parte do grupo de risco para a COVID-19. No último dia 13, o jornalista já havia apresentado sintomas suspeitos da doença. 

“As características pessoais são favoráveis ao paciente; necessidade de revogação da prisão por inexistência dos requisitos da prisão preventiva; substituição da prisão cautelar por prisão domiciliar, conforme a Recomendação 62 do CNJ, tendo em vista o paciente integrar o grupo de risco a COVID-19, além do mesmo ter apresentado no dia 13 de junho de 2020, os sintomas que caracterizam a presença do vírus SARSCoV-2 e, por fim, a aplicação das medidas cautelares diversas da prisão”, destacou o desembargador.

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Depois de seis dias preso, Justiça concede prisão domiciliar ao jornalista Arimatéia Azevedo    

Um dos maiores portais de Brasília, o Diário do Poder, repercutiu nesta quarta-feira (22) a decisão da 2ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Piauí que decidiu mandar para o sistema prisional o jornalista Arimateia Azevedo. 

Portal de Brasília critica decisão do TJ-PI de mandar Arimateia Azevedo para prisão (Foto: Portal AZ)

O julgamento, que ocorreu nesta manhã, revogou a prisão domiciliar atribuída ao jornalista devido à pandemia do novo coronavírus. Arimateia Azevedo sofre de vários problemas de saúde que o incluem no grupo de risco para a covid-19. 

O site Diário do Poder afirmou que Arimateia Azevedo é reconhecido pela coragem de denunciar malfeitorias de poderosos, na política, na polícia e na Justiça. O principal porta-voz do Portal AZ está há mais de quarentena dias sob censura. 

Veja abaixo a matéria na íntegra:

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí ignorou a medida que atenta contra a liberdade de expressão e, nesta quarta-feira (22), decidiu manter o jornalista Arimateia Azevedo preso e não mais em casa e sim em presídio, em mais um capítulo da perseguição imposta ao diretor do Portal A-Z, reconhecido pela coragem de denunciar malfeitorias de poderosos, na política, na polícia e na Justiça.

O relator, desembargador Joaquim Santana, votou pela manutenção da prisão domiciliar, o que já vinha sendo considerada uma violência desproporcional, mas os outros dois desembargadores votaram pela transferência do jornalista, cuja pena é tão temida, para o regime fechado.

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A decisão ignora que o jornalista, septuagenário, é portador de várias comorbidades e faz parte do grupo de risco de contaminação por Covid-19. Além da prisão, a censura imposta ao jornalista, há quase 40 dias, constitui a garantia aos poderosos de que não serão incomodados por suas denúncias.

Arimatéia Azevedo tem cerca de 50 anos deles dedicado ao jornalismo investigativo, sempre denunciando criminosos da política, da polícia e da justiça.

Em 1987, denunciou o crime organizado no Piauí, comandando pelo então coronel Correia Lima, da PM. Ele teve que se refugiar em Brasília para não ser morto.

A sua denúncia só foi investigada somente 12 anos depois, pela Polícia Federal, do Ministério Público Federal e Justiça Federal, resultando no desbaratamento da quadrilha e na prisão e condenação de vários criminosos, inclusive o coronel Correia Lima.

Ao longo da carreira, o jornalista colecionou inimigos poderosos, inclusive no Tribunal de Justiça do Piauí. Sua família afirma que ele jamais foi intimado a depor sobre a denúncia contra ele, que tramitou em segredo.

Jornalista polêmico e desassombrado, Arimatéia já sofreu atentado em casa, por conta de suas denúncias. O Sindicato dos Jornalistas do Piauí expediu nota condenado a arbitrariedade da prisão, cujo processo tramitou em segredo de justiça, sem que tenha sido oferecida a oportunidade de defesa ao acusado.

Prisão domiciliar

O desembargador Joaquim Dias de Santana Filho, da 2ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça, concedeu prisão domiciliar ao jornalista Arimatéia Azevedo. O principal porta-voz do Portal AZ ficou seis dias preso e sob censura. A decisão é do dia 17 de junho. 

Arimatéia estava preso no 12º Distrito Policial, no bairro Ininga, na zona Leste, e foi transferido para a sede da Academia de Polícia do Piauí (Acadepol), na zona Sul de Teresina.

A defesa do jornalista sustentou que a prisão imposta representou “indiscutível constrangimento ilegal por conter inúmeras nulidades: prova unicamente testemunhal, frágil e valor relativo; ausência de comprovação de constrangimento mediante violência ou grave ameaça, inexistindo, a comprovação de autoria e materialidade da conduta imputada; ausência prévia da oitiva do Ministério Público no procedimento investigatório, com flagrante infringência ao sistema acusatório”.

A defesa alegou ainda que a conversão em prisão domiciliar era necessária, tendo em vista, que Arimatéia Azevedo tem 67 anos e faz parte do grupo de risco para a COVID-19. No último dia 13, o jornalista já havia apresentado sintomas suspeitos da doença. 

“As características pessoais são favoráveis ao paciente; necessidade de revogação da prisão por inexistência dos requisitos da prisão preventiva; substituição da prisão cautelar por prisão domiciliar, conforme a Recomendação 62 do CNJ, tendo em vista o paciente integrar o grupo de risco a COVID-19, além do mesmo ter apresentado no dia 13 de junho de 2020, os sintomas que caracterizam a presença do vírus SARSCoV-2 e, por fim, a aplicação das medidas cautelares diversas da prisão”, destacou o desembargador.

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