Governador autoriza a produção de substância derivada da maconha para pesquisas cientificas

PI investirá R$ 1 mi na produção do medicamento

O governador Wellington Dias autorizou na manhã desta quinta-feira (28) a produção de canabidiol, um medicamento derivada da Cannabis sativa, nome científico da maconha. No Piauí, o Ceir e as universidades Federal e Estadual, estão à frente das pesquisas e com a produção, que já começa no início de 2018, o medicamento poderá ser melhor estudado.

Wellington Dias (Foto: Divulgação)
Wellington Dias (Foto: Divulgação)

As universidades fabricarão o medicamento juntamente com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), Secretaria de Estado da Saúde e o Ceir. Ainda no próximo ano, o estado contará com uma câmara setorial de biotecnologia para apoiar a produção. Esse é um avanço da ciência que promove inúmeros feitos na medicina.

O canabidiol é um medicamento feito a partir da planta da maconha, a Cannabis Sativa, e que atua no sistema nervoso central, ajudando a tratar doenças psiquiátricas ou neurodegenerativas, como esquizofrenia, mal de Parkinson, epilepsia ou ansiedade, por exemplo.

A pesquisa no Piauí, que foi iniciada no primeiro semestre de 2017, é um investimento do Estado que visa uma melhora na qualidade de vida das pessoas que sofrem com essas doenças, como afirma o governador Wellington Dias.

Foto ilustrativa (Reprodução: internet)
Foto ilustrativa (Reprodução: internet)

“Adotamos na rede de saúde do Piauí, pacientes que fazem uso do medicamento, de forma gratuita. Antes importávamos o canabidiol da Califórnia e de Israel, o que gerava um custo muito elevado e, a partir da autorização da produção, o Piauí passa a produzir seu próprio produto, com um investimento de cerca de 1 milhão de reais”, pontua.

O presidente da Associação Reabilitar, Benjamim Pessoa, explica que o uso do canabidiol é liberado para pessoas com crise convulsiva refratária e que a produção vai ajudar a mostrar para a população os seus efeitos.

“A produção dessa substância é um avanço para o estado e para a medicina. Iremos ter mais material de estudo para analisarmos os benefícios e todos os seus efeitos colaterais”, afirma.

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