Juiz revoga as prisões de ex-PM e empresário envolvidos com roubo de carga no Piauí

Crime aconteceu ano passado. Ex-policiais militares e empresários fizeram partes da ação criminosa.

O juiz Luiz de Moura Correia revogou, nesta terça-feira (09), a prisão dos envolvidos no roubo de carga de café, na cidade de Altos, em dezembro do ano passado. Dentre eles estão o ex-policial militar, Luiz Bruno de Meneses Santos e o empresário Licínio Francisco Neto. Na ação criminosa, também foi detido o ex-policial militar, Igor Gabriel de Oliveira Araújo, que responde pelo crime de homicídio contra o filho de um oficial de Justiça e estava foragido desde julho de 2016, mas ele não foi posto em liberdade justamente por causa de tal de delito.

Cargas roubadas apreendidas pela polícia (Foto: Divulgação)
Cargas roubadas apreendidas pela polícia (Foto: Divulgação)

Sobre o empresário Licínio Neto, o juiz Luiz de Moura afirmou que como , “o crime foi praticado sem violência ou grave ameaça e considerando a condição pessoal do acusado – primário, bons antecedentes, residência fixa – torna-se injustificada a adoção da medida extremada”, se referindo a manutenção da prisão do acusado. O magistrado ressaltou ainda que , “as circunstâncias em que ocorreram fato criminoso não indicam concretamente que o investigado, em liberdade, colocaria em risco à ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal”.  

No entendimento do magistrado, o ex-policial militar Luiz Bruno de Meneses Santos e outro envolvido identificado como Tércio Xavier da Cruz, esse último que foi preso, após a polícia localizar também uma quantidade de cigarros em sua residência, estão na mesma situação processual do empresário Licínio e, portanto, também, deferiu a extensão de benefício de liberdade a eles e revogou suas prisões.

Para cada um dos envolvidos colocados em liberdade, o juiz estabeleceu algumas medidas cautelares, tais como: comparecer bimestralmente em juízo para informar e justificar suas atividades; b) comparecer sempre que intimado; c) não poderá deixar a Comarca sem prévia autorização ou mudar de endereço sem prévia comunicação a este juízo; d) recolhimento domiciliar no período noturno, durante a semana das 22h (vinte e duas horas) às 6h (seis horas), e, nos finais de semana e feriados, das 20h (vinte horas) às 6h (seis horas); e) não voltar a delinquir”.

Relembre o caso 

Os ex-policiais militares Luiz Bruno de Menezes e Igor Gabriel de Oliveira Araújo, o empresário Licínio Francisco Neto e Tércio Xavier da Cruz foram presos com a carga roubada de café , na Usina Santana, no dia 18 de dezembro. 

De acordo com informações repassadas pela polícia no dia 11 do mesmo mês uma carga de café foi roubada em Altos e essa carga estava sendo rastreada. Durante a ação da polícia, parte da carga foi recuperada no bairro Mocambinho, zona norte de Teresina. Além da polícia ter apreendido parte da carga de café, apreendeu ainda 150 caixas de cigarro. Todos os presos foram levados para a Deccoterc (Delegacia Especializada de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Contra as Relações de Consumo) para serem autuados em flagrante.

Homicídio

Igor Gabriel de Oliveira Araújo, o ex-soldado da polícia militar acusado de matar Alan Lopes Rodrigues da Silva, filho de um oficial de justiça do TJ-PI, é considerado pela polícia como foragido. O crime ocorreu no dia 20 de fevereiro de 2016, em um posto de gasolina na avenida João XXIII. 

Foto: Reprodução/ Internet
Foto: Reprodução/ Internet

Alan Lopes Rodrigues foi morto no dia 20 de fevereiro, em Teresina, depois de se envolver em uma confusão com o filho do Prefeito da cidade de Avelino Lopes. O rapaz foi morto pelo soldado da PM-PI, lotado em Avelino Lopes, Igor Gabriel de Oliveira Araújo, que fazia a segurança do filho do prefeito, cujo nome não foi revelado pela polícia.

A briga teria começado na casa de show Kanecas Cachaçaria, zona leste de Teresina. Depois da festa, Alan Lopes Rodrigues e um amigo saíram do local e foram comprar bebidas alcoólicas na loja de conveniência do posto Yellow da Avenida João XXIII, e o policial teria ido também ao encontro deles.

Por volta das 4h da manhã, a loja já fechando, a vítima e o amigo saíram do local, quando foram surpreendidos pelo policial, conhecido como soldado Araujo. Segundo a polícia, eles chegaram a discutir e o policial atirou contra a vítima.

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