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Tribunal de Justiça do Piauí concede prisão domiciliar ao jornalista Arimatéia Azevedo

A audiência ocorreu na manhã desta quarta-feira (24) de forma virtual

(Atualizada às 10h35)

O Tribunal de Justiça do Piauí concedeu prisão domiciliar ao jornalista Arimatéia Azevedo, preso há mais de um mês na Penitenciária Irmão Guido, por um crime que não cometeu. 

A audiência ocorreu na manhã desta quarta-feira (24) de forma virtual e foi presidida pelo desembargador Joaquim Dias de Santana Filho, relator do processo, que votou favorável a prisão domiciliar do colunista do Portal AZ junto ao desembargador Manoel de Sousa Dourado e o juiz convocado Antônio Lopes. 

Tribunal de Justiça concede prisão domiciliar ao jornalista Arimatéia Azevedo (Foto: Portal AZ)

“O relator trouxe o entendimento de que Arimatéia Azevedo era merecedor de prisão domiciliar por causa das comorbidades que ele apresenta, por causa do histórico médico dele.  Essa prisão domiciliar precisa do monitoramento eletrônico”, explicou o advogado Paulo Germano. 

Na decisão, os magistrados determinaram que Arimatéia Azevedo não poderá exercer a profissão de jornalista. A defesa informou que recorrerá, pois é a fonte de renda e, portanto, meio de sobreviência do profissional. 

"É muito grave o entendimento de que ele não poderá exercer a profissão enquanto durar o processo. Então, a defesa entende que isso é inconstitucional até porque como ele vai se manter? Se esse é o trabalho dele. Ocorre que a maneira como ele sobrevive é como jornalista há 50 anos. Vamos discutir isso nos tribunais superiores ingressando com recurso, além disso não há comprovada existência de extorsão", declarou o advogado de Arimatéia. 

Prisão

Arimatéia Azevedo está na cadeia há mais de 40 dias por um suposto crime de extorsão, que não cometeu, com base apenas em prints de terceiros em conversas no WhatsApp que não envolvem o jornalista. 

O advogado Rony Samuel, preso com Arimatéia em 07 de outubro, relatou durante interrogatório que o jornalista não participou de nenhuma prática de crime de extorsão e que ele foi que, se aproveitando de fonte do jornalista, teria cobrado valores a um empresário do ramo de medicamentos após repasses de informações publicadas na coluna de Azevedo no Portal AZ. 

Clique aqui e entenda o que levou o jornalista Arimatéia Azevedo ser preso

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Preso há uma semana, Arimatéia Azevedo segue sendo alvo de novas denúncias falsas sobre extorsão; entenda    

Ministério Público é favorável à prisão domiciliar do jornalista Arimatéia Azevedo    

Lawfare: a caçada ao jornalista    

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Homem que acusa Arimatéia Azevedo de extorsão nunca esteve com o jornalista

Processo não aponta ligação do jornalista Arimatéia Azevedo ao suposto crime de extorsão

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Tribunal de Justiça concede prisão domiciliar ao jornalista Arimatéia Azevedo (Foto: Portal AZ)

“O relator trouxe o entendimento de que Arimatéia Azevedo era merecedor de prisão domiciliar por causa das comorbidades que ele apresenta, por causa do histórico médico dele.  Essa prisão domiciliar precisa do monitoramento eletrônico”, explicou o advogado Paulo Germano. 

Na decisão, os magistrados determinaram que Arimatéia Azevedo não poderá exercer a profissão de jornalista. A defesa informou que recorrerá, pois é a fonte de renda e, portanto, meio de sobreviência do profissional. 

"É muito grave o entendimento de que ele não poderá exercer a profissão enquanto durar o processo. Então, a defesa entende que isso é inconstitucional até porque como ele vai se manter? Se esse é o trabalho dele. Ocorre que a maneira como ele sobrevive é como jornalista há 50 anos. Vamos discutir isso nos tribunais superiores ingressando com recurso, além disso não há comprovada existência de extorsão", declarou o advogado de Arimatéia. 

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Arimatéia Azevedo está na cadeia há mais de 40 dias por um suposto crime de extorsão, que não cometeu, com base apenas em prints de terceiros em conversas no WhatsApp que não envolvem o jornalista. 

O advogado Rony Samuel, preso com Arimatéia em 07 de outubro, relatou durante interrogatório que o jornalista não participou de nenhuma prática de crime de extorsão e que ele foi que, se aproveitando de fonte do jornalista, teria cobrado valores a um empresário do ramo de medicamentos após repasses de informações publicadas na coluna de Azevedo no Portal AZ. 

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