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No Maranhão, as investigações procuram os laranjas dos políticos

Investigação pode levar políticos, empresários, prefeito e laranjas para a cadeia em muito pouco tempo

A polícia estadual, o Ministério Público e a Polícia Federal do Maranhão trabalham em uma grande investigação que visa desmontar uma quadrilha que saqueou os cofres públicos por muito tempo, e atua de modo ainda muito efetivo em todo o Estado. Numa das frentes do trabalho das polícias, cidades que fizeram parte de um pacote de destinação de emendas parlamentares são o alvo da operação desmonte.

Junior Lourenço/Foto: Reprodução

Junior de Lourenço é ex-prefeito maranhense que elegeu o sucessor, e comanda ele mesmo a cidade de Miranda há mais de oito anos. Nada é feito na prefeitura que não seja decidido pessoalmente por ele.

Em 2018, o político elegeu-se deputado federal com uma votação surpreendente, especialmente para quem disputa o primeiro mandato. O fato chamou a atenção do Ministério Público Eleitoral, que iniciou investigações que a Polícia Federal e o Ministério Público estão levando adiante. Já se sabe que esse mesmo político adquiriu, nos últimos anos, aproximadamente 100 milhões de reais em emendas parlamentares de outros deputados, por preços irrisórios, disso explicando sua votação em uma quantidade quase extravagante de municípios do Maranhão.

O mesmo homem público  também atraiu a investigação policial porque tem negócios pouco republicanos com conhecidos agiotas do Maranhão, em especial o chefão do crime organizado, Josival Silva, conhecido como Pacovan, que domina os bastidores dos políticos maranhenses, endeusado por alguns e temido por outros, porque tem mais de uma centena deles na folha de pagamentos, além de negócios muito rentáveis com o mundo empresarial, também.

Pacovan já foi preso mais de uma vez, mas logo consegue ser liberado por advogados caros e o prestígio dos políticos que fazem parte do rol dos companheiros de negócios. Já se fala em um movimento de 150 milhões nas eleições de outubro, que estão sendo pagos nesse esquema, na forma como a polícia já descobriu. Em várias cidades do Maranhão, inclusive, os pagamentos estão sendo feitos através de festas populares e da contratação de trios elétricos para a animação do carnaval.

Esses agiotas negociam as emendas parlamentares, adiantando dinheiro para as campanhas dos candidatos, como o ex-prefeito Lourenço, que virou deputado, sendo certo que assumem, como garantia do pagamento dos empréstimos, os negócios públicos de merenda, transporte, lixo, e serviços de saúde dos municípios, dominando os poucos recursos de cada uma dessas cidades, subjugando os prefeitos e corrompendo esses gestores. 

Ao que parece, alguns desses prefeitos receberam vantagens indevidas sobre essas emendas e estão também no rol dos investigados. Aliás, não se sabe como a legislação permite que  essas emendas sejam transferidos entre parlamentares, e outros sem mandato, porque também esse negócio é nebuloso e somente uma severa investigação pode resultar no fim dos desvios do dinheiro público. De qualquer maneira, falta a  explicação de como emendas parlamentares podem ser objeto de transação, o que explica a facilidade de corrupção e outros negócios nebulosos. 

O fim dessa prática nociva para o Estado é fundamental para evitar o complô financeiro e administrativo que envolve os agiotas, políticos e seus laranjas, passeando no código penal em crimes de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, para citar alguns. Somadas, as penas ultrapassam 40 anos de cadeia para os envolvidos. 

Na parte menor da negociata, esses políticos e agiotas usam um esquema de laranjas para dar cobertura aos pagamentos, e as empresas fantasmas servem somente para escoar esses recursos, dando a saída do dinheiro público que recebem através de suas contas que lavam o dinheiro sujo.

O Portal AZ vai divulgar toda essa história tão logo estejam disponibilizadas pelos investigadores, porque o trabalho é sigiloso é bem extenso. Existem também vários candidatos a prefeito nas próximas eleições que estão na mira da polícia e que não resistem a uma quebra do sigilo bancário das suas empresas ou das contas pessoais. As investigações visam colocar às claras os negócios empresariais e pessoais dos envolvidos, tudo indicando que a podridão escancarada está perto do fim, podendo ser o final da carreira criminosa dessa gente.

A polícia estadual, o Ministério Público e a Polícia Federal do Maranhão trabalham em uma grande investigação que visa desmontar uma quadrilha que saqueou os cofres públicos por muito tempo, e atua de modo ainda muito efetivo em todo o Estado. Numa das frentes do trabalho das polícias, cidades que fizeram parte de um pacote de destinação de emendas parlamentares são o alvo da operação desmonte.

Junior Lourenço/Foto: Reprodução

Junior de Lourenço é ex-prefeito maranhense que elegeu o sucessor, e comanda ele mesmo a cidade de Miranda há mais de oito anos. Nada é feito na prefeitura que não seja decidido pessoalmente por ele.

Em 2018, o político elegeu-se deputado federal com uma votação surpreendente, especialmente para quem disputa o primeiro mandato. O fato chamou a atenção do Ministério Público Eleitoral, que iniciou investigações que a Polícia Federal e o Ministério Público estão levando adiante. Já se sabe que esse mesmo político adquiriu, nos últimos anos, aproximadamente 100 milhões de reais em emendas parlamentares de outros deputados, por preços irrisórios, disso explicando sua votação em uma quantidade quase extravagante de municípios do Maranhão.

O mesmo homem público  também atraiu a investigação policial porque tem negócios pouco republicanos com conhecidos agiotas do Maranhão, em especial o chefão do crime organizado, Josival Silva, conhecido como Pacovan, que domina os bastidores dos políticos maranhenses, endeusado por alguns e temido por outros, porque tem mais de uma centena deles na folha de pagamentos, além de negócios muito rentáveis com o mundo empresarial, também.

Pacovan já foi preso mais de uma vez, mas logo consegue ser liberado por advogados caros e o prestígio dos políticos que fazem parte do rol dos companheiros de negócios. Já se fala em um movimento de 150 milhões nas eleições de outubro, que estão sendo pagos nesse esquema, na forma como a polícia já descobriu. Em várias cidades do Maranhão, inclusive, os pagamentos estão sendo feitos através de festas populares e da contratação de trios elétricos para a animação do carnaval.

Esses agiotas negociam as emendas parlamentares, adiantando dinheiro para as campanhas dos candidatos, como o ex-prefeito Lourenço, que virou deputado, sendo certo que assumem, como garantia do pagamento dos empréstimos, os negócios públicos de merenda, transporte, lixo, e serviços de saúde dos municípios, dominando os poucos recursos de cada uma dessas cidades, subjugando os prefeitos e corrompendo esses gestores. 

Ao que parece, alguns desses prefeitos receberam vantagens indevidas sobre essas emendas e estão também no rol dos investigados. Aliás, não se sabe como a legislação permite que  essas emendas sejam transferidos entre parlamentares, e outros sem mandato, porque também esse negócio é nebuloso e somente uma severa investigação pode resultar no fim dos desvios do dinheiro público. De qualquer maneira, falta a  explicação de como emendas parlamentares podem ser objeto de transação, o que explica a facilidade de corrupção e outros negócios nebulosos. 

O fim dessa prática nociva para o Estado é fundamental para evitar o complô financeiro e administrativo que envolve os agiotas, políticos e seus laranjas, passeando no código penal em crimes de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, para citar alguns. Somadas, as penas ultrapassam 40 anos de cadeia para os envolvidos. 

Na parte menor da negociata, esses políticos e agiotas usam um esquema de laranjas para dar cobertura aos pagamentos, e as empresas fantasmas servem somente para escoar esses recursos, dando a saída do dinheiro público que recebem através de suas contas que lavam o dinheiro sujo.

O Portal AZ vai divulgar toda essa história tão logo estejam disponibilizadas pelos investigadores, porque o trabalho é sigiloso é bem extenso. Existem também vários candidatos a prefeito nas próximas eleições que estão na mira da polícia e que não resistem a uma quebra do sigilo bancário das suas empresas ou das contas pessoais. As investigações visam colocar às claras os negócios empresariais e pessoais dos envolvidos, tudo indicando que a podridão escancarada está perto do fim, podendo ser o final da carreira criminosa dessa gente.