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Desmatamento na Amazônia Legal diminui em novembro, segundo o Inpe

Redução foi de 57,4% em relação ao mesmo mês do ano passado

Os avisos de desmatamento na Amazônia Legal tiveram uma redução de 57,4% no mês de novembro, em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que informa alertas de desmatamento mensalmente, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Foi o mês de novembro com menor quantidade de área desmatada na série histórica, desde 2015 neste sistema de avisos. No ano passado, foram desmatados 563 km² no mês, e neste ano foram 240 km².

Desmatamento na Amazônia Legal diminui em novembro, segundo o Inpe (Foto: Fabio Nascimento/Greenpeace)

Observando dados anuais, entretanto, de julho de 2019 a agosto deste ano, houve um aumento de 9,5% do desmatamento na região em relação ao mesmo período anterior. Foram 11.088 km² desmatados na Amazônia Legal, que envolve nove estados brasileiros (Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins).

Dados de agosto a novembro deste ano mostram que o acumulado teve uma redução de 20,7% em relação ao ano passado. Ainda assim, número foi maior que 2015, 2016, 2017 e 2018, sendo 63,1% maior que o deste último.

Focos de calor

O número de focos de calor na Amazônia também teve uma redução no bioma em novembro, caindo 44% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Entretanto, observando o ano completo, ainda que dezembro deste ano não tenha sido fechado, o número de focos representa um aumento de 13,59% em comparação com todo o ano passado.

No Pantanal, a lógica é a mesma: uma redução de 40% em comparação ao mês de novembro do ano passado. Observando o ano completo, entretanto, ainda que dezembro não tenha sido fechado, o número de focos em 2020 é 118,7% maior que em 2019, tendo sido o ano com maior quantidade de focos em toda a série histórica, que vai desde 1998.

O Ministério da Defesa afirma que o resultado “tem a contribuição de uma equipe de analistas de 11 órgãos governamentais reunidos no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam)” e que a partir deste centro, “especialistas fazem a fusão e verificação de informações disponíveis nos bancos de dados de agências de proteção ambiental e órgãos policiais”.

Já o Grupo de Integração para Proteção da Amazônia (Gipam) “elabora relatórios que mostram detalhes sobre onde ocorre o desmatamento e o garimpo ilegal”. “A partir dos relatórios, o comando da Operação Verde Brasil e os órgãos ambientais realizam o planejamento das ações das Forças Armadas e equipes de fiscalização”, pontua ministério.

Em sete meses de operação, foram elaborados 33 relatórios semanais, segundo a pasta. Os documentos apontam as áreas prioritárias para atuação das equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e outros órgãos participantes da operação.

Os avisos de desmatamento na Amazônia Legal tiveram uma redução de 57,4% no mês de novembro, em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que informa alertas de desmatamento mensalmente, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Foi o mês de novembro com menor quantidade de área desmatada na série histórica, desde 2015 neste sistema de avisos. No ano passado, foram desmatados 563 km² no mês, e neste ano foram 240 km².

Desmatamento na Amazônia Legal diminui em novembro, segundo o Inpe (Foto: Fabio Nascimento/Greenpeace)

Observando dados anuais, entretanto, de julho de 2019 a agosto deste ano, houve um aumento de 9,5% do desmatamento na região em relação ao mesmo período anterior. Foram 11.088 km² desmatados na Amazônia Legal, que envolve nove estados brasileiros (Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins).

Dados de agosto a novembro deste ano mostram que o acumulado teve uma redução de 20,7% em relação ao ano passado. Ainda assim, número foi maior que 2015, 2016, 2017 e 2018, sendo 63,1% maior que o deste último.

Focos de calor

O número de focos de calor na Amazônia também teve uma redução no bioma em novembro, caindo 44% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Entretanto, observando o ano completo, ainda que dezembro deste ano não tenha sido fechado, o número de focos representa um aumento de 13,59% em comparação com todo o ano passado.

No Pantanal, a lógica é a mesma: uma redução de 40% em comparação ao mês de novembro do ano passado. Observando o ano completo, entretanto, ainda que dezembro não tenha sido fechado, o número de focos em 2020 é 118,7% maior que em 2019, tendo sido o ano com maior quantidade de focos em toda a série histórica, que vai desde 1998.

O Ministério da Defesa afirma que o resultado “tem a contribuição de uma equipe de analistas de 11 órgãos governamentais reunidos no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam)” e que a partir deste centro, “especialistas fazem a fusão e verificação de informações disponíveis nos bancos de dados de agências de proteção ambiental e órgãos policiais”.

Já o Grupo de Integração para Proteção da Amazônia (Gipam) “elabora relatórios que mostram detalhes sobre onde ocorre o desmatamento e o garimpo ilegal”. “A partir dos relatórios, o comando da Operação Verde Brasil e os órgãos ambientais realizam o planejamento das ações das Forças Armadas e equipes de fiscalização”, pontua ministério.

Em sete meses de operação, foram elaborados 33 relatórios semanais, segundo a pasta. Os documentos apontam as áreas prioritárias para atuação das equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e outros órgãos participantes da operação.