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Policiais presos por roubo de cargas recebiam informações privilegiadas de funcionários de transportadora

Segundo o Greco, os envolvidos atuavam principalmente no Maranhão

Os policiais militares do Piauí apontados como integrantes de quadrilha responsável por roubos de cargas agiam principalmente em cidades do Maranhão. Há vestígios de ações dos criminosos nas cidades de Caxias e Santa Inês, informou a Polícia Civil do Piauí, através do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (30). 

Delegado Gustavo Jung, Luccy Keiko, delegado Tales Gomes e o tenente-coronel do Bop James Sean (Foto: Wanderson Camêlo / Portal AZ)

"No Maranhão temos ocorrências especificadas nas cidades de Caxias e Santa Inês. Havia um depósito em Santa Inês para botar aos poucos e trazer aos poucos as cargas aqui para Teresina [para serem revendidas]", destacou o delegado Tales Gomes.

Os militares evitavam atuar no Piauí devido à possibilidade de serem reconhecidos em alguma barreira ou fiscalização policial, acrescentou o delegado. No estado os produtos eram apenas escoados.

(Foto: Wanderson Camêlo / Portal AZ)

O lucro dos produtos vendidos era dividido meio a meio: 50% para os militares e 50 % para os demais integrantes da quadrilha, apontaram as investigações. "No mínimo 50% do apurado ficava com eles. O restante ia para os que cuidavam da parte da logística, os que passavam informações dos motoristas, veículos e carga", informou o delegado Gustavo Jung, coordenador das investigações.

A Polícia Civil afirma que os criminosos tinham preferência por cargas de cigarro e telefones celulares. As informações privilegiadas para que os crimes fossem executados eram passadas pelos homens identificados como Josué Oliveira Santos e Adolfo Cícero de Alencar Neto.

Delegado Tales Gomes (Foto: Wanderson Camêlo / Portal AZ)

“O Josué trabalhava em uma transportadora aqui [em Teresina] e passava informações sobre notas fiscais e os carros, e aquelas caixas que tinham as respectivas notas. Adolfo fiscalizava os caminhões, o trajeto que iam fazer o transporte, que era pra poder fazer a abordagem”, detalhou Tales.

(Foto: Wanderson Camêlo / Portal AZ)

A maioria dos integrantes da quadrilha, três, foi presa na manhã de hoje dentro da Operação Cargas II. Adolfo foi capturado ontem, em Fortaleza, no Ceará.

Segundo o Greco, os envolvidos atuavam principalmente no Maranhão (Foto: Divulgação)

Os policiais foram identificados como Wanderley Rodrigues da Silva (cabo) e Bruno Costa de Oliveira (soldado da PM-PI).

Wanderley, inclusive, tentou reagir à prisão e ameaçou policiais civis e militares no momento em que foi abordado. Ele é o mesmo que se envolveu em uma briga com o cantor de forró Saulo do Gado em uma padaria na zona Leste de Teresina. Em meio à discussão o militar baleou o artista na perna. O fato aconteceu em maio do ano passado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, todas as pessoas presas na operação, denominada Cargas II, fazem parte do grupo criminoso preso em janeiro deste ano, oportunidade em que foi preso o soldado Rafael dos Santos Leal e Abimael Pereira da Silva, vulgo Vei, por conta de roubo de mercadorias.

O Greco continua com as investigações, agora com o intuito de prender os receptadores das cargas roubadas.

Os policiais militares do Piauí apontados como integrantes de quadrilha responsável por roubos de cargas agiam principalmente em cidades do Maranhão. Há vestígios de ações dos criminosos nas cidades de Caxias e Santa Inês, informou a Polícia Civil do Piauí, através do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (30). 

Delegado Gustavo Jung, Luccy Keiko, delegado Tales Gomes e o tenente-coronel do Bop James Sean (Foto: Wanderson Camêlo / Portal AZ)

"No Maranhão temos ocorrências especificadas nas cidades de Caxias e Santa Inês. Havia um depósito em Santa Inês para botar aos poucos e trazer aos poucos as cargas aqui para Teresina [para serem revendidas]", destacou o delegado Tales Gomes.

Os militares evitavam atuar no Piauí devido à possibilidade de serem reconhecidos em alguma barreira ou fiscalização policial, acrescentou o delegado. No estado os produtos eram apenas escoados.

(Foto: Wanderson Camêlo / Portal AZ)

O lucro dos produtos vendidos era dividido meio a meio: 50% para os militares e 50 % para os demais integrantes da quadrilha, apontaram as investigações. "No mínimo 50% do apurado ficava com eles. O restante ia para os que cuidavam da parte da logística, os que passavam informações dos motoristas, veículos e carga", informou o delegado Gustavo Jung, coordenador das investigações.

A Polícia Civil afirma que os criminosos tinham preferência por cargas de cigarro e telefones celulares. As informações privilegiadas para que os crimes fossem executados eram passadas pelos homens identificados como Josué Oliveira Santos e Adolfo Cícero de Alencar Neto.

Delegado Tales Gomes (Foto: Wanderson Camêlo / Portal AZ)

“O Josué trabalhava em uma transportadora aqui [em Teresina] e passava informações sobre notas fiscais e os carros, e aquelas caixas que tinham as respectivas notas. Adolfo fiscalizava os caminhões, o trajeto que iam fazer o transporte, que era pra poder fazer a abordagem”, detalhou Tales.

(Foto: Wanderson Camêlo / Portal AZ)

A maioria dos integrantes da quadrilha, três, foi presa na manhã de hoje dentro da Operação Cargas II. Adolfo foi capturado ontem, em Fortaleza, no Ceará.

Segundo o Greco, os envolvidos atuavam principalmente no Maranhão (Foto: Divulgação)

Os policiais foram identificados como Wanderley Rodrigues da Silva (cabo) e Bruno Costa de Oliveira (soldado da PM-PI).

Wanderley, inclusive, tentou reagir à prisão e ameaçou policiais civis e militares no momento em que foi abordado. Ele é o mesmo que se envolveu em uma briga com o cantor de forró Saulo do Gado em uma padaria na zona Leste de Teresina. Em meio à discussão o militar baleou o artista na perna. O fato aconteceu em maio do ano passado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, todas as pessoas presas na operação, denominada Cargas II, fazem parte do grupo criminoso preso em janeiro deste ano, oportunidade em que foi preso o soldado Rafael dos Santos Leal e Abimael Pereira da Silva, vulgo Vei, por conta de roubo de mercadorias.

O Greco continua com as investigações, agora com o intuito de prender os receptadores das cargas roubadas.