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Polícia Federal afirma que jornalista preso monitorou operação; ele nega as acusações

Tony Trindade foi preso durante a operação Acesso Negado que ocorreu na manhã de hoje

A Polícia Federal do Piauí afirmou em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (18) que o jornalista Tony Trindade, preso na Operação Acesso Negado, seria um dos autores de estratégias para beneficiar investigados da operação Delivery, que apura desvios de recursos da Educação no município de União.

PF afirma que jornalista monitorou investigações e manipulou depoimentos de testemunhas (Foto:reprodução/Facebook)

Segundo a superintendente da Polícia Federal no Piauí, Mariana Paranhos, a investigação mostrou que cada etapa da Operação Delivery era monitorada por um grupo de advogados e jornalistas que conseguiam acessar com antecedência informações sigilosas do processo criminal e compartilhavam com os interessados.

“O grupo criminoso conseguia acessar com antecedência as informações sigilosas e compartilhava com os interessados, antecipando-se as medidas judiciais a serem executadas. Eles também manipulavam as testemunhas para haver a convergências de versões a serem apresentadas na justiça e envolviam estratégias para intimidar os atores da investigação. Até o momento foram identificados participação de advogados e jornalistas. A conduta é grave e a pena pode chegar a 8 anos de prisão” explica a delegada.

A superintendente ressaltou que o objetivo da operação Acesso Negado não é prejudicar o jornalismo, mas coibir interferências em trabalhos de investigação sigilosos. "O direito de informar e de ser informado é um direto fundamental que a PF, como a primeira defensora dos direitos fundamentais garante e vai garantir sempre. O que a gente não coaduna é com a ilegalidade. Esse vazamento de operações sigilosas coloca em risco a vida e a integridade física em cada uma das etapas de investigação, por isso deve ser fortemente coibido", disse Mariana Paranhos.  

Polícia Federal deflagra operação Acesso Negado e prende jornalista em Teresina (Foto:Divulgação)

O delegado Alan Reis de Almeida, responsável por conduzir a operação Acesso Negado, afirmou que a primeira interferência foi realizada na data da apreensão da quantia em dinheiro. Ele ainda disse que o jornalista teria compartilhado informações sigilosas, prejudicando o trabalho policial. 

“Durante as investigações e análises de material da busca e apreensão foram constatadas algumas tentativas de interferência. A primeira foi na data da apreensão do dinheiro, onde um vereador de União tentou realizar a liberação dessa importância de forma indevida. Hoje essa operação foi deflagrada, porque advogados e jornalistas realizaram monitoramento ilegal das investigações, encontros obscuros no intuito de obter informações sigilosas e acessos indevidos a processos judiciais sigilosos, apresentaram e tentaram manipular versões entre investigados e testemunhas, bem como apresentaram atos intimidatórios. Outra situação peculiar foi que os investigados sabiam a data da operação”, diz.

Ainda de acordo com o delegado Alan Reis, o jornalista deve ficar preso preventivamente, por tempo indeterminado.  "A prisão preventiva visa garantir a ordem pública e a instrução criminal. Diversos elementos de prova estão sendo analisados. Corre o risco do investigado ser reincidente e atrapalhar mais ainda as diligências que estão em curso.  Enquanto perdurar a investigação, o investigado ficará preso preventivamente", informou.

Jornalista se defende

A assessoria do jornalista Tony Trindade divulgou nota na manhã desta terça-feira (18) negando as acusações da Operação Acesso Negado deflagrada pela Polícia Federal. Ele foi preso durante a ação policial na própria residência, localizada na zona Sul de Teresina. 

A publicação destaca que o jornalista apenas cumpriu a sua função. “Cabe ressaltar que na qualidade de apresentador de programa de televisão e colunista de jornal, Tony Trindade ao veicular fatos da operação, apenas fez o seu dever de jornalista e formador de opinião”, diz. 

A nota ainda ressalta que a prisão é uma tentativa de "frear" a divulgação de informações.“O mandado de prisão preventiva a título de frear a divulgação de informação soa descabido e desproporcional, uma vez que o jornalista sequer foi ouvido pela autoridade policial antes da condução. É temoroso ao exercício profissional, que jornalistas sejam presos por relações com suas fontes, relações essas que são asseguradas pela própria Constituição Federal”, afirma. 

Veja a íntegra da nota:

A assessoria de imprensa do jornalista Tony Trindade considera oportuno esclarecer fatos a respeito da Operação “Acesso Negado”, deflagrada nesta terça-feira (18) pela Polícia Federal, em Teresina, Monsenhor Gil e União e que resultou na prisão preventiva do jornalista.

Conforme nota divulgada pela própria PF, a operação investiga “atos ilegais de intervenção/embaraçamento” à investigação de desvios de recursos públicos destinados à educação na cidade de União, cabe ressaltar que na qualidade de apresentador de programa de televisão e colunista de jornal, Tony Trindade ao veicular fatos da operação, apenas fez o seu dever de jornalista e formador de opinião.

O mandado de prisão preventiva a título de frear a divulgação de informação soa descabido e desproporcional, uma vez que o jornalista sequer foi ouvido pela autoridade policial antes da condução.

É temoroso ao exercício profissional, que jornalistas sejam presos por relações com suas fontes, relações essas que são asseguradas pela própria Constituição Federal.

Tony Trindade coloca-se à disposição das autoridades, certo de que atos ilegais não prosperarão com o aval da justiça.

Entenda o caso

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (18), a Operação “Acesso Negado” que investiga atos ilegais de intervenção e embaraçamento na operação policial “Delivery”, que apura desvio de recursos públicos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) destinados ao município de União. Um dos alvos da ação é o Jornalista Tony Trindade, que foi preso na própria residência, localizada na zona Sul de Teresina. 

Segundo a polícia, no curso da Operação "Delivery" foram identificados atos escusos relacionados a encontros obscuros com agentes públicos no intuito de obter informações sigilosas, acesso indevido a processo judicial sigiloso, convergência e manipulação de versões, atos intimidatórios no intuito de frustrar a investigação policial, dentre outros fatos.

Nesta fase da investigação estão sendo mobilizados vinte policiais federais para o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, onde foi preso o jornalista, e em Monsenhor Gil, expedidos pela Justiça Federal de Teresina. O objetivo do cumprimento das medidas judiciais é colher elementos materiais de prova e que identifiquem terceiros responsáveis por fornecer indevidamente informações de caráter sigiloso.

Os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelo crime de embaraço a investigação policial de crime praticado por organização criminosa (art. 2º, §1º da lei 12.850/13) cuja pena pode chegar a 8 anos de reclusão.

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Polícia Federal deflagra operação Acesso Negado e prende jornalista em Teresina

A Polícia Federal do Piauí afirmou em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (18) que o jornalista Tony Trindade, preso na Operação Acesso Negado, seria um dos autores de estratégias para beneficiar investigados da operação Delivery, que apura desvios de recursos da Educação no município de União.

PF afirma que jornalista monitorou investigações e manipulou depoimentos de testemunhas (Foto:reprodução/Facebook)

Segundo a superintendente da Polícia Federal no Piauí, Mariana Paranhos, a investigação mostrou que cada etapa da Operação Delivery era monitorada por um grupo de advogados e jornalistas que conseguiam acessar com antecedência informações sigilosas do processo criminal e compartilhavam com os interessados.

“O grupo criminoso conseguia acessar com antecedência as informações sigilosas e compartilhava com os interessados, antecipando-se as medidas judiciais a serem executadas. Eles também manipulavam as testemunhas para haver a convergências de versões a serem apresentadas na justiça e envolviam estratégias para intimidar os atores da investigação. Até o momento foram identificados participação de advogados e jornalistas. A conduta é grave e a pena pode chegar a 8 anos de prisão” explica a delegada.

A superintendente ressaltou que o objetivo da operação Acesso Negado não é prejudicar o jornalismo, mas coibir interferências em trabalhos de investigação sigilosos. "O direito de informar e de ser informado é um direto fundamental que a PF, como a primeira defensora dos direitos fundamentais garante e vai garantir sempre. O que a gente não coaduna é com a ilegalidade. Esse vazamento de operações sigilosas coloca em risco a vida e a integridade física em cada uma das etapas de investigação, por isso deve ser fortemente coibido", disse Mariana Paranhos.  

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O delegado Alan Reis de Almeida, responsável por conduzir a operação Acesso Negado, afirmou que a primeira interferência foi realizada na data da apreensão da quantia em dinheiro. Ele ainda disse que o jornalista teria compartilhado informações sigilosas, prejudicando o trabalho policial. 

“Durante as investigações e análises de material da busca e apreensão foram constatadas algumas tentativas de interferência. A primeira foi na data da apreensão do dinheiro, onde um vereador de União tentou realizar a liberação dessa importância de forma indevida. Hoje essa operação foi deflagrada, porque advogados e jornalistas realizaram monitoramento ilegal das investigações, encontros obscuros no intuito de obter informações sigilosas e acessos indevidos a processos judiciais sigilosos, apresentaram e tentaram manipular versões entre investigados e testemunhas, bem como apresentaram atos intimidatórios. Outra situação peculiar foi que os investigados sabiam a data da operação”, diz.

Ainda de acordo com o delegado Alan Reis, o jornalista deve ficar preso preventivamente, por tempo indeterminado.  "A prisão preventiva visa garantir a ordem pública e a instrução criminal. Diversos elementos de prova estão sendo analisados. Corre o risco do investigado ser reincidente e atrapalhar mais ainda as diligências que estão em curso.  Enquanto perdurar a investigação, o investigado ficará preso preventivamente", informou.

Jornalista se defende

A assessoria do jornalista Tony Trindade divulgou nota na manhã desta terça-feira (18) negando as acusações da Operação Acesso Negado deflagrada pela Polícia Federal. Ele foi preso durante a ação policial na própria residência, localizada na zona Sul de Teresina. 

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Veja a íntegra da nota:

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Conforme nota divulgada pela própria PF, a operação investiga “atos ilegais de intervenção/embaraçamento” à investigação de desvios de recursos públicos destinados à educação na cidade de União, cabe ressaltar que na qualidade de apresentador de programa de televisão e colunista de jornal, Tony Trindade ao veicular fatos da operação, apenas fez o seu dever de jornalista e formador de opinião.

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Nesta fase da investigação estão sendo mobilizados vinte policiais federais para o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, onde foi preso o jornalista, e em Monsenhor Gil, expedidos pela Justiça Federal de Teresina. O objetivo do cumprimento das medidas judiciais é colher elementos materiais de prova e que identifiquem terceiros responsáveis por fornecer indevidamente informações de caráter sigiloso.

Os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelo crime de embaraço a investigação policial de crime praticado por organização criminosa (art. 2º, §1º da lei 12.850/13) cuja pena pode chegar a 8 anos de reclusão.

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