Ex-funcionários de cartório em Votuporanga são presos por fraudes milionárias

Em março deste ano, uma nova tabeliã interina foi designada para responder pela unidade.

Por Redação do Portal AZ,

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil de Votuporanga, cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão contra ex-funcionários do 1° Cartório de Notas e Protestos de Votuporanga. Os mandados foram cumpridos na manhã desta quinta-feira, 20 de junho, durante a "Operação Eclesiastes 5:10".

Foto: ReproduçãoSete viaturas do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep) de Rio Preto participaram da operação (Divulgação/CPI-5)
Sete viaturas do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep) de Rio Preto participaram da operação 

As investigações apontaram que o responsável pelo cartório na época, nomeado como interventor em abril de 2020, junto com outros escreventes, superfaturaram serviços prestados aos clientes. Eles cobravam valores maiores do que os devidos, visando enriquecimento ilícito. Conforme a polícia, a suposta organização criminosa funcionou por pelo menos quatro anos e arrecadou valores milionários. A quantia total que os investigados arrecadaram ainda não foi apurada, pois depende de perícia contábil.

Segundo o Gaeco, os investigados não pouparam nem a igreja local, que registrou um prejuízo de R$ 14 mil. O grupo também aplicava fraudes em parentes de pessoas falecidas, aproveitando-se de momentos de fragilidade emocional, exigindo valores acima do que era devido. Uma família foi lesada em mais de R$ 60 mil.

Além disso, os investigados deixavam de lançar a prática de atos notariais efetivamente realizados, diminuindo a arrecadação do Cartório e, consequentemente, do Estado, que recebe um percentual do valor arrecadado pelo tabelionato. O valor, porém, era exigido de forma integral dos usuários, explicou o Gaeco em nota.

Participaram da operação cinco promotores de Justiça, seis servidores do Ministério Público, dois delegados de polícia, seis policiais civis e sete viaturas do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep).

Em nota, a Associação dos Notários e Registradores de São Paulo (Anoreg/SP) afirmou que todas as pessoas envolvidas na investigação não estão mais trabalhando no local. A atual Tabeliã Interina e os atuais funcionários do 1° Tabelionato estão à disposição dos cidadãos e das autoridades para a prestação dos serviços notariais e para oferecer as informações e orientações necessárias às partes interessadas.

Em março deste ano, uma nova tabeliã interina foi designada para responder pela unidade. Desde então, ela vem trabalhando diligentemente para manter a continuidade dos serviços públicos notariais realizados na unidade, de forma segura e eficaz, além de colaborar com a apuração das irregularidades ocorridas em gestões anteriores pelas autoridades competentes.

Fonte: Com informações do Diário da Região

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