Paciente com H1N1 apresenta melhora e deve receber alta de UTI

A Prefeitura de Teresina manteve as salas de vacina em hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS)

A primeira paciente confirmada com H1N1 em Teresina está hemodinâmicante estável e hoje (24), encontra-se consciente, orientada e respirando sem aparelhos. Segundo a equipe médica do Hospital de Urgências de Teresina, se ela continuar evoluindo bem, em breve, poderá receber alta da UTI.

A paciente tem co-morbidade associada, pneumopatia crônica e foi internada em UTI, com ventilação mecânica e estável. A confirmação do caso de Influenza A H1N1 ocorreu na última quinta-feira (19), no plantão que a Vigilância Epidemiológica da FMS realiza todos os fins de semana nos hospitais públicos e privados da capital, em uma busca ativa de casos de doenças/agravos de notificação compulsória e de importância em saúde pública.

Segundo Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS, as equipes estão preparadas para realizar a conduta correta do atendimento em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave - que pode ser uma complicação da influenza - e incentivando o tratamento com a medicação sintomática e o antiviral fornecido pelo SUS.

Teresina notificou em 2018, 39 casos de SRAG. Destes, 15 deram negativo para influenza e 19 confirmados para outros vírus. Um foi confirmado para H1N1 e quatro estão aguardando resultado de exames laboratoriais. “Lembramos que estes casos ocorrem entre indivíduos pertencentes aos grupos de risco, por isso, pedimos a todos que não deixem de se vacinar”, alerta Amariles Borba.

Prefeitura mantém postos de vacinação

A Campanha de Vacinação contra a Gripe segue até o dia 1º de junho em todo o Brasil. Teresina mantém salas de vacina em hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS) por toda a cidade e nos turnos manhã e tarde, com doses disponíveis para todo o público-alvo da campanha. A lista de postos e turnos está disponível aqui.

Foto: Reprodução
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A vacina protege contra os vírus influenza tipo B, A H1N1 e A H3N2. “Estes são os três tipos notificados no Brasil em 2017, em levantamento feito todos os anos”, comenta Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS. A vacina reduz as complicações, as internações e a mortalidade decorrente das infecções por estes vírus na população alvo para a vacinação.

Fazem parte dos grupos prioritários os indivíduos com 60 anos ou mais de idade, as crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos de idade, as gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os professores das escolas públicas e privadas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

Portadores de doenças crônicas e outras condições clínicas especiais, para se vacinar, deverão levar a prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina, que deverá ser apresentada no ato da vacinação. Pacientes que já fazem parte de algum programa de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem se dirigir às Unidades que estão cadastradas para receberem a vacina, ou buscar a prescrição com antecedência e se dirigir a qualquer sala de vacinação.

As vacinas utilizadas durante as campanhas de vacinação contra a influenza são constituídas por vírus inativados, fracionados e purificados, portanto, não contém vírus novos e não causam a doença. “As vacinas são bastante seguras, não sendo encontradas evidências de que causem eventos sistêmicos graves”, afirma Amariles Borba.

Alguns estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza.

A Influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos ou nariz. “Além da vacina, a principal forma de prevenção é lavar as mãos até os cotovelos com água e sabão”, explica Amariles Borba. Outras medidas são cuidados simples como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal.

*Com informações da FMS

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