Malabarismos fiscais
Não há como fechar as contas sem fazer malabarismos fiscais que inclui o atraso no pagamento de fornecedores de bens e serviços – inclusive os de saúde, que têm sua própria fonte de financiamento (o SUS), mas que entram na fila do sacrifício, por agora com atrasos ainda toleráveis, mas que já afetam o funcionamento de hospitais e clínicas.
Apagão na saúde
A falta de dinheiro, aliada a uma gestão confusa e sem rumo, pode levar a um apagão em serviços de saúde – já que pelo menos metade das Unidades Básicas de Saúde da cidade está funcionando mal e porcamente.
Fechá-las para que a metade ainda funcionando se mantivesse bem, seria uma solução, mas o prefeito Pessoa, diante de tal sugestão, achou melhor não cutucar a onça eleitoral com vara curta.
Dinheiro de financiamento
Se a receita tributária cambaleou a ponto de cair pelas tabelas, a Prefeitura tem em caixa dinheiro de financiamento para o que se chamam despesas de capital, ou seja, empréstimos que se destinam a obras.
A questão é que existe um risco de algumas centenas de milhões de reais vindas de instituições como o BB irem parar no custeio, ou seja, nos gastos correntes da administração, como a manutenção de serviços.
Periga até ir para o salário por meio do esporte mais recorrente na gestão pública brasileira, a pedalada fiscal.
Sem remédio e sem telefone
O descuido com as despesas correntes, que inclui contas de consumo como água, energia e telecomunicações, se vê com agudeza nas unidades de saúde do município.
Em todas as Unidades Básicas de Saúde faltam os medicamentos mais elementares, mas a Fundação Municipal de Saúde sob o senhor Gilberto Albuquerque comprou milhões de comprimidos de Omeprazol, remédio para doenças gástricas.
Telefone cortado
Na UPA do Renascença o telefone foi cortado. Quem quiser informações pode tentar sinais de fumaça ou ir ao local em carne, osso e ódio.
A novela dos Claudinos: uma herança nos separa
Não há quem saiba com exatidão o tamanho do patrimônio deixado por João Claudino Fernandes ao morrer, mas é dinheiro o bastante para uma guerra fratricida entre os herdeiros que começou antes mesmo da morte do patriarca.
Relações envenenadas
Com estimativas que variam de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões, o espólio do fundador do grupo não somente virou uma intrincada disputa, como envenoou as relações entre os filhos, a ponto de haver informações sobre a irmã Claudia Claudino, ter sido deixada a pão e água pelo irmão mais novo, João Junior, que dá as cartas na direção do grupo empresarial.
João Junior teria mandado cortar o pagamento dos dividendos a Claudia e aos demais irmãos.
Sem comando
João Júnior também passou a faca no pró-labore, remuneração paga a sócios de uma empresa. Nenhum dos irmãos tem mais voz de comando no grupo. Nem uma sala onde possam ficar têm.
Daqui a dez anos
Diz-se que o mandachuva avisou à irmã que pagará os dividendos dela. Daqui a dez anos. Como é tempo demais para esperar, Claudia teria vendido uma fazenda de seu patrimônio pessoal para tocar o custeio pessoal e familiar.
Proteção familiar
O deputado Firmino Paulo levou para o gabinete Pauliana, a prima de Rejane Dias que mandava em tudo no tempo em que a ex-primeira-dama era secretaria de educação e deputada federal.
A nomeação mereceu comentário de um leitor para esta coluna:
“O casal WD / Rejane paga caro pelo silêncio dessa Pauliana.”.