Mais uma tentativa
A vereadora Tatiana Medeiros, ainda recolhida no quartel da Polícia Militar, tentou o suicídio mais uma vez. Na manhã de anteontem, a moça foi encontrada desacordada, com o lençol passado no pescoço e amarrado no cano de saída de água do chuveiro. Foi por pouco. Enfermeiros foram chamados, e o caso continua em sigilo.
Quase morte
Será preciso que a vereadora consiga dar cabo da própria vida, em outra investida, para que o Estado-juiz tome uma providência de precaução real e coloque nela uma tornozeleira e a mande para casa?
Quase morte 2
Quantos são os chefes de crimes, perigosos e ligados a gangues e organizações, que estão presos? São poucos.
A vereadora não pode ser tão perigosa a ponto de lhe ser negado o direito de responder ao processo em liberdade ou, ao menos, ficar recolhida em sua própria casa. Atentai!
Juiz pede para sair
Essa é a bomba da semana. Oficialmente, Gláucia deu-se por suspeita.
Pergunta tosca: como é que a juíza recebe o processo de Tatiana, fica 10 dias com o caso para decidir pelo recebimento ou não da denúncia; recebe a denúncia, abre o processo penal e, ao receber o primeiro pedido de liberdade da vereadora, demora outros 10 dias para decidir?… e decide pela própria suspeição?
Perdão, a rigor, uma sequência de absurdos.
Quem assume
A juíza do caso, Gláucia Macedo, por designação do presidente do TRE, deu-se por suspeita. Assume uma juíza reconhecidamente independente e corajosa, doutora Júnia.
Mas cabe a pergunta: como é que a juíza recebe o processo de Tatiana, fica 10 dias com o caso para decidir pelo recebimento ou não da denúncia, recebe a denúncia e deflagra o processo penal e, ao receber o primeiro pedido de liberdade da vereadora, demora outros 10 dias para decidir… pela própria suspeição?
Perdão de novo. A rigor, uma sequência de absurdos.
O pé preso
Fica difícil imaginar que a justificativa para a prisão de Tatiana seja a produção de prova. Afinal, se o inquérito se encerrou, a denúncia foi oferecida pelo Ministério Público e recebida pelo Judiciário, a eventual restrição a contato com testemunhas se resolve facilmente com uma tornozeleira eletrônica, não é mesmo?
Sem rosto definido
Vem cá, Tatiana é acusada de integrar uma organização criminosa de alta periculosidade e poder, mas não se aponta diretamente onde se sustentam os vínculos de Tatiana com essa organização criminosa.
Só o ex-namorado não é o bastante, ou seria o elo fraco e podre dessa relação?
A conta
Chama muito a atenção que dois réus do processo, irmã e cunhado de Tatiana, estejam acusados e denunciados porque transferiam 9 e 2 Pix de R$ 100 para pessoas diversas, respectivamente.
O faz-de-conta
Se este é o motivo para tamanha reprimenda, até mesmo com afastamento da Câmara Municipal, se a mesma medida for alcançar todos que agiram de igual forma, será que vai sobrar algum vereador na CMT?
Os bilhões dos aposentados
Muito se tem falado sobre recursos desviados do INSS, e somente um escritório de advocacia, o mais famoso do país, amealhou R$ 8,4 bilhões (isto mesmo!), que estão sob investigação da Polícia Federal, o que mostra que o tamanho do roubo da verba do aposentado é bem maior do que já foi anunciado.
Os bilhões dos servidores
Não se pode esquecer que todo negócio sujo tem verdadeira rede de profissionais, normalmente muito influentes, envolvidos para viabilizarem o golpe, que é tocado de modo obscuro, e com a sujeira jogada sempre debaixo do tapete.
O nome comum
O nome de Virgílio Oliveira Filho surge como personagem central nesse estica-e-encolhe da rica verba surrupiada dos aposentados.
Os padrinhos
Mas é sempre bom lembrar que essa sangria da verba desviada do INSS teve início com Bolsonaro e continuou ainda mais forte com Lula. Virgílio, por exemplo, foi nomeado com as bênçãos de Ciro Nogueira, no governo passado, e de Rui Costa, no governo atual.
Poderoso ou empoderado?
Quem são?
A PF tem nomes de deputados e senadores que estão metidos nessa lama do INSS.
Querem apostar para saber quem e quantos são os marrecos do Piauí?
Bolsonaro no Ceará
Muitos, até sem convite, saíram de Teresina para ver — mesmo à distância — Bolsonaro em Fortaleza.