Direto da Redação: o que há com prêmios da Loteria que estão menores?

O padrão de queda nas projeções de premiação da Caixa Econômica Federal tem sido recorrente

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Tem havido uma redução nos valores de prêmios das loterias operadas pela Caixa Econômica Federal. O sorteio da Quina de São João, por exemplo, teve prêmio estimado em R$ 260 milhões, mas o apurado para a faixa principal de premiação fechou em R$ 239 milhões, ou seja, R$ 21 milhões a menos que o projetado.

Foto: Gerada por IApremios de loterias

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O padrão de queda nas projeções de premiação da Caixa Econômica Federal tem sido recorrente. Os valores previstos para os rateios têm ficado sempre abaixo do que a CEF informa aos apostadores.

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No sorteio da Quina desta segunda-feira, por exemplo, o primeiro após o sorteio especial de São João, ocorrido no domingo, o prêmio para a faixa principal, cinco números acertados, é de R$ 500 mil — um terço do que normalmente a CEF projeta para os sorteios diários, normalmente de R$ 1,5 milhão.

Tigrinho

Não há uma explicação para a queda nos valores das premiações das loterias da Caixa, mas, como todas as atividades econômicas — inclusive as lojas de varejo — têm sentido o impacto da drenagem de dinheiro para jogos eletrônicos, como bets, tigrinho etc., é uma possibilidade razoável que a CEF esteja perdendo dinheiro para as casas de apostas virtuais.

Foto: Reprodução/Youtube /Perfil BrasilJogo do tigrinho é proibido no Brasil

Sem sorte

O Piauí segue sem um acertador no prêmio principal dos sorteios especiais da Caixa. No da Quina de São João, o estado teve dez apostas vencedoras com quatro pontos, das quais sete foram bolões.

Abre o olho!

Está na edição desta segunda-feira de O Globo que o cientista político da Universidade de Brasília (UnB), Murilo Medeiros, aponta que o eleitorado “passou a separar com mais espontaneidade o voto para presidente do voto para governador”.

Sai pra lá

A citação de Medeiros está em uma ampla reportagem sobre candidatos de oposição ao PT ou à esquerda no Nordeste que rechaçam ligação ao candidato do PL a presidente, Flavio Bolsonaro.

Defesa difícil

Mesmo entre pessoas que mantêm simpatia pessoal por Sílvio Mendes, cresce a preocupação com os rumos da administração e seus reflexos eleitorais. Nos bastidores, há quem admita que está cada vez mais difícil sustentar uma defesa consistente da gestão diante do acúmulo de problemas e da falta de reação política.

Foto: Silvio Mendesreajuste de 5,35% para servidores
Silvio Mendes coleciona críticos

Novas lideranças

Segundo o pesquisador citado por O Globo, essa dissociação cria oportunidades para o florescimento de lideranças independentes.
Para ele, a tendência é de que haja campanhas cada vez mais regionalizadas no Nordeste, nas quais o eleitor será convidado a avaliar soluções para os problemas locais dos estados, e não quem está mais alinhado a um projeto presidencial.

Perigosa desimportância

O brasileiro dá pouca importância à escolha dos congressistas — deputados e senadores. Uma das evidências dessa perigosa desimportância está evidente em pesquisa publicada na edição desta segunda-feira do jornal Folha de São Paulo, cujo instituto, o Datafolha, revelou que 68% das pessoas não lembram o nome de um único deputado federal e 75% não sabem o nome de um só senador.

Esqueci

Outro ponto de perigosa desimportância que o eleitorado dá à escolha de deputados federais e senadores está no fato de que a maioria não lembra em quem votou quatro anos atrás para deputado federal (67%) e para senador (66%).
No barato, de cada três votantes, um não sabe quem escolheu para representá-lo na Câmara e no Senado.

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Um dos aspectos mais curiosos da pesquisa é que os eleitores em todo o país, quando lembram de um nome de deputado ou senador, em sua maioria apontam para congressistas que não são de seus estados.

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O Datafolha apurou que pouco mais de 1% dos deputados federais, apenas 6 dos 513, foram citados pelos eleitores.
O mais lembrado foi Nikolas Ferreira (PL-MG), com 6% das respostas, seguido por Érika Hilton (PSOL-SP), com 4%. Os demais ficaram com 1%: Gustavo Gayer (PL-GO), Kim Kataguiri (Missão-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

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Entre os senadores, os mais citados foram Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, com 3%; Cleitinho, do PL de Minas; Romário, do PL do Rio de Janeiro; e Sérgio Moro, do PL do Paraná, com 2% cada.

Oração do dia

Existe uma diferença entre planejar a semana e tentar controlar tudo. Planejar traz direção; controlar demais rouba paz. Hoje, coloque seus caminhos diante de Deus, faça o que estiver ao seu alcance e descanse sabendo que o Senhor sabe conduzir detalhes que você ainda nem consegue ver. ✍️ Bom dia! A paz do Senhor Jesus Cristo. 🙏

Quem é o cara?

A Operação Conectados, da Polícia Federal, realizada recentemente em Oeiras para investigar desmandos da gestão do ex-prefeito Zé Raimundo, continua produzindo desdobramentos políticos e jurídicos. Logo após a deflagração da investigação, o vereador de Teresina Alan Brandão tratou de divulgar nota pública esclarecendo que não era alvo da apuração e que a situação dizia respeito a um advogado que prestava serviços em seu escritório. A nota cumpriu seu papel. Mas um detalhe chamou atenção: até hoje, o nome do referido advogado, alvo principal da operação de 02/06/2026, continua longe dos holofotes.

SILÊNCIO ENSURDECEDOR

Nos bastidores da advocacia e da política, comenta-se que a preservação da identidade desse profissional não teria ocorrido por acaso. Há quem atribua o silêncio ao intenso trabalho de um influente parceiro comercial do advogado, figura que ocupa posição de destaque em uma importante instituição de classe do estado. Coincidência ou não, enquanto diversos investigados costumam ter seus nomes rapidamente expostos, neste caso a discrição tem chamado mais atenção do que a própria operação.

NOVAS FRENTES

As conversas que circulam nos últimos dias indicam que as apurações envolvendo esse mesmo advogado podem não estar restritas a Oeiras. Segundo relatos de bastidores, outras cidades onde ele atua também estariam despertando o interesse das autoridades. Até o momento, porém, não há confirmação pública de novas operações ou acusações formais relacionadas a esses supostos desdobramentos.

ALTOS NO RADAR

Entre os comentários que ganham força está a informação de que um integrante da equipe do advogado, com atuação no município de Altos, estaria sendo ouvido por autoridades no contexto de investigações. As informações de bastidores sugerem a hipótese de que métodos semelhantes aos investigados em Oeiras também estejam sendo analisados naquele município. Trata-se, contudo, de informação ainda não confirmada oficialmente pelos órgãos responsáveis.

A PERGUNTA QUE PERMANECE

Diante desse cenário, fica uma indagação inevitável: se novas investigações vierem a ser oficialmente confirmadas, o nome do advogado finalmente será tornado público ou continuará protegido por um silêncio incomum? Em casos de grande repercussão, transparência costuma ser regra. Quando ela não aparece, inevitavelmente surgem especulações sobre os motivos dessa discrição.

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