Direto da Redação: as festas do famoso “cabo racha” aquecem campanhas
Secretários municipais pouco contribuem para garantir organização e limpeza
Festa grande
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Passa de R$ 90 milhões o dinheiro que deputados estaduais destinaram, via emendas impositivas ao orçamento estadual, para todos os tipos de festas e eventos no Piauí, desde festas juninas até festas de vaqueiros e shows com artistas com cachês que nunca são inferiores a R$ 100 mil.
Más línguas dizem que é a festa do cabo-racha.
Modernização: SEMA e SEMEC
Alô, Sílvio Mendes! A administração pública precisa acompanhar as transformações da sociedade. Órgãos estratégicos como a SEMEC e a SEMA ainda enfrentam desafios relacionados à modernização de processos, atendimento e uso de tecnologias. A população espera serviços mais ágeis, menos burocracia e maior integração digital para atender às demandas com mais agilidade. Modernizar não significa apenas adquirir equipamentos, mas revisar procedimentos, qualificar equipes e aproximar o poder público do cidadão. Uma boa gestão exige estruturas capazes de responder às demandas atuais com rapidez e inovação.
Segurança distante
A sensação de segurança também depende da presença visível das forças policiais. Em cidades como Belo Horizonte, agentes circulam a pé, de bicicleta e em motocicletas, mantendo contato direto com a população. Em Teresina, o modelo parece excessivamente concentrado em viaturas. Embora importantes, os carros não substituem o policiamento próximo do cidadão. Segurança eficiente exige presença constante, prevenção e ocupação dos espaços públicos.
Custo da patrulha
Viaturas são indispensáveis em operações e emergências, mas não precisam ser a única ferramenta de patrulhamento. Bicicletas, motos e cavalaria podem ampliar a cobertura com custos menores de combustível e manutenção. Em tempos de recursos limitados, vale discutir se o modelo atual é o mais eficiente para os cofres públicos. Mais agentes visíveis nas ruas e menos dependência de veículos podem fortalecer a segurança e aproximar a polícia da comunidade.
Bairros descobertos
Quem percorre os bairros de Teresina nos finais de semana percebe uma realidade diferente daquela observada nos relatórios oficiais. Em muitas regiões, a presença policial torna-se rara justamente nos períodos em que a população mais ocupa ruas, praças e espaços de lazer. É evidente que o déficit de efetivo não está sob responsabilidade direta dos comandantes locais, mas isso não impede a adoção de estratégias que ampliem a sensação de segurança. Uma gestão eficiente da segurança pública exige contato permanente com a realidade das comunidades. Sair dos gabinetes e observar de perto as demandas dos bairros pode contribuir para ações mais eficazes e melhor distribuição dos recursos disponíveis.
Praças esquecidas
As praças de Teresina estão longe de receber a atenção que merecem. Em vários bairros, a falta de manutenção é visível. Jardins mal cuidados, equipamentos deteriorados e ausência de conservação permanente comprometem espaços que deveriam servir ao lazer e à convivência. O prefeito Sílvio Mendes precisa incluir a recuperação das praças entre as prioridades da gestão. Cuidar desses ambientes é também investir na qualidade de vida da população.
No escuro
Outro problema das praças de Teresina é a combinação entre iluminação deficiente e insegurança. Em muitas áreas, a escuridão afasta famílias, idosos e praticantes de atividades físicas durante a noite. Espaços públicos não podem existir apenas para inaugurações e fotografias oficiais. Devem ser locais seguros, iluminados e frequentados pela população. Quando uma cidade abandona suas praças, perde também oportunidades de fortalecer a convivência social e a ocupação saudável dos espaços urbanos.
Apoio da Alepi
É como se diz, se o Piauí fosse uma pessoa física, já estaria no Serasa. Não seria sem razão, afinal, a casa à qual cabe fiscalizar as ações do governo, a Alepi, é quem libera três operações de crédito para o governo torrar, ou melhor, gastar como quiser, com todo o respeito. Os valores desses financiamentos somam mais de R$ 1,5 bilhão e serão destinados a projetos nas áreas de infraestrutura rodoviária, saúde e saneamento. O que já foi feito com os recursos dos outros empréstimos?
Briga de foice
Farinha pouca, meu pirão primeiro, diz o ditado popular. Assim, na disputa eleitoral, quem for pobre que se quebre e, ainda, quem não tem padrinho que morra pagão.
Na luta fratricida em que se está tornando a eleição para deputado estadual, irmão desconhece irmão.
Sai pra lá
Até saudação a candidato virou motivo de disputa. Durante os festejos juninos em São João do Piauí, locutores que atuavam no palco principal teriam sido orientados a não mencionar o nome do pré-candidato a deputado estadual petista Wellington Dias.
Nessas festas, é comum os locutores saudarem as pessoas, mais ainda, os figurões.
O dono da festa
O patrocinador master da festa foi outro petista, o deputado estadual Gil Carlos, dono do pedaço em São João do Piauí.
O helicóptero misterioso
A presença de um misterioso helicóptero sobrevoando prédios na zona leste de Teresina durante o jogo entre Brasil e Escócia, na noite da quarta-feira, virou assunto entre amigos que assistiam à partida e, claro, foi parar em redes sociais.
Onde?
A aeronave ficou por bastante tempo sobrevoando a região próxima ao cruzamento das avenidas Homero Castelo Branco e Jóquei Clube.
Isso despertou a curiosidade de moradores e de pessoas que acompanhavam a partida.
Vídeos e comentários foram postados em redes sociais.
Mas até agora ninguém sabe o que fazia o helicóptero.
E a quem pertenceria tamanho e barulhento bólide.
Digital old
Lei de autoria do deputado Gessivaldo Isaías, do MDB, sancionada nesta semana pelo governador Rafael Fonteles (PT), institui no Piauí o Programa Estadual de Inclusão Digital da Pessoa Idosa.
Alepi libera três operações de crédito para o Governo do Estado; financiamentos somam mais de R$ 1,5 bilhão. Os financiamentos somam mais de R$ 1,5 bilhão e serão destinados a projetos nas áreas de infraestrutura rodoviária, saúde e saneamento.
Sinalização precária
A sinalização urbana de Teresina merece atenção urgente da administração municipal. Em diversos pontos da cidade, placas desgastadas, faixas de pedestres apagadas e informações insuficientes dificultam a vida de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. O problema vai além da organização do trânsito: envolve segurança. Uma sinalização eficiente reduz acidentes, melhora a mobilidade e contribui para uma circulação mais ordenada. Investir nessa área não é gasto, mas uma medida de prevenção e respeito ao cidadão.
Escola e tecnologia
Muitas escolas privadas ainda parecem resistentes às ferramentas tecnológicas que já fazem parte do cotidiano das famílias. Em plena era digital, continua sendo comum a realização de reuniões longas e presenciais, muitas vezes em horários pouco compatíveis com a rotina de pais e responsáveis. Quem passa o dia trabalhando nem sempre dispõe de tempo para encontros extensos que poderiam ser substituídos por comunicados digitais, vídeos objetivos ou reuniões virtuais mais dinâmicas. A tecnologia deve aproximar a escola das famílias, não criar novos obstáculos. Modernizar a comunicação é uma questão de eficiência e respeito ao tempo de todos.
Exigências excessivas
O sistema educacional brasileiro precisa refletir sobre o peso das exigências impostas aos estudantes. A busca por desempenho, metas, avaliações e atividades cada vez mais complexas tem aumentado a pressão sobre jovens que já enfrentam desafios pessoais e profissionais. Especialistas alertam que o excesso de cobranças pode contribuir para quadros de ansiedade, estresse e desmotivação. O resultado é que muitos universitários concluem a graduação esgotados e sem interesse em continuar a formação acadêmica. Pior: após anos de dedicação, muitos ainda encontram dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Educar deve significar preparar para a vida, não transformar a jornada acadêmica em uma corrida de obstáculos sem fim.
Meritocracia
A meritocracia no Brasil é frequentemente apresentada como a grande solução para premiar esforço e talento, mas a realidade costuma ser mais complexa. Nem todos partem do mesmo ponto de largada. Há diferenças de renda, acesso à educação, oportunidades e condições familiares que influenciam diretamente os resultados. Reconhecer o mérito individual é importante, mas ignorar as desigualdades existentes produz uma visão incompleta da sociedade. O grande desafio está em criar condições mais equilibradas para que o esforço pessoal tenha, de fato, a oportunidade de ser recompensado.
Desigualdade
O Brasil convive há décadas com uma desigualdade que vai muito além da renda. Ela aparece no acesso à educação, à saúde, ao emprego e até mesmo à segurança. Enquanto alguns acumulam oportunidades, milhões de brasileiros enfrentam dificuldades para alcançar condições mínimas de desenvolvimento. O problema não está apenas na diferença entre ricos e pobres, mas na distância crescente entre quem tem acesso a direitos e quem permanece à margem deles. Reduzir essa desigualdade exige políticas públicas eficientes e compromisso permanente com a inclusão social.
Economia
Os indicadores econômicos podem apontar crescimento, mas a percepção da população costuma ser outra. Para quem está no supermercado, na farmácia ou pagando contas no fim do mês, a economia é medida pelo poder de compra. Quando os preços sobem mais rápido que a renda, o orçamento das famílias encolhe e o consumo diminui. O desafio dos governos não é apenas apresentar números positivos, mas criar condições para que o crescimento econômico seja sentido na vida cotidiana. Afinal, uma economia saudável é aquela que gera emprego, renda e melhora efetivamente a qualidade de vida da população.
Mundo insano
Vivemos tempos em que o absurdo parece ter se tornado rotina. Redes sociais transformam polêmicas em espetáculo, informações falsas disputam espaço com fatos e a pressa substitui a reflexão. A sociedade produz cada vez mais tecnologia, mas nem sempre avança na mesma velocidade em diálogo, tolerância e pensamento crítico. O resultado é uma sensação permanente de inquietação. Talvez o mais insano não seja o mundo em si, mas a naturalidade com que passamos a conviver com situações que, há poucos anos, seriam consideradas inaceitáveis.
Liturgia
A liturgia não se resume a protocolos, cerimônias ou formalidades. Ela representa o conjunto de regras e comportamentos que ajudam a preservar o respeito às instituições e aos cargos públicos. Quando a liturgia é ignorada, abre-se espaço para conflitos desnecessários, desgastes políticos e perda de credibilidade. Em tempos de forte exposição nas redes sociais, muitos agentes públicos confundem espontaneidade com ausência de limites. A modernização da comunicação é importante, mas não deve significar o abandono das normas que garantem equilíbrio, civilidade e respeito à vida pública.