Direto da Redação: o escândalo dos terceirizados fantasmas rende

Filhos, esposas de prefeitos foram empregados como terceirizados, que agora querem indenização

Lá vem!

A ida dos lagartos fantasmagóricos de folha ao Ministério Público do Trabalho pra reclamar do não pagamento de verbas rescisórias pode se tornar um escândalo inimaginável.

A impensada visita dos fantasmas ao MPT pode ter ligado um alerta dos órgãos de controle, que agora querem saber quantas rescisões aconteceram no ano de 2025, pois já se sabe que o governo passou a caneta nessa despesa por incapacidade de pagamento — e agora exige ponto eletrônico dos terceirizados para poder pagar as empresas.

Foto: alepi
Dessa casa, seus moradores faziam indicações dos terceirizados. Geralmente parentes dos políticos do inteiror

Casos de desvio

Se ligarem os pontos, vão ver que isso pode ser mais um caso de desvio escancarado de recursos públicos direto para a conta dos padrinhos deputados, pois o que se fala é que cada parlamentar tinha uma “quota” de indicações para acomodar lideranças políticas, acertar acordos eleitorais e, às vezes, só para “fazer caixa”.

O MPT promete enviar tudo para os devidos lugares para que se apure esse descalabro.

Terceirizados fantasmas

Essa história revelou um esquema pernicioso com os deputados estaduais e as gestões estadual e municipal.

Porque eles são fantasmas mesmo — nunca trabalharam enquanto duraram os contratos.

Mas querem indenização.

Padrinhos

Dá para identificar o indicado e o padrinho, por secretaria. Só na Meio Ambiente, quando o sobrinho era o titular, o deputado Dr. Hélio teria empregado uns 60.

Em várias delas, João Madison, uns 70; Dr. Vinícius, uns 80 na Administração e congêneres.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Dr. Hélio garantia as nomeações na secretaria do Meio Ambiente
Foto: Reprodução/Alepi
João Madison tem apadrinhados em quase todas as secretarias

Colou

A Secretaria de Administração do Governo do Piauí — SEAD — explicou em nota como e por que se dará a nova PPP do Hotel Rimo de Pedro II.

Mas não desmente a cessão de R$ 3 milhões para o futuro proprietário do negócio, apenas explicando que esse dinheiro só será entregue uma única vez.

Não colou

Por outro lado, também afirma a nota que o felizardo precisará pagar, a título de outorga da concessão, a importância mínima de R$ 1 milhão.

É verdadeiro o valor, mas, ao longo de 35 anos — ou 420 meses — isso significa a módica importância de R$ 2.380 ao mês.

O que é quase nada de coisa alguma. Pouco mais de um salário mínimo ao mês.

Rimou

Em outras palavras, ninguém venha dizer que não é um bom negócio pagar menos de dois mil e quinhentos reais por mês como aluguel de um prédio com acomodações de um bom e conhecido hotel, que vai receber também R$ 3 milhões como prêmio extra para a reforma — e ainda tem 35 anos para viabilizar o negócio, só ganhando, sem maiores compromissos.

Melhor que isso, só mamão com açúcar, servido de bandeja.

Breve saberemos a quem está destinado o negócio e o arrimo.

Ativo tóxico

Com muito voto e uma legião de adoradores fanáticos, o ex-presidente Jair Bolsonaro é um ativo eleitoral importante — mas os próprios aluados dizem que as ações de seu filho Eduardo, que são mais contra o Brasil do que a favor do pai, fazem do líder da ultradireita cada vez mais um ativo tóxico.

Os movimentos de líderes do Centrão e de governadores de direita nos últimos dias dão bem conta disso.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Bolsonaro e as atrapalhadas do filho

Mortandade

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Piauí registrou, em 2023 e 2024, um total de 1.304 homicídios dolosos, enquanto no Maranhão foram 3.750; no Ceará, 6.160; na Bahia, 9.037; e em Pernambuco, 6.800.

Ou seja, somos uma ilha cercada de cadáveres produzidos por homicídios.

Foto: Governo do Piauí
Rafael Fonteles comemora a redução dos crimes no Estado

Olha o golpe!

É bonito se ver blogueiros e influencers divulgando empreendimentos chiques e milionários de certas dondocas em Teresina e, quando se dá um Google para saber quem são os maridos delas, se lê — e se vê — que eles deram golpes milionários por onde passaram.

Em órgãos públicos, de preferência.

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