Caixa de Pandora
Robert Rios, o ex-vice de Dr. Pessoa até o ano passado, denunciou um suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Teresina — justamente no governo que ajudou a eleger, sustentar e defender até a exaustão. Ontem, em tom de indignação moral, revelou que a administração de Pessoa era um feudo de interesses pessoais e negociatas.
Metralhadora
Na mesma CPI, o ex-delegado massacrou um antigo parceiro, Jivago Castro, hoje seu inimigo por malfeitorias (dele, Jivago), incluindo venda de apartamentos.
Não é inocente
Mas sejamos francos: Robert não é inocente nem recém-nascido. Se houve um “esquema”, ele durou quatro anos.
No banquete em que muitos se beneficiaram, a moralidade, nesses casos, costuma ser proporcional à distância do prato principal.
É para levar a sério
A súbita lucidez ética geralmente é indigestão de quem não mastigou o poder até o fim.
Se depois de tudo que Robert Rios revelou — com detalhes, datas, nomes e vísceras expostas — as autoridades não moverem uma palha para investigar a família Pessoa, fica realmente difícil levar a sério qualquer discurso sobre combate à corrupção no Piauí.
Briga de comadres?
O ex-vice-prefeito não é um Zé Ninguém. Foi braço direito, aliado íntimo, articulador político e, por um bom tempo, a cabeça pensante do governo municipal. Se ele aponta o dedo agora (só agora), não é apenas uma briga de comadres.
Todo mundo sabia
Robert Rios pode ter muitos defeitos — e como tem —, mas dessa vez está certo como um relógio suíço: todo mundo em Teresina sabia. Nos cafés do centro, nos corredores da Câmara, nas mesas de bar, nos grupos de WhatsApp — o que acontecia (e acontece) na Prefeitura era falado aos quatro ventos.
Sem coragem
A diferença é que ninguém tinha coragem de dizer com o microfone ligado.
Ouvidos tapados
Quem calou também tem culpa. E se a Justiça continuar de ouvidos tapados, não vai sobrar nem a ilusão de que o crime se esconde. Ele desfila pelas avenidas, com carro oficial.
O caderninho do Doutor
Dr. Pessoa, ao que tudo indica, decidiu abrir um novo prontuário — desta vez, não de paciente, mas da política. Segundo fonte próxima, o prefeito de Teresina está anotando suas memórias, “caso seja convocado”, como quem organiza receitas de remédios amargos para os aliados que viraram algozes.
Chumbo trocado
Sobre Robert Rios, Pessoa disparou com o desdém de quem já perdeu a paciência (e o filtro): “Chumbo trocado não dói”. Ou seja: se for para cair, vai puxar junto quem puder.
Olha a maracugina
Se essa caderneta sair da gaveta, tem muita gente que vai precisar de dose dupla de maracugina. Porque o doutor, mesmo quando calado, anota. E quando fala… costuma ser sem anestesia.
Quem investiga Robert?
Nesse quadro de denúncias, que os aliados de Dr. Pessoa chamam de “deduragem” do antigo aliado, muitos defendem que o ex-vice seja também investigado.
Há histórias cabeludas, segundo eles, de negócios nada republicanos na Secretaria de Finanças de Robert.
Patrimônio
Um dos citados ontem por Robert diz que, se for convocado, vai exigir que investiguem o ex-delegado, que oficialmente não tem mais que a aposentadoria, mas amealhou um grande patrimônio.
Eita que vai ser tempo de dedo-duro dedurar dedo-duro.
Confia, Pessoinha, confia
Pessoinha, o filho sem herança política do Dr. Pessoa, se gaba que espalhou bondades como quem joga alpiste pra pombos na praça — esperando que um dia voltem em forma de apoio, blindagem ou silêncio.
Mas cuidado, Pessoinha!
Poder emprestado tem prazo. A confiança cega em conchavos costuma virar manchete.
Não vai ter iluminação nem calçamento que proteja da tempestade.
Farejando o perigo
Duas cadelas de estimação fugiram da casa do Dr. Pessoa na mesma semana em que Robert Rios foi convocado à CPI. Coincidência? Talvez.
Os animais sentiram o cheiro de encrenca no ar.
Recado ou ruptura?
Causou estranheza — para não dizer tensão — o vídeo compartilhado pelo presidente do PL, Tiago Junqueira. Nele, um cidadão aparece criticando duramente o senador Ciro Nogueira e, sem rodeios, aconselha Tiago a romper com o líder do Progressistas.
A dúvida que paira no ar é: foi um deslize ou um recado com GPS? Porque, em política, quando o aliado aplaude a crítica, não é desatenção — é ensaio para o rompimento.
Se não foi intencional, foi revelador. Se foi intencional, foi só o começo.
Recorde de minério de ferro — mas a quem interessa de verdade?
Em um julho histórico, o Brasil exportou 41,1 milhões de toneladas de minério de ferro, o número mais alto já registrado.
Um recorde que mostra nossa dependência de commodities, enquanto economias mais sofisticadas seguem girando o todo por aqui.
Barroso de saída: já começou a dança das cadeiras no STF
A aposentadoria iminente de Luís Roberto Barroso — que parece ter decidido ir pra casa mais cedo — coloca acirrada a disputa por sua vaga.
O que parecia calmaria na Corte revela-se tempestade de interesses velados.
Sessões em suspenso, anistia em progresso
Enquanto o plenário federal se cala, há movimentação para salvar Bolsonaro da inelegibilidade.
A anistia está em curso.
O senador Ciro Nogueira está silenciosamente à frente das negociações com Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
Swap cambial
O novo acordo de swap cambial com o Banco Popular da China (até R$ 157 bilhões) mostra que o Brasil está construindo pontes financeiras seguras, longe do dólar e de surtos de Trump.
A opinião não perdoa
Apesar do flerte com a China, 59% dos brasileiros preferem manter laços mais estreitos com os EUA, segundo o PoderData.
China abre portas e grãos
Em meio à guerra tarifária, Pequim liberou 183 empresas brasileiras de café para exportarem ao país por 5 anos, numa tacada que pode salvar grãos e arrostar as amarras comerciais impostas pelos americanos.
A China critica (em público) os EUA por intimidação
O chanceler Wang Yi telefonou para Celso Amorim para apoiar o Brasil contra as tarifas americanas e condenar o uso de taxações como armas políticas.
Um abraço diplomático à distância — e firme.
Lula busca resposta coletiva no BRICS
Com as taxas de até 50% impostas pelos EUA às exportações brasileiras, Lula não quer conversa direta com Trump. Chamou líderes dos BRICS — especialmente Xi e Modi — para uma resposta coordenada.
Cai na real, Jair!
Lula afirmou que Jair Bolsonaro deveria enfrentar acusação formal por instigar os EUA a atacar a economia brasileira com essas tarifas.
O ex-presidente e seu filho, Eduardo, foram taxados de “traidores da pátria” por favorecerem interesses estrangeiros sobre o Brasil.
Artesanal
Durante a fala de Robert Rios, na CPI da Câmara, se espalhava o que parece ser uma regra para consumir emendas de Marcelo Castro: o sobrinho, Jivago, já pegou nova obra no Centro Artesanal.
E, de regra, não coloca a placa da empresa na obra.
Alô Gracinha!!!
Como diria Mão Santa, a ignorância é audaciosa!
A deputada estadual Gracinha Mão Santa destinou mais de R$ 1 milhão de emenda para fomentar a cultura e o turismo da planície litorânea; investiu em eventos importantes, aquecendo a economia local e aumentando o PIB da região.
Mas estão fazendo fake news, pura e simples.
Destino
As emendas são destinadas pela Lei Orçamentária para eventos via governo do Estado, através de secretarias que tenham, na LOA, recursos para eventos que estejam no calendário oficial do Estado e dos municípios; as atrações vão diretamente para o município, contratadas através de secretarias estaduais ou por gestão municipal, como carnaval e outras datas.
Saudade, é?
Mas os adversários da moça plantam notícias de que a ação foi errada.
Até parece que os antigos correligionários estão com saudade da deputada.