Sem concurso 1
O governo do Piauí vai fazer mais um teste seletivo para professores substitutos, enquanto concurso público não faz desde 2014.
Segundo dados do Censo Escolar de 2024, mais de 55% dos professores da rede estadual são substitutos.
Sem concurso 2
Como não faz concurso para professores, o governo segue pagando salários menores que o piso nacional do magistério para os substitutos.
Além disso, professores substitutos não têm direito a plano de saúde e a encargos sociais como o FGTS.
A pesquisa com Rafael
A última do Data AZ mostra um dado interessante. Mesmo sem nomes fortes a concorrer, Rafael Fonteles tem recuo em intenções de voto em Teresina.
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), segue nadando de braçadas entre os eleitores de Teresina consultados sobre a escolha para o novo ocupante do Palácio de Karnak em 2026. Porém, entre abril e agosto deste ano, ainda que não haja adversários a lhe fazer sombra, o petista oscilou negativamente nas intenções de voto.
Veja isso
Em abril deste ano, o Instituto Data AZ consultou os eleitores de Teresina sobre quais os nomes que escolheriam para governador. Na sondagem espontânea, em abril, Rafael Fonteles obteve 35,13% das intenções de voto. Nesta última pesquisa, de 31 de Julho a 03 de agosto, as intenções de voto dos teresinenses para conferir ao governador um segundo mandato somavam 29,75%.
A variação negativa de 5,38%, acima da margem de erro das duas sondagens (3,5% para mais ou para menos) poderia representar um avanço das forças ou nomes que possam se opor ao governador, mas o eleitorado foi mesmo para o campo da indecisão.
Entre abril e agosto, os indecisos saíram de 45,38% para 64,88%, ou seja, intenções de votos declaradas em abril para Sílvio Mendes (9,63%) e outros nomes, não foram parar no campo da oposição representado pela pré-candidata do PP, Margarete Coelho. Na sondagem de abril, ela ficou com somente 1% das intenções de voto na pesquisa espontânea, enquanto em foi citada por 0,13%.
A pesquisa do Data AZ em abril não mediu intenções de voto em pesquisa estimulada, mas aferiu graus de satisfação do eleitorado de Teresina com a gestão do governador Rafael Fonteles. Em abril, 61,26% dos entrevistados avaliavam o governo como bom e ótimo – ante 35,13% que declaravam intenção de voto em Rafael Fonteles, ou seja, entre os que aprovam o governo há quem esteja indeciso ou escolhe um nome que não é o do governador.
Mas isso não deve embranquecer os já prateados cabelos de Sua Excelencia.
Margarete, tida como a potencial adversária, aparece com percentual irrisório.
O porto devorador de grana
A Agência de Atração de Investimentos Estratégicos do bPiauí S/A – Investe Piauí vai pagar R$ 16,2 milhões para elaboração de projetos executivos, implantação de subestações E-House do tipo eletrocentro, sistema de rede elétrica de distribuição em média tensão e infraestrutura subterrânea de média e baixa tensão no Complexo Portuário de Luís Correia.
A empresa contratada é a Grid Power Solutions – Engenharia e Consultoria em Projetos Elétricos e Eletrônicos Ltda.
Desafio
O senador Ciro Nogueira (PP) começou o sábado inticando com adversários: em postagem em seu perfil no X, desafiou políticos do Piauí para uma aposta, que consiste em 100 cestas básicas.
A aposta do senador é que se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) for candidato a presidente, Lula, o atual ocupante da cadeira, sequer será candidato.
Lula comunista
Depois que disse que será comunista e socialista, Lula passou a usar camisas sem gola, ou melhor, com a gola fechada abaixo do queixo.
Mao tsetung usava e Xi ZiPing também usa.
O Fouché da nova república
Quem vê Ciro Nogueira sorrindo, acha que ele está só cumprindo agenda. Mas revelou o jornalista Ribas Neto, que nos corredores de Brasília, ele já foi batizado como o “Fouché da Caatinga” — o homem que nunca perde e sempre reaparece. Enquanto a ala mais barulhenta da direita pede impeachment de Alexandre de Moraes, Ciro desenha o mapa que pode devolver Jair Bolsonaro ao jogo em 2026: uma PEC que tira do STF o poder de julgar parlamentares e enfraquece o foro privilegiado.
Não é barulho, é bisturi — e Alcolumbre, hoje refém do Supremo, sabe que essa cirurgia pode libertá-lo.
Jogo de Silêncio
No xadrez político, tem quem jogue para a plateia e tem quem mova as peças no escuro.
Ciro Nogueira escolheu a penumbra. Seu alvo não é derrubar Moraes no grito, mas criar um ambiente em que a anistia aos presos do 8 de janeiro seja inevitável — e Bolsonaro, elegível. A chave está numa PEC que solta as amarras do Senado e dá a Alcolumbre coragem para pautar o que hoje teme. A direita, sem perceber, está mais perto da vitória por causa desse silêncio calculado. Quem acha que política é grito, não entendeu que as facas mais afiadas não fazem barulho.
O frio no comando
Hugo Motta (Republicanos-PB) assumiu a presidência da Câmara com 444 votos e a precisão de quem sabe que, no Centrão, o jogo é de permanência, não de ruptura. Herdou de Arthur Lira o cargo e o método: conservar poder. Mais discreto e menos espalhafatoso que o antecessor, compensa no cálculo frio o que perde em gestos. Fechou as portas para a anistia e o impeachment de Moraes mesmo com a oposição acampada por mais de 30 horas — só voltou atrás após um telefonema de Lira. Motta não reage a gritos de rua; só atende quando é chamado por quem realmente conta.
O mestre do vento
Alcolumbre mostra a coleira do STF. Motta, não: prefere o figurino de estadista, o sorriso contido e a habilidade de falar com todos — sem se comprometer com ninguém. Até ontem, era aliado de Bolsonaro; hoje, é aliado de si mesmo. Sabe mudar de lado sem perder o passo e, quando se sente ameaçado, trava, sabota e devolve o golpe.
Para a direita, tratá-lo como parceiro é confundir cordialidade com lealdade. Motta só se move quando o vento sopra a favor — e nunca deixa que sopre de graça.
Ah! Há quem veja Alcolumbre mais como um compenetrado presidente de Câmara de Vereador do Interior.
Motim virou guerra de protocolo
Após horas de motim no plenário, Motta empurrou à corregedoria o pedido de afastamento de 5 deputados — Marcos Pollon, Zé Trovão, Júlia Zanatta, Marcel van Hattem e Camila Jara.
O tiro foi certeiro politicamente, mas tecnicamente precisa seguir roteiro: corregedoria, ética e plenário.
Suspender mandato não é canetada de quem perdeu o controle.
Conselho a Silvio Mendes: varredura já"
O prefeito Silvio Mendes, se o boato da escuta no hall da escada do seu gabinete for metade verdade, vale lembrar: a tal “engenhoca” teria sido instalada ainda na gestão anterior.
Espionagem conjugal
Dizem que começou como espionagem conjugal, mas acabou registrando conversas de vereadores e secretários.
Bomba
Nesse caso, não é fofoca doméstica — é potencial bomba política.
Mande varrer tudo antes que o passado resolva falar mais alto que o presente.