Draga Alana
Eduardo Draga Alana, vereador de Teresina, ensaia uma candidatura a deputado estadual, mas já deu de cara no PT e no MDB, que rejeitam a presença dele para disputar vaga na Assembleia. A razão seria que ele tem votos demais e ameaçaria quem já tem mandato.
Ampulheta
O problema dos partidos é que termina na semana que vem, sábado, o prazo para que o Congresso (Câmara e Senado) vote o veto de Lula ao projeto que amplia de 513 para 531 o número de deputados estaduais,
Se o veto não for derrubado até lá, o Piauí terá reduzido de 10 para 8 o número de cadeiras de deputado federal e de 30 para 24 o número de estaduais.
Pouco espaço
Como é cada vez mais provável que as bancadas sejam mantidas, todo o desenho de chapas proporcionais para o ano que vem deve ser reconfigurado.
Eduardo Draga Alana e outros tantos que querem espaços vão ter que se virar para garantir inicialmente a candidatura.
Os números
No atual desenho da Alepi, se mantido o veto, seis dos atuais 30 deputados estaduais já entram em campanha com a gigantesca chance de não voltar.
Na Câmaras, dois dos atuais dez deputados federais também já de cara entram na disputa com amplas chances de perder a vaga.
Themistocles de volta
O vice-governador Themistocles Filho (MDB) já estaria conformado com o canto de carroceria que levou do PT, aceitando disputar uma vaga na Alepi. Se eleito, o parece bem provável, planeja voltar a presidir a Casa.
O filho dele, o atual deputado estadual Felipe Sampaio (MDB) deve ser candidato a suplente de Marcelo Castro, que tentará reeleição ao Senado.
Troco a Georgiano
Deputados estaduais de todos os partidos não falam em outra coisa que não seja dar um troco na família Lima (Júlio César e cia.) pelo comportamento deletério do deputado estadual Georgiano Neto.
O rapaz é acusado de, digamos, concorrência predatória e quem pode pagar caro por isso é seu pai, candidato a senador.
Estresse no Congresso
O clima azedou entre os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O pivô é o arquivamento da PEC da Blindagem, que irritou Motta. Ele reclama da “liturgia de enterro” da proposta e de ter ficado exposto na Câmara.
O fundo do poço
Analistas lembram a frase de Heráclito Fortes — “fundo de poço tem mola” —, mas observam que o desgaste foi autoinfligido: Motta se enfraqueceu sem precisar de adversários.
O episódio pode redesenhar a correlação de forças entre Câmara e Senado.
Haddad e o buraco de R$ 30 bilhões
O Tribunal de Contas da União apertou a torneira: o governo não poderá mais se apoiar no piso da meta fiscal.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terá de buscar o “centro” da meta de resultado primário zero, fechando até dezembro um rombo estimado em R$ 30 bilhões.
O prazo é curto e a equação difícil, cortar gastos ou aumentar receitas.
Até agora o governo navegava com a folga legal de 0,25 ponto do PIB, cerca de R$ 31 bilhões, que deixava a meta “cumprida” mesmo com saldo negativo.
Operação Spare atinge contador ligado a Lulinha
A nova ofensiva do Ministério Público de São Paulo chegou a um nome conhecido do entorno presidencial. O contador João Muniz Leite, que no passado cuidou das finanças de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi alvo de busca e apreensão em casa e no escritório em Pinheiros. A suspeita: participação em esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de postos, motéis, imóveis e casas de jogos.
Leite aparece como responsável por declarações de renda de um operador da facção, apontado como coordenador de laranjas.
Movimento Piauí Livre mira o PSDB
O MPL (Movimento Piauí Livre) afina estratégia para 2026. Em reunião recente, o coordenador Jorge Lopes disse que o diálogo com o presidente nacional do PSDB, Marcone Perillo, e com o deputado Aécio Neves pavimenta a ida para a sigla.
O mandato dos atuais dirigentes tucanos acaba em 31 de outubro de 2025, o que abriria espaço para o grupo.
Margarete articula dupla para o Senado
Pré-candidata ao governo, a ex-deputada Margarete Coelho (Progressistas) trabalha para que a chapa de oposição em 2026 tenha dois nomes fortes ao Senado: Ciro Nogueira e João Vicente Claudino.
Em evento de filiação de JVC ao PP, ela descartou que ele dispute o governo e lembrou que, ao Senado, há duas vagas, um cenário que reforça o peso da aliança Ciro-JVC na oposição piauiense.
Tecido podre
Já não devem ser ao menos amistosas as relações entre Wellington Dias e a família do deputado federal Júlio Cesar Lima.
Semana passada o indio anunciou em Brasilia que iria pedir exoneração do cargo de ministro para retornar ao Senado e votar contra a PeC da bandidagem.
Mas Jussara, sua senadora suplente, já não havia dito que votaria segundo os interesses do governo?
Ele não confiou nela, ora!
Ridículo
Não foi sem razão que Lula chegou a ironizar ou ridicularizar o senador que, segundo ele, não teve competência nem para escolher a suplente.
Sem falar que quase perde para Joel.
Tiágua?
De uns dias para cá, Tiago Junqueira, presidente do PL no Piauí e autoproclamado candidato ao Senado, se chama de “Tiágua”.
Pera aí. Antes que os desafetos digam que ele só fala água, a coluna informa que é porque Tiago libera água de um poço de sua propriedade para os vizinhos.
Um gesto magnânimo que nem precisava ser alardeado, mas quem sabe, pode lhe render uns votinhos.
Família completa
Os Trabulo marcaram presença na festa de filiação de João Vicente Claudino ao Progressistas. O pai, Trabulo Júnior, e o filho, Trabulo Neto, circularam entre os oposicionistas como se fossem do time. Não são mais.
No entanto, quando o assunto é voto, garantem apoio a outro caminho: Tiago Junqueira para o Senado e Toni para o Karnak, ambos do PL.
O “Nikolas” que não foi
Trabulo Neto, que já foi dirigente do PP Jovem, hoje se dedica a acompanhar Tiago Junqueira.
É tratado como pré-candidato a deputado federal pelo PL, ainda que a legenda não tenha nem mesmo pensado em ter chapa federal, já que tem um “federal escolhido”, apadrinhado direto pelo dono do partido no Piauí.
Tentaram vender a imagem de um novo Nikolas Ferreira, mas até agora só emplacaram vídeos com 32 curtidas — importância política comparável a um poste.
Canto de carroceria?
Mesmo assim, lá estava o jovem na posse de João Vicente Claudino, aplaudindo e posando para fotos. Ninguém sabe se a ida foi para marcar posição ou se prepara um “canto de carroceria” em Tiago. Nos bastidores, a dúvida permanece: fidelidade partidária ou pragmatismo de ocasião?