Direto da Redação: PIB de Teresina está entre os 50 maiores do país

A capital subiu 16 posições no ranking

O PIB das capitais

Em 2023, as capitais que registraram os maiores PIBs foram São Paulo/SP (R$ 1,066 trilhão), Rio de Janeiro/RJ (R$ 418,462 bilhões) e Brasília/DF (R$ 365,669 bilhões).

Alô, alô, Teresina!

Em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) de Teresina atingiu R$ 29,449 bilhões, o que colocou o município na 46ª posição entre todos os municípios do país.

Em 2002, a capital piauiense ocupava a 62ª posição no ranking nacional. Isso indica que, até 2023, Teresina conseguiu subir 16 posições na classificação geral.

Considerando apenas as capitais brasileiras, em 2002 Teresina detinha o 22º maior PIB, subindo para a 19ª posição em 2023 — um avanço de três posições no período.

Foto: Ascom/Semdec
Capital que subiu 16 posições no ranking nacional do PIB entre 2002 e 2023.

As outras

Em 2023, as capitais com os maiores PIBs foram São Paulo/SP (R$ 1,066 trilhão), Rio de Janeiro/RJ (R$ 418,462 bilhões) e Brasília/DF (R$ 365,669 bilhões).

As capitais com menores PIBs foram Rio Branco/AC (R$ 12,960 bilhões), Palmas/TO (R$ 14,168 bilhões) e Boa Vista/RR (R$ 18,234 bilhões).

Foto: Reprodução
Teresina entre as principais cidades que cresceram no Brasil.

Zumbi administrativo

O governo vendeu para a Águas do Piauí as concessões que possuía para exploração dos serviços de distribuição de água e saneamento nos municípios. Ainda assim, a Agespisa, com seus passivos e funcionários, segue funcionando.

É uma espécie de zumbi administrativo: custa dinheiro ao contribuinte, mas não vive, porque não tem função.

Remover o cadáver

A Agespisa é um gigantesco cadáver burocrático a ser removido, não se sabe quando nem a que custo.

Talvez tenha o mesmo destino de outras empresas públicas estaduais, como Comdepi, Cidapi, Codipi, Etelpi e Rede Rimo, extintas no governo Freitas Neto (1991–1994) e nunca totalmente liquidadas.

Foto: Reprodução | Agespisa
Estado fez concessão dos serviços de saneamento transferida para a Águas do Piauí, enquanto a Agespisa permanece sem função definida.

Emgerpi

Essas empresas foram fundidas no primeiro governo Wellington Dias (2003–2007) numa geringonça autárquica chamada Empresa de Gestão de Recursos (Emgerpi).

Além do nome, que nada explica, a estatal serviu como guarda-chuva para abrigar as massas falidas das estatais extintas no século anterior.

Segue sendo um ralo por onde o dinheiro público escoa há mais de três décadas.

Mesmo destino

A Agespisa caminha na mesma direção: tornar-se um zumbi estatal que drena recursos públicos de forma contínua — o que não ocorreria, por exemplo, se na operação de venda dos ativos da empresa o governo tivesse usado os recursos para encerrar o quadro funcional.

Recursos comprometidos

Uma evidência disso é a lei aprovada nesta semana pelos deputados estaduais e já sancionada pelo governador Rafael Fonteles (PT), que autoriza o Estado a conceder garantias, inclusive com a possibilidade de retenção da cota-parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE), para viabilizar transações e parcelamentos tributários e previdenciários da Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa) junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e à Receita Federal do Brasil.

Rombo

Isso significa que, pela segunda vez em menos de 30 anos, recursos públicos estaduais que poderiam ser utilizados em outras áreas serão destinados a cobrir rombos produzidos pela gestão ruinosa da Agespisa.

Memória

Quando governador do Piauí (1991–1994), Freitas Neto saneou financeiramente a Agespisa. Transferiu centenas de milhões de reais em dívidas da estatal para a dívida estadual, permitindo que a empresa tivesse condições de contratar financiamentos para investir.

Não deu certo. Nos anos seguintes, gestores ruinosos ampliaram o passivo da companhia com calotes fiscais recorrentes, que resultaram em débitos superiores a R$ 1,2 bilhão.

Foto: Reprodução | Governo do Piauí
Agespisa segue ativa mesmo após a concessão dos serviços de água e esgoto, mantendo passivos e custos ao Estado.

Paga-se

É essa dívida fiscal que agora o governo do Piauí, autorizado por lei, vai pagar com recursos das transferências constitucionais — o chamado Fundo de Participação dos Estados.

A diferença é que agora se paga a dívida de uma empresa morta, que só não foi enterrada porque o cadáver autárquico é grande demais para ser sepultado.

Super contrato

Chega a R$ 50,933 milhões o contrato firmado entre o Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI) e a empresa Terra Projetos Ltda. para obras de pavimentação asfáltica em 432.630 metros quadrados de vias nos municípios do Território de Desenvolvimento Vale do Sambito, cujo polo é Valença.

Obra grande

A Secretaria de Infraestrutura do Piauí vai pagar R$ 2,304 milhões à empresa Castel – Consultoria e Assessoria Técnica Ltda. por projeto básico e executivo de engenharia para implantação do sistema adutor (2ª etapa) nos municípios de Alegrete e Belém do Piauí.

Se o projeto custa R$ 2,304 milhões, imagine o valor da obra.

Foto: Reprodução
Contrato do DER-PI para pavimentação asfáltica no Vale do Sambito soma mais de R$ 50,9 milhões.

Calçamento

A Secretaria de Agronegócio vai pagar R$ 533,2 mil à empresa AKR Prado por obra de pavimentação em paralelepípedo de 3.360 metros quadrados no município de Lagoa do São Francisco.

Mercado

A mesma Seagro vai pagar R$ 786 mil à empresa F. Santos Construtora e Serviços Ltda. pela reforma do Mercado Público de Elesbão Veloso.

Mais calçamento

Também serão pagos R$ 1,175 milhão à empresa E. Ramos Construções por obras e serviços de pavimentação em paralelepípedo de 6.818 metros quadrados de ruas no município de Cajazeiras do Piauí.

Caminhada

Em uma ação que caberia melhor à Secretaria de Esporte ou à de Turismo, a Seagro desembolsará R$ 2,138 milhões para que a empresa Ordem Construtora Ltda. construa uma pista de caminhada de 1,9 km no município de São João da Fronteira.

Foto: Reprodução
Fábio Xavier, secretário na Seagro, onde projeto urbano de R$ 2,1 milhões levanta questionamentos sobre prioridade de investimento.

Ordem de novo

A mesma Ordem Construtora receberá da mesma Seagro R$ 1,022 milhão para obras de pavimentação em paralelepípedo de 6.310 metros quadrados na zona urbana de Pedro II.

Telhado de vidro

Se forem levadas adiante as investigações envolvendo os oposicionistas Sóstenes Cavalcante e Jordi em supostas patifarias com dinheiro público, ao fim e ao cabo não ficará um sequer naquele Congresso sem telhado de vidro.

Explica aí…

O que Sóstenes faria ou estava fazendo com R$ 400 mil em casa?
Não aprendeu nada, não é, com os que já foram pegos até com dinheiro na cueca?

Foto: • 28/05/2024 - Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Até tu, Sóstenes?

Para, para tudo!

Em suas aleivosias diárias, Lula autorizou que a CPMI investigue o filho, Lulinha.
Mas todos sabem que isso é apenas mais uma pataquada do presidente.

Na hora H de votar o requerimento, o pitbull Paulo Pimenta agita a trupe e impede qualquer convocação.

Ironias

Não são sem sentido os memes e ironias envolvendo Lulinha. Veja esta, enviada por um leitor de Arcoverde:

“Moço, que perseguição maluca contra esse rapaz…
Até o emprego de estagiário e cuidador de zoológico ele perdeu.
Teve de se mudar pra Espanha. Coitado. Deve estar passando fome e pedindo esmola.
Esse molusco, pai dele, é um pai desnaturado.
Força, Lulinha!
Tamo junto!!”

Foto: Alex Silva/Estadão
Memes e ironias nas redes refletem o desgaste político em torno da família presidencial.

Festança

A Secretaria de Turismo pagou R$ 120 mil pela apresentação de Ana Clara Rocha e Ítalo Poeta na festa da padroeira da cidade de Brasileira.

ORAÇÃO DO DIA

Oi, Deus! Nada nem ninguém irá me impedir de alcançar meus objetivos e realizar meus sonhos, pois o Senhor está comigo, protegendo cada passo, direcionando minhas escolhas e alinhando meu caminho rumo à vitória que já está preparada para mim. Amém!

Versículo do dia:
“Protege-me e salva-me; livra-me da vergonha da derrota, pois em ti encontro segurança.”
(Salmos 25,20)

Bom dia! A paz do Senhor Jesus.

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