Direto da Redação: réveillon nos Lençóis aponta para crise no Piauí

Wellington Dias sinaliza que quer seu filho como vice-governador em 2026

Observatório geral

O Réveillon promovido pela deputada Janaína Marques, nos Lençóis Maranhenses funcionou como ponto de observação política.

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Wellington, a deputada e a conselheira, no réveillon

A presença do ministro Wellington Dias, do deputado Florentino Neto e de membros da família do senador Marcelo Castro reforçou, nos bastidores, a leitura de que Vinícius Dias segue no páreo para a vaga de vice-governador.

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E aqui a turma do quanto pior melhor. Com o petista Florentino vendo qual o lado melhor

Presença amiga

O encontro contou ainda com o ministro do Esporte, André Fufuca (Progressistas), aliado do senador Ciro Nogueira, sinalizando que pontes seguem sendo testadas entre campos políticos distintos.

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Vinicius, o pimpolho de Wellington na espera: de vice a qualquer cargo público é lucro. A deputada Janaina tira proveito, do lado que ganhar

Rafael e Dino

Enquanto isso, o governador Rafael Fonteles passou o período longe dos Lençóis, ao lado de um ministro do STF (Flávio Dino) e ex-governador do Maranhão, hospedado no hotel do sogro, em Barra Grande  movimento lido como articulação em outra frente.

Jogo perigoso

O jogo, porém, se complica com a preferência já sinalizada de Fonteles pelo ex-secretário de Educação, Washington Bandeira, que deixou o cargo no dia 31 para atuar na interlocução política no interior e na construção do plano de governo.

No tabuleiro sucessório, as peças estão em movimento e ninguém está parado.

Sem ganhos

Deputados estaduais do Piauí fizeram um bolão na Mega da Virada que custou R$ 66 mil. Foram cotas de R$ 2 mil por parlamentar – o que indicar ter havido três parlamentares a mais que os 30 com assento na Assembleia Legislativa.

Não há informações de que tenham ganhado o que quer que seja, mas também não perderam, já que quem atira com a pólvora alheia não mede distância.

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Eles jogaram boa bolada na mega da virada. Cada um com 2 mil. Cobre, o dinheiro é seu

Arrecadação

O valor arrecadado de apostas na Mega da Virada foi de R$ 3.052.431.720,00, ou seja, o prêmio principal correspondeu a um terço do volume de recursos obtidos com a venda das apostas.

Intermediárias

Houve 3.921 apostas ganhadoras com cinco números – cada uma recebendo R$ 11.931,42, o que totaliza R$ 46.979.147,80.

Na faixa de três números, 308.315 apostas levaram, cada uma R$ 216,76, o que soma R$ 66.836.369,40.

Soma

Então, a premiação somou R$ 1,203 bilhão, ou seja, para os cofres do governo – ou da Caixa, como queiram – foram 1,849 bilhão.

Ou seja, como se diz no jargão popular muito certo, a banca sempre é quem ganha no jogo.

Juros

Um dado assustador presente em reportagem na edição impressa desta sexta-feira do jornal Folha de São Paulo: com a taxa Selic a 15% ao ano, o governo vai pagar R$ 1 trilhão em juros em 2026.

O valor equivale a 41 milhões de benefícios da Previdência Social em 2025.

Cobertor curto

O governo, segundo projeção feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, só teve em 2025, 8,3% de dinheiro livre para decidir onde gastar.

Todo o resto do orçamento é de despesas fixas, sobre as quais é difícil atuar para cortes.

Conta bilionária

O governo do Piauí cobra R$ 3,6 bilhões da União e da Axiá Energia por supostas falhas no processo de transferência da antiga Cepisa ao controle federal, em 1997.

A estatal foi privatizada em 2018.

Ação antiga

A Ação Cível Originária foi ajuizada em 2017, ainda na gestão de Wellington Dias. O processo tramita no STF e envolve discussões sobre responsabilidades financeiras decorrentes da federalização da distribuidora.

Julgamento arrastado

Apesar de sentença favorável ao Piauí em maio de 2023, o caso segue travado por sucessivos embargos de declaração. Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes pediu vista, o que suspendeu novamente o julgamento.

Sem prazo

Não há prazo para conclusão da análise nem limite para apresentação de novos recursos. Após o trânsito em julgado, ainda será aberta fase específica para definir valores e forma de pagamento, uma etapa que pode levar anos.

Denúncia formal

O coronel aviador da reserva Ricardo Wagner Roquetti comunicou ao ministro Alexandre de Moraes um possível descumprimento de medida cautelar por parte do ex-assessor presidencial Filipe Martins. Segundo o relato, uma conta atribuída a Martins teria acessado seu perfil no LinkedIn, apesar da proibição judicial de uso de redes sociais.

Rastro digital

No e-mail enviado ao STF, Roquetti afirmou que o próprio sistema da plataforma identificou o visitante com nome e perfil vinculados ao ex-assessor. Embora não tenha garantido que o acesso tenha sido feito pessoalmente por Martins, sustentou que o registro indicaria violação das restrições impostas.

Sigilo negado

O militar pediu que sua identidade fosse mantida sob sigilo, mas o pedido não foi atendido. O e-mail acabou anexado ao despacho de Alexandre de Moraes, tornando público o nome do denunciante.

Olha só o dedo duro pedindo proteção que lhe foi negada.

Prisão preventiva

A comunicação do episódio foi um dos elementos que resultaram na decretação da prisão preventiva de Filipe Martins, investigado no inquérito que apura a tentativa de golpe e a elaboração da chamada “minuta do golpe”. Apesar da condenação, ainda há recursos pendentes.

Volta à PF

A Polícia Federal determinou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro retome suas funções como escrivão na corporação. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo diretor substituto de gestão de pessoas da PF.

Mandato perdido

Eduardo perdeu o mandato parlamentar no fim de dezembro por excesso de faltas. Com isso, deixa de ter prerrogativas do cargo eletivo e retorna à delegacia da PF em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Hospital não é destino final

O ministro Alexandre de Moraes negou pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que o ex-presidente permanecesse internado até a análise definitiva do pedido de prisão domiciliar humanitária.

Sem agravamento

Segundo a decisão, não há agravamento do estado de saúde de Bolsonaro. Ao contrário, os laudos médicos apontariam melhora do quadro clínico e controle dos sintomas relatados.

Argumento rejeitado

A defesa sustentava que o ex-presidente necessitaria de acompanhamento médico contínuo, argumento que não convenceu o relator, que manteve o entendimento de inexistência de risco imediato à saúde.

ORAÇÃO DO DIA!

Oi, Deus! Que neste ano de 2026 eu possa me aproximar ainda mais de Ti, confiar plenamente na Tua direção e provisão, crescer na intimidade Contigo e viver com paz no coração. Amém!

Versículo do dia:

_“Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo”. (Salmos 27,4)_Bom dia!A paz do Senhor Jesus 🙏

Pouca secretaria para muito cacique

Embora oficialmente não ocupe mais o cargo, o deputado Fábio Novo segue aparecendo como protagonista nas ações da Secretaria de Cultura.

Em publicações oficiais da Feira na Praça pro Carnaval deste ano, o parlamentar surge como colaborador destacado, ao lado do perfil institucional da secretaria, reforçando a impressão de que nunca deixou totalmente o comando da pasta.

Chefia informal

Rodrigo Amorim é o secretário formal, mas nas redes quem dá a cara, aparece nos vídeos e assina colaborações é o antecessor. Nos bastidores, comenta-se que a gestão cultural segue sob forte influência política de quem já ocupou a cadeira, ainda que sem ato formal.

Presença seletiva

A Secretaria exibe apoio de vários deputados em eventos e peças gráficas, mas chama atenção o destaque recorrente dado a Fábio Novo. Seu nome aparece em posição privilegiada, enquanto outros apoiadores surgem de forma discreta ou protocolar.

Colab é poder

No Instagram, o recurso de “colaborador” virou sinal político. Não é neutro: indica protagonismo, chancela e associação direta com a ação institucional. E, nesse quesito, o ex-secretário segue figurando como rosto recorrente das divulgações oficiais.

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A cultura tem dono?

Nos corredores, a pergunta é recorrente: quem, afinal, comanda a Secretaria de Cultura? O secretário nomeado ou o deputado que mantém presença simbólica, política e comunicacional nos principais eventos?

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Fábio Novo mostra que segue mandando na Cultura. Os apadrinhados fazem, mas ele é quem mais aparece

Apoio que deixou outros de lado

O material de divulgação deixa claro que há apoio parlamentar plural, como de Limma e Felipe Sampaio, mas o destaque visual e político permanece concentrado em Fábio. E em política, forma também é conteúdo, e a forma adotada sugere hierarquia não escrita.

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