Relatos de influenciadores
Os influenciadores Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite afirmaram ter recebido propostas para divulgar, em redes sociais, a narrativa de que o Banco Central teria agido de forma precipitada ao liquidar o banco de Daniel Vorcaro.
Narrativa contra o BC
Segundo os relatos, a estratégia previa a publicação de vídeos questionando a decisão do BC e reforçando críticas à atuação do órgão regulador.
Mensagens reveladas
Trocas de mensagens entre um assessor parlamentar e o representante da empresa que fez a abordagem aos influenciadores foram divulgadas e fazem parte do material analisado.
Apuração em curso
A PF vai investigar se houve organização, financiamento e eventual prática de crimes na articulação dessas ações virtuais.
Banco Master nega
Procurada, a defesa do Banco Master afirmou não ter informações sobre suposta contratação de influenciadores para atacar ou difamar o Banco Central.
TCU afasta tese de precipitação na liquidação do Banco Master
Parecer sigiloso do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que o Banco Central já havia identificado, um ano antes da liquidação do Banco Master, dificuldades da instituição em captar recursos e honrar compromissos. O documento afasta a alegação do banco de Daniel Vorcaro de que a medida foi precipitada.
Alerta vem desde 2024
Segundo a Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros do TCU, os alertas ao Master sobre risco de sanções por falta de liquidez tiveram início em novembro de 2024 e se repetiram até setembro de 2025.
Risco de medidas prudenciais
As análises do BC já indicavam a possibilidade de adoção de “medidas prudenciais preventivas”, diante do agravamento da situação financeira da instituição. A liquidação do Banco Master, decretada no fim de 2025, segue sob análise do TCU, com base nas informações encaminhadas pela autoridade monetária.
Banco Master gastou R$ 500 milhões com advogados
O Banco Master, sob administração de Daniel Vorcaro, pagou cerca de R$ 500 milhões a escritórios de advocacia no ano passado, segundo o balanço da instituição financeira, foi o que revelou a coluna de Andreza Matais no Metrópoles.
Contrato com banca ligada à família de ministro do STF
Um dos maiores contratos foi firmado com o escritório Barci de Moraes Advogados, pertencente à mulher e aos filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Valor e prazo do acordo
O contrato prevê o pagamento de R$ 129 milhões ao longo de 36 meses, a partir do início de 2024, em parcelas mensais de R$ 3,6 milhões.
Atuação questionada
O acordo chamou atenção porque o escritório teria atuado para o Banco Master em apenas uma ação simples de danos morais, que acabou sendo perdida.
Serviços de compliance
A versão apresentada é que a banca teria sido contratada para elaborar regras internas de compliance para o Banco Master.
Negativa de interferência
Em nota, Alexandre de Moraes afirmou que o contrato não previa atuação em casos relacionados à liquidação do banco pelo Banco Central e negou ter tentado interferir na decisão do órgão.
Pagamentos interrompidos
Segundo a apuração, os pagamentos ao escritório foram suspensos após a prisão de Daniel Vorcaro e a liquidação do Banco Master.
Defesa segue com outras bancas
Vorcaro mantém contratos com outros escritórios de advocacia, em valores semelhantes, para sua defesa no processo criminal. O empresário foi solto após 12 dias de prisão e cumpre medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico.
BC coloca sob sigilo comunicações sobre o Banco Master
O Banco Central colocou sob sigilo os registros de comunicações entre autoridades do órgão e o ministro do STF Alexandre de Moraes sobre o processo de liquidação do Banco Master.
Pedido via LAI foi negado
O jornalista André Shalders, do site Metrópoles, solicitou, com base na Lei de Acesso à Informação, os registros de reuniões e trocas de mensagens sobre o caso. O BC negou o acesso integral aos documentos.
Sigilo alcança informações básicas
Além de dados sensíveis, o Banco Central manteve sob sigilo informações básicas, como datas de reuniões e registros de comunicações, prática incomum em pedidos desse tipo.
Alegação de proteção de dados
O BC justificou a negativa afirmando que as informações envolvem dados patrimoniais, pessoais, financeiros e estratégicos, protegidos por sigilo bancário e empresarial.
Relatos de pressão são negados
Reportagens indicaram que Alexandre de Moraes teria conversado ao menos seis vezes com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, sobre o Banco Master. Ambos negam qualquer pressão.
Contrato milionário com banca ligada à família de Moraes
O Banco Master firmou contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.
BC diz que tudo foi documentado
À época, Galípolo afirmou que todas as reuniões, mensagens e comunicações sobre o caso foram devidamente registradas pelo Banco Central.
Liquidação sob escrutínio
A decisão de liquidar o Banco Master continua sendo analisada por órgãos de controle, enquanto o sigilo imposto pelo BC gera questionamentos sobre transparência.
O ex-ministro e o Careca do INSS
Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf aponta que uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, repassou quase R$ 600 mil ao advogado e ex-ministro do STJ Nefi Cordeiro. O documento foi encaminhado à CPMI do INSS.
Pagamentos ao escritório
Segundo o RIF, três transferências ao escritório Nefi Cordeiro Advogados somaram R$ 445 mil entre outubro de 2023 e outubro de 2024.
Cheque ao ex-ministro
Além das transferências ao escritório, houve pagamento por meio de cheque no valor de R$ 150 mil, sacado pelo próprio ex-ministro.
Operações após saída do STJ
Os repasses ocorreram depois da saída de Nefi Cordeiro do STJ, em março de 2021, quando deixou o cargo por motivos de saúde.
Empresa sob investigação
Os pagamentos foram feitos pela ACX ITC Serviços de Tecnologia S/A, que teve o sigilo fiscal quebrado pela CPMI do INSS por receber recursos da Arpar Participações e Empreendimentos, empresa controlada pelo “Careca do INSS”.
Empresa de passagem
De acordo com a Polícia Federal, a Arpar era usada para fragmentar o fluxo financeiro, dificultar o rastreamento da origem dos recursos e ocultar beneficiários finais, com dispersão de valores para outras empresas, entre elas a ACX ITC. Conforme requerimento de quebra de sigilo, a ACX ITC recebeu ao menos R$ 4,4 milhões da Arpar.
Defesa nega irregularidades
Em nota, o escritório de Nefi Cordeiro afirmou que os valores recebidos referem-se à prestação de serviços jurídicos e que não há relação com fatos investigados envolvendo o INSS.
Dia mágico
A festa para crianças com câncer chamada de Magic Day, organizada pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, poderá ser feita com recursos captados por meio de renúncia fiscal, via Lei Rouanet, aquela que, de tanto ser demonizada, não é compreendida como um instrumento muito eficiente de democratização da cultura no país.
A Rede poderá captar até R$ 548,5 mil para o evento.
Calendário
Saiu nesta semana o calendário de plantio e cronograma de implementação do Programa Garantia-Safra, a partir da safra 2025/2026.
Para o Piauí, o período de plantio começou em 1º de novembro e vai até 31 de janeiro.
Sindicatos extintos 1
Em razão de não terem atualizado seus dados de mandato da diretoria no Cadastro Nacional de Entidades Sindicais, o Ministério do Trabalho decidiu cancelar os registros de dois sindicatos de empregadores no Piauí: o Sindipetropi – Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Teresina – e o Sirpneus – Sindicato das Indústrias de Recondicionamento de Pneumáticos e Câmaras-de-Ar do Estado do Piauí.
Sindicatos extintos 2
Também pela mesma razão, foram declarados extintos os Sindicatos de Pescadores e Pescadoras Artesanais de Ilha Grande e de Servidores Públicos Municipais de Sigefredo Pacheco.