Direto da Redação: o dilema dos partidos e seus líderes em 2026

Aqui, também devem diminuir o número de candidatos a federal

Memória

O leitor lembra do ex-deputado Eduardo Cunha? Pois bem, ele mudou o domicílio para Minas Gerais e deverá ser candidato a deputado federal.

Nas contas, já eleito. A filha deve tentar a reeleição ao mesmo mandato pelo Rio de Janeiro.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Eduardo Cunha

Acunha

Eduardo Cunha percebeu que o número de candidatos a federal diminuiu por falta de legenda. Com as federações e a estratégia dos chapões, sobraram nomes em Minas.

Reunidos agora no entorno de Cunha, elegem um ou dois.

No Piauí é a mesma coisa

Aqui, também devem diminuir o número de candidatos a federal.

União Brasil e Progressistas, federados, só lançam onze candidatos. Na passada, os dois juntos lançaram 22.

Porteira fechada

Do lado do governo, Rafael Fonteles travou as chapinhas e reuniu todos em torno do PT, PSD e PV.

Vários partidos foram abandonados e está sobrando candidato.

Foto: Ascom
Rafael Fonteles: travou as chapinhas

Prejuízo

Partidos importantes perceberam que os caciques que tomam uísque em Brasília com seus presidentes nacionais estão pouco se lixando para eles no Piauí.

Sem candidatos a federal não tem chapa. Sem chapa, não tem voto. Sem voto, diminui o fundo partidário.

PSDB

Foi por essas e outras que o PSDB, fortíssimo na capital na época do Firmino, mas sem eleger uma bancada federal, foi minguando.

Hoje, é mais um puxadinho. Vai funcionar numa sala dentro da sede do União Brasil.

O mesmo deve acontecer com outras siglas.

Caiado

Se não tiver espaço para a candidatura presidencial — e é provável que não tenha — Ronaldo Caiado, agora no PSD, deve substituir a esposa e sair candidato a senador. Com a aprovação que tem em Goiás, não será uma campanha difícil.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Caiado - candidato dele só

Tradição quebrada

Em todos os carnavais, um tema de protesto sempre vira marchinha. Este ano parece que não teremos.

Isso pode ter um significado forte: o de que as pautas atuais não têm origem popular, mas são criadas em salas de marketeiros.

Parece sem importância, mas é um sinal de que a democracia está frágil e o povo está cansado.

“Devaneio, patuscada, sonho de uma noite de verão”

Era assim que o ex-presidente Collor se referia às denúncias contra ele, que chamava de mentiras.

Eloquência

Collor era eloquente. Diferente da maioria dos vereadores de Teresina, por isso é bom uns e outros irem treinando o vernáculo.

Devaneio

Porque não é devaneio uma sequência de depósitos em conta de vereadores feitos por um investigado na Operação Mãos Limpas.

Patuscada

As polícias, civis e federal, não acham que é patuscada mulheres e ex-esposas de ex-autoridades receberem uma mesada constante durante quase uma gestão inteira enquanto os esposos eram secretários.

Sonho de uma noite de verão

Também parece não ser sonho de uma noite de verão o cruzamento do nome de terceirizados fantasmas com uma planilha de indicações e transferências bancárias.

Tá mais pra pesadelo.

Estudante de travesti

Tem um sujeito que se apresenta no X se dizendo estudante de travesti na UFPI.

E lá tem esse curso?

(Para segunda)

Bebeu?

O deputado federal Flávio Nogueira está com uma conversa esquisita: de que o nome do candidato ao Senado no Piauí será decidido em Brasília.

Parece que ele perdeu o trem das onze, porque definidos já estão Ciro Nogueira e Marcelo Castro, que disputam a reeleição.

Foto: Foto: Divulgação
Flavio Nogueira (pai): bebeu?

E correm nas paralelas Júlio César e Thiago Junqueira.

Será que ele quer se incluir?

Leia também