Governar o governo
O hoje assessor da Fiepi (Federação das Indústrias do Piauí) Freitas Neto dizia, quando foi governador, que o pior, o difícil, é governar o governo.
Rafael faz propaganda de muitos feitos, mas não passa a impressão de ter o controle do governo.
Desrespeito e agressão
O episódio que só agora se soube, da retirada da placa com o nome de Daniela, filha especial de Wellington Dias e Rejane, da fachada do Ceid, é, antes de tudo, um desrespeito a eles. E agressão à menina, que a mãe homenageou num setor que criou para dar assistência a casos parecidos ao da filha.
Quem foi?
O governador aparece num vídeo mostrando que nada sabia e que estava atrás do culpado para punir. Ora, aquilo ali se trata de uma obra de reforma, que necessariamente não precisa mudar a placa e, eis que de repente, fincaram outra no lugar, bem diferente da antiga. Até com incorreções.
É lei
Como bem disse o governador em seu pedido de desculpas público, o nome da menina está ali por lei votada no Legislativo. Não seria qualquer arreganho nas suas relações políticas com o ministro pai da garota que iria mudar a placa.
Secretários construtores
Mas, para pelo menos atenuar as rusgas, a polêmica que isso está gerando, Rafael deve dizer que não sabia.
Como, se for apertado pelos órgãos de investigação, também dirá que não sabe das visíveis maracutaias que fazem dentro das “secretarias” construtoras de calçamento Piauí afora/Piauí adentro.
O índio é professor
Essa nefasta prática começou com Wellington Dias (olha com quem!), quando deixava os aliados políticos se pagarem pelos “serviços prestados”, mas tem extrapolado na gestão atual.
O MP tem muitos casos em investigação, com destaque para a comissão comandada pelo suplente/deputado Tiago Vasconcelos, investigado por ter pago por obras que sequer existiram.
Rafaboys
Nascimentos e Neletos são sobrenomes de secretários de estado (administração e comunicação) e também — coincidência, é claro — nome de sócios ou donos de empresas em áreas de comunicação, gráfica e programação visual. É de um deles — a coluna não lembra qual — a empresa que fez muitas fachadas de escolas, hospitais e afins, talvez seja a mesma que fez a retirada do nome da filha de Wellington Dias da placa. Se Rafael não sabia da mudança é porque não tem controle do que acontece nessas pastas. Imagine no resto.
Heráclito está de volta ao jogo
O ex-senador Heráclito Fortes apareceu ao lado de Gilberto Kassab numa entrevista ao podcast do canal MyNews. A aparição não foi à toa. É um sinal claro que toda a articulação — que vem dando certo — de Kassab no cenário nacional conta com o cérebro do político piauiense.
Heráclito Fortes foi derrotado em 2010 por Ciro Nogueira — a pedido e com a estrutura de Lula e Dilma — na disputa por uma cadeira no Senado.
Um lado só
Diferente de Ciro Nogueira, Heráclito Fortes nunca mudou de lado. Ele, sim, nunca foi aliado do PT e, ao que tudo indica, não vai ser em 2026. Já Ciro, esse dá sinais que pode — ou já pulou — do barco de Bolsonaro.
Bloquinhos da Saúde
Neste carnaval a FMS terá nas ruas os Bloquinhos da Saúde, que buscam diagnosticar infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) antes do carnaval e, ao mesmo tempo, oferecer momentos de lazer, saúde e conscientização à população.
As ações serão em três Unidades Básicas de Saúde (UBS) e contam também com cinco eventos em UBS, em parceria com a comunidade terapêutica Hebron, ampliando o alcance da campanha.
Adeus Ozempic
A empresa chinesa Shanghai Shiling Pharmaceutical planeja concluir até 2028 os ensaios clínicos globais de um spray experimental para controle de peso. O produto usa semaglutida, mesmo princípio ativo de medicamentos injetáveis como Wegovy e Ozempic. Imagina emagrecer só passando “perfume”. Hein?
Pediu pra sair, ou pelo menos, se afastar
O ministro do STJ Marco Buzzi nega acusações de importunação sexual e enviou uma carta aos seus colegas do STJ. Nela, Buzzi pede afastamento de 90 dias para tratamento. Ele é investigado pelo CNJ após duas denúncias e por possível coação. O caso ganhou repercussão nacional nos últimos dias.
Sem marketing
Flávio Bolsonaro já definiu sua assessoria jurídica, de economia e de redes sociais. Mas ainda não escolheu quem vai ser o marketeiro responsável por comandar a estratégia de sua campanha presidencial. Conhecido por sua espontaneidade, o bolsonarismo atribui pouca relevância a marketeiros. Bolsonaro, quando chegou ao poder, teve ao seu lado na área gente jovem, sem peso em campanhas. Deu certo antes. Dará agora?