O dia seguinte
Tem muita gente apostando que a quantidade de cinzas que vai se acumular em gabinetes depois do carnaval será histórica.
Cinzas de outros carnavais, diga-se de passagem. Cinzas de nomes que brincaram muito com a coisa pública e cujas máscaras, segundo fontes, estão perto de cair.
Como acontece em todos os carnavais, aliás, elas caem depois.
Corrupção endêmica
O Brasil simboliza todas as práticas de corrupção. Em tudo os agentes públicos levam vantagem
Candidatos mais do mesmo?
Leitor lembra que já existem dois nomes se movimentando rumo ao Senado: Mainha e Thiago Junqueira.
“Não seriam mais do mesmo? Não estão tão cansados e viciados quanto os três veteranos?”, pergunta.
Aos fatos
Ciro nasceu de uma família rica, vinda do interior, e engajada na política. Do ramo imobiliário, Ciro, o pai, já na década de 80 era considerado entre os cinco mais ricos do Piauí, o terceiro em Teresina.
Marcelo e Júlio César eram, por assim dizer, de famílias medianamente abastadas do interior, mas de envolvimento político, sempre “encostadas” ao governo de plantão. O pai de Marcelo, Zé de Castro, que a história o retrata como “muito sabido”, chegou a ser prefeito de São Raimundo Nonato e deputado estadual. Marcelo trocou a profissão de médico pela política, elegendo-se deputado estadual, federal e senador. Enriqueceu. Tem fazendas, várias milhares de cabeças de bois, avião, apartamentos pelo Brasil.
Júlio César era um advogado mediano, encostou-se no finado deputado estadual Sebastião Leal, sendo seu assessor na Secretaria de Segurança no governo Dirceu Arcoverde, sendo o primeiro prefeito (interventor) da cidade de Guadalupe, na ditadura. Subiu na vida, como presidente da APPM, elegendo-se posteriormente deputado federal, até hoje. Está milionário.
Cecé senadora!
Conceição Araújo, a conhecida Cecé dos movimentos por direitos humanos, está sendo motivada a disputar uma das vagas de senador pelo Piauí.
Olha aí, nome novo verdadeiramente comprometido com o social.
Cecé é coordenadora de Articulação Institucional do Movimento Nacional de Direitos Humanos no Piauí - MNDH-PI
Dionísio, a outra vaga
Outro citado pelos leitores da coluna é Dionísio do Chapéu, o ambientalista que faz guerra com os desmatadores e agressores do meio ambiente.
Agora depende do eleitor, para deixar de se vender para os velhos corruptos em tempo de eleição.
Já tem Mainha e Tiago Junqueira, que se movimentam como pré-candidatos.
Mainha é de uma ramificação familiar que já até está fora da política, mas que teve prestígio no interior até anos atrás. Ele foi prefeito de Itainópolis e presidente da APPM. Assimilou os velhos vícios dos políticos do seu tempo. Sempre atrelado ao poder, hoje segue fazendo oposição a Rafael, de quem foi auxiliar.
Já Tiago Junqueira foi alçado da condição de tiete de Jair Bolsonaro, de andar atrás do “mito” pelo Brasil afora (quando Jair estava solto). Esse empresário paulista gosta de ostentar riqueza e cerca-se de tantos necessitados que termina aparecendo como tal. Sua família tem fazenda de grãos em Regeneração e então ele resolveu dedicar-se à política e sair candidato, acreditando no poder do mito.
Renan voltou
Olha só as voltas que a política dá: Renan Calheiros, quatro vezes presidente do Senado, sucumbiu, entrou no ostracismo desde que perdeu para Alcolumbre.
Agora emerge ameaçando, através da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), investigar gente grande e importante no escândalo do Master.
Emparelhamento
Apresentadores das grandes TVs são ótimos quando se trata de fazer a entrega.
Eles anunciam uma pesquisa do Genial Quaest que vem registrando a queda de Lula de mês a mês, mas a manchete é: Lula vence em todos os cenários os candidatos.
A maioria de Lula é de apenas 5%.
Seria decente ressaltar a maioria do presidente, mas enfocar que ele só vem caindo de popularidade.
A frase
Frase do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo: “o BC é um transatlântico e não um jetski”.
Tem comparação tola, mais fora de hora, sem sentido?
Pensando bem, Galípolo tem cara de piloto de jetski.
As caras do Davi
Já se notou que Davi Alcolumbre, presidente do Senado, passa metade da semana com a barba por fazer e na outra metade com a cara lisa, barba feita.
Pessoas exigentes, preocupadas com limpeza, acham que o senador não preza muito pela higiene.
E é?
Sem ideologia 1
Pré-candidato a deputado estadual e com as portas do PT abertas para ele, o advogado Breno Macedo, marido da deputada estadual Bárbara Soares, deu entrevista a um dos milhares de podcasts do Piauí, para estranhar e condenar escolhas ideológicas.
Se vai para o PT, onde o presidente Fábio Novo vive invocando a ideologia como mecanismo de fidelidade partidária, o rapaz começa mal.
Sem ideologia 2
Não que o PT do Piauí possa, nos tempos atuais, ser ideologicamente medido ou pesado, mas é sempre bom lembrar que no Brasil quem disse que seu partido nem é de direita nem de esquerda foi o presidente do PSD, Gilberto Kassab.
Mais pragmático que ideológico, Kassab focou no poder. Deve ser o caso de Breno e do PT no Piauí.
Memória
Breno é neto de Newton Macedo e sobrinho-neto de Waldemar Macedo, irmãos e líderes de uma dinastia política sertaneja em São Raimundo Nonato.
Sobre Waldemar, o ex-governador Freitas Neto costumava brincar dizendo que no dia em que os comunistas tomassem o poder, seria ele o primeiro a assinar ficha de filiação ao partido.
Parece que Freitas acertou por pouco.
Guaribas em Berlim 1
“A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, é um dos filmes brasileiros no Festival de Berlim, que começa nesta quinta-feira.
O filme está relacionado a Guaribas, aquela cidade do Piauí que foi símbolo do Fome Zero, no governo Lula 1. Só símbolo.
Guaribas em Berlim 2
Segundo a diretora Eliza Capai, em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo, o filme se inicia com o desejo dela de contar “a história de saída da miséria da cidade de Guaribas, e do início do questionamento do machismo estrutural pela visão das meninas desta primeira geração que já nasce com o direito de estudar, comer e sonhar”.
Guaribas em Berlim 3
“A Fabulosa Máquina do Tempo”, novo documentário de Eliza Capai, segundo informa o site GShow, leva para as telas do cinema “a inventividade e imaginação de um grupo de jovens meninas”.
No filme “elas são estimuladas a brincar criando cenas que dialoguem com a realidade que vivem e experiências vividas por suas mães e avós”.
Guaribas em Berlim 4
Como resultado, cria-se uma “perspectiva lúdica sobre questões complexas que vão desde a relação com a religião evangélica — na qual foram criadas — até a diferença de gênero, o casamento e o alcoolismo.”