O secretário dá o recado
O deputado Franzé Silva, em entrevista recente, disse que o PT nacional vai fazer uma pesquisa para definir o vice de Rafael Fonteles. Ora! O assunto já está encerrado. É o famoso jus esperniandi — direito dos derrotados em bater o pé e fazer bico.
E o que o PT nacional tem a ver com uma questão doméstica, no Piauí?
Franzé, aliado de Wellington Dias, veio dar o recado. Inócuo.
Quase ex-petista
Franzé é quase um ex-petista. Há alguns dias — e não faz muito tempo — ensaiou, com o também deputado Evaldo Gomes, deixar o PT e tentar sua candidatura a deputado federal pelo Solidariedade. Não vingou. Ele sabe que se deixar o PT perde votos e seus adversários internos ganham a desculpa perfeita para não apoiar sua candidatura.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo
Rafael Fonteles, como um pai que não ralha com o filho, apenas olha — e é suficiente para barrar as danações — observou o movimento de Evaldo e Franzé calado. Não precisou dizer nada. Evaldo já comunicou que sai do Solidariedade e Franzé, que nem vai.
Aposentadoria para Toffoli
A vaidade não permite, mas a única “saída para trazer paz” ao ministro Dias Toffoli e ao próprio Supremo Tribunal Federal é a sua aposentadoria. Rotineiro prêmio para magistrados que escorregam durante o exercício do ofício, vestir o pijama seria o caminho para evitar as exposições e a série de explicações que devem ser cobradas de Toffoli daqui pra frente.
Erro de cálculo
O Centrão de Ciro Nogueira está fazendo doce para apoiar Flávio Bolsonaro. Enquanto isso, o vacinado filho do ex-presidente cresce nas pesquisas e já ameaça, de forma concreta, a reeleição do presidente Lula.
Excesso de autoestima
O Centrão sofre de excesso de autoestima e de pouca memória. Esquece que na eleição de 2018, Bolsonaro chegou à Presidência da República num partido nanico e sem nenhum apoio do Centrão. E claro, de Ciro também. Pode acontecer o mesmo. Aliás, talvez só aconteça se for da mesma forma.
Discurso de oposição
Sem o Centrão, Flávio Bolsonaro não precisa explicar coisas como o Banco Master. O telhado de vidro continua, mas as pedras para atirar em sua candidatura diminuem.
Themistocles, traidor?
Falam que Themistocles não guarda rancor e subirá no palanque de Rafael.
Tá. Pelo voto e ajuda providencial do governo, ele escancara a risada, como a da foto.
Mas, deixa ganhar.
Olha quem fala!
Quem garante essa “lealdade” de Themistocles é o sempre leal João Madison, que é tão leal ao governo que certa feita saiu da eleição como oposição e sentou-se na primeira fila da missa do governador eleito.
E nunca mais deixou um governo.
Você é meu!
Já se antevê a cena de uma inesperada vitória de Joel. Lá chega João Madison, aos gritos, na hora do governador abrir a boca para receber a hóstia: “deixa que eu como, deixa que eu como, você é meu”.
Sujo falando do mal lavado
Ciro Nogueira tem alimentado o discurso de que Júlio César tem muito parente político. Mas fica calado sobre Marcelo Castro, com quem faz uma dobradinha silenciosa — mas eficiente — para o Senado.
Trupe de Marcelo
Marcelo Castro tem um filho deputado federal, o Castro Neto, e outro, Marcelo Castro Filho, é o superintendente da Codevasf no Piauí.
E Ciro tem a própria mãe como suplente no seu mandato de senador.
O jogo tá empatado.
Olha a saúde, Silvio
Silvio Mendes precisa colocar uma lupa na saúde pública. Relatos em UBS e hospitais dão conta de que pouca coisa mudou dois anos depois da saída do Dr. Pessoa. Que mistério que faz com que a saúde de Teresina permaneça tão precarizada?
A regulação
A fila de regulação para procedimentos hospitalares simples, mas de urgência, chega a 30 dias. Tempo suficiente para o paciente morrer — porque se curar sozinho não vai.
Choque de gestão
O Ministério Público precisa entrar de vez nessa questão da saúde de Teresina. O estadual e o federal. Porque realmente está demais. E o prefeito precisa determinar um choque de gestão que vai desde o treinamento de pessoal até o uso de tecnologias para ver se menos pessoas morrem nas filas.
Dica ao prefeito
Acabe com as indicações de vereadores nas UBS, ou faça uma triagem dos indicados para ter certeza de que é gente competente e honesta.
E lembre-se que as unidades de saúde são a conexão direta com o teresinense. Se falarem mal da gestão e do prefeito lá, não tem marketeiro no mundo que reverta. Nem de São Paulo.