Direto da Redação: o passeio com o suíno. Isso não é maus-tratos?

O animal não tem comando, obriga-se a obedecer ao dono que busca lacração na net

Ocupação suína

Quem passa pela Zona Leste já se acostumou com o passeio matinal de um porco pelas calçadas — e ruas.

A cena, digna de registro, traz um questionamento necessário sobre os novos hábitos da capital: até onde a cidade está preparada para pets exóticos?

Foto: Reprodução
O suíno seguindo o dono nas ruas de Teresina

Segurança

Entre o conforto (ou desconforto) do animal e a segurança de quem passa, sobram dúvidas sobre o manejo e a fiscalização sanitária desses novos “personagens” da Teresina moderna.

Pense no caso

Esse tipo de passeio pode ser torturante para o animal, que não tem comando do seu destino, é levado pelas ruas da cidade em asfalto quente, duro, calçamento cabeça de jacaré.

O MP não deve andar pelas ruas de Teresina que não viu essa cena.

O dono do animal certamente busca lacrar na internet sem a preocupação com o bem-estar do animal.

O sumiço que não houve

A República ainda tenta entender o “apagão” documental no Ministério da Justiça em 2023. Para anular as provas da Odebrecht, o ministro Dias Toffoli ancorou sua decisão em um parecer do DRCI que afirmava, com letras garrafais: não há registro de cooperação formal com a Suíça. O problema? O documento existia, estava lá e foi devidamente apresentado pela PGR e pela ANPR.

Oração do Dia

Cura-me, Senhor, e serei curado;
salva-me, e serei salvo,
pois tu és aquele a quem eu louvo.

📖 Jeremias 17:14 Bom dia! A paz do senhor Jesus 🙏

Augusto Botelho

O DRCI, sob o comando do então secretário Augusto de Arruda Botelho, admitiu depois ter “encontrado” o registro. Mas aí a Inês já era morta — e centenas de processos também.

Foto: Reprodução
Augusto de Arruda Botelho

O defensor

Augusto de Arruda Botelho atuou na defesa de executivos da empreiteira Odebrecht, incluindo Márcio Faria, durante as investigações da Operação Lava Jato. Ele foi um dos advogados do grupo na Lava Jato por pelo menos dois anos, tendo sido indiciado em 2016 pela PF, sem provas, em caso relacionado.

Conexão Master

O enredo ganha contornos de roteiro de suspense quando olhamos para os passageiros frequentes. Augusto de Arruda Botelho, ex-advogado da Odebrecht, hoje defende o diretor de compliance do Banco Master. Recentemente, advogado e juiz (Toffoli) dividiram o mesmo espaço confinado de um jato particular. Detalhe: Toffoli é o relator do caso que envolve o cliente de Botelho. No tribunal da ética, o voo é de turbulência máxima.

Efeito cascata

Enquanto os recursos da PGR e da ANPR mofam na gaveta sem análise, o benefício da anulação atravessa fronteiras. Corruptos confessos, aqui e no exterior, brindam à “falha técnica” que virou salvo-conduto. A pergunta que ecoa nos corredores do MPF é: se o pilar da decisão (a ausência de cooperação) era falso, por que a decisão permanece de pé?

A pergunta que não quer calar

O julgado de Toffoli pode cair se provado que ele foi beneficiado no caso Master?

No campo jurídico estrito, a resposta é complexa, mas no campo do impedimento e suspeição, o terreno é pantanoso.

Se ficar comprovado que o ministro recebeu vantagens (como o usufruto de jatinhos) de uma parte interessada em processos sob sua relatoria, abre-se uma brecha para a arguição de suspeição (Art. 145 do CPC e Art. 254 do CPP). Embora o caso Odebrecht e o caso Master sejam processos distintos, a comprovação de uma relação de proximidade indevida ou troca de favores entre o juiz e o advogado (Botelho) pode contaminar a imparcialidade do magistrado.

Foto: Gustavo Moreno/STF
Toffoli: e se for provado que ele foi beneficiado?

E se…

A conduta for tipificada como crime ou falta funcional gravíssima, decisões anteriores podem ser questionadas via ação rescisória ou até mesmo levar a um pedido de revisão no STF e instâncias administrativas (CNJ). Contudo, no atual xadrez político do Supremo, uma autocrítica desse tamanho exigiria uma reviravolta institucional sem precedentes.

Aeroporto ou toboágua

Os próprios amigos de Franzé Silva batizaram sua lustrada careca de “aeroporto de mosquito”.

Não seria mais apropriado um toboágua?

Foto: Reprodução | Alepi
Franzé Silva

Eu sou o candidato

Júlio César vai tentar um contato com o Palácio do Planalto para tirar a limpo o acordão entre Ciro e Lula.

Foto: Reprodução | Câmara dos Deputados
Júlio Cesar quer saber do acordão de Ciro

Ele diz aqui que “eu sou o candidato” do Lula para o Senado.

E, portanto, não sabe do tal acordo.

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