Direto da Redação: Rafael Fonteles tentou fazer um giro e fez um jirau

Governador tensiona relação com Wellington, arrisca racha no PT e transforma sucessão em disputa interna

“Eu tenho a força”

Na ânsia de demonstrar força interna, o governador Rafael Fonteles provocou o primeiro abalo de sua trajetória política desde a candidatura inicial.

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Rafael criou as tensões políticas que levaram a grande crise de seu governo, o nome da crise é Wellington Dias.

Peitou o índio errado

Ao tentar enquadrar o ministro Wellington Dias, impondo como vice-governador o seu aliado de Dom Barreto, Washington Bandeira, um nome ainda neófito na política estadual e sem densidade histórica na vida pública do Piauí, Rafael não fez um movimento estratégico. Fez um movimento arriscado. E perigoso.


A leitura era simples

A ideia seria cercar Wellington, diminuir seu raio de ação e demonstrar que o comando do processo sucessório pertence ao atual governador. Mas o efeito colateral foi o oposto. 


Deu-lhe armas

Ao tentar reduzir Wellington, Rafael acabou elevando-o. Transformou o ex-governador na variável central do jogo. E aqui está o paradoxo, pois se Rafael enfrenta Wellington dentro do PT para impor sua vontade, seja para controlar o palanque, seja para sacramentar um vice considerado “marionete”, pode até vencer internamente. Mas pagará um preço alto.

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Rafael Fonteles transforma Wellington Dias no maior player politico dessa eleição que nem começou


Desgaste que não desgastou

Um desgaste que a inexistente oposição piauiense não conseguiu produzir em três anos de governo pode surgir em três meses de disputa intrapartidária. Uma guerra interna desgasta mais do que qualquer adversário externo.

Poder de veto

Há quem entenda que, se Rafael recua e evita o enfrentamento direto, entrega a Wellington o poder de veto moral e político. Ou seja, se Rafael decide sair do partido para não medir forças com a maior liderança da história do PT no Piauí, perde o selo estratégico de candidato a governador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

E mais: pode acabar enfrentando o próprio Wellington nas urnas.

E não é qualquer adversário

Ao seu modo de agir, articulando aqui, negociando ali, Wellington Dias venceu quatro eleições para governador em primeiro turno. Conhece a máquina política, domina os bastidores, transita com naturalidade entre prefeitos, deputados e lideranças municipais.
Tem experiência acumulada e capilaridade que nenhum outro quadro do partido possui.

Joel, o ceifador

É verdade que quase perdeu em 2022 para Joel Rodrigues e, desde então, intensificou encontros internos, enquanto parte da população o critica nas ruas.

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Margarete Coelho, a candidata e, Joel Rodrigues, o escolhido pelo povo... novamente 

Perde-perde

Rafael, ao tentar demonstrar comando absoluto, entrou em um jogo de perde-perde.
Se enfrenta Wellington, desgasta-se.
Se evita enfrentá-lo, fragiliza-se.
Se rompe, perde identidade partidária.
Se insiste, corre o risco de criar um racha irreversível.


No fim, tudo está nas mãos de Wellington Dias

Se decide se mover, coloca a liderança de Rafael em xeque.
Se permanece parado, provoca uma desnutrição lenta na base governista, porque ninguém prospera politicamente sob a sombra de uma dúvida permanente.

Rafael tentou fazer um giro estratégico. Mas acabou armando um jirau político, daqueles que sustentam peso demais e podem ruir sob a própria ambição.

E agora, o que o índio vai fazer?


Júlio César vice-governador?

O deputado federal Júlio César (PSD) admitiu, em entrevista ao jornalista Guilherme Freire do OitoMeia, que não descarta a possibilidade de ser remanejado nas eleições de outubro. Nos bastidores, seu nome chegou a ser ventilado até para a vice-governadoria, inclusive em uma chapa de Wellington Dias contra Rafael Fonteles. Para todos os efeitos, sendo vice de Rafael ou Wellington, seu nome está em uma engenharia política que buscaria contornar o impasse envolvendo Washington Bandeira. Publicamente, o parlamentar adotou cautela, pois disse não ver a hipótese como concreta no momento, mas afirmou que o grupo irá avaliar caso o cenário se consolide.

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Júlio César pode vir vice se seu nome não emplacar, o que já aconteceu

Tá ruim nas urnas

Outro fator que pesa nas discussões internas do Palácio de Karnak é o risco de desempenho abaixo do esperado. Integrantes da base avaliam que parte dos prefeitos aliados não estaria “casando” integralmente os votos entre Marcelo Castro e Júlio César, o que poderia comprometer a estratégia majoritária e proporcional do bloco governista. Júlio está ruim nas urnas e seu desempenho afeta diretamente o governador.

Vice prometida, Câmara oferecida

Nos bastidores do Palácio de Karnak, cresce o desconforto de Washington Bandeira. Já circula como praticamente certo que ele será candidato a deputado federal pelo PT, mas essa alternativa estaria longe de contemplar o acordo político que teria motivado sua saída da magistratura. Segundo interlocutores, o compromisso inicial previa que Washington integrasse a chapa majoritária como vice-governador de Rafael Fonteles, abrindo caminho para uma sucessão planejada: Rafael disputaria o Senado e o vice assumiria o comando do Estado.

Mudança de rota

A nova engenharia, contudo, aponta para outro destino. A hipótese em discussão seria deslocar Washington para a disputa proporcional à Câmara dos Deputados. Pessoas próximas afirmam que ele não estaria disposto a “trocar o certo pelo duvidoso”, já que a eleição para deputado envolve risco real de derrota, além de representar um degrau abaixo do projeto originalmente pactuado.

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Rafael Fonteles e Washington Bandeira, o vice que não foi e pode perder tudo


A vaga que não abre

Para viabilizar Washington na chapa federal do PT, o desenho exigiria a saída de Florentino Neto da majoritária, liberando espaço interno na estratégia do partido. O problema é que Florentino descarta deixar a posição que ocupa. Aliados relatam que ele não confia que eventuais compromissos políticos sejam mantidos caso abra mão da candidatura e, por isso, resiste a qualquer rearranjo.

Entre discursos e recados

Não passou despercebido um detalhe na solenidade em que o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, entregou vans e ambulâncias na Assembleia Legislativa do Piauí. Momentos antes, o governador Rafael Fonteles tratou de afastar qualquer ruído político entre os dois e afirmou que não há confusão interna quanto à composição da chapa majoritária.


Para Wellington, o discurso é outro

Já em sua fala, Wellington adotou outro tom, ele declarou que a vaga de vice-governador ainda não estaria fechada e que a definição dependeria de diálogo com o grupo. A afirmação soou como contraponto direto ao discurso e ao abraço nada fraternal de Rafael, que vinha sustentando que a escolha já estaria encaminhada.

O presidente da APPM é o prêmio 

Outro gesto, mas que não chamou atenção nem mesmo de quem acompanha a política de perto, foi que Wellington cedeu sua cadeira ao presidente da Associação Piauiense de Municípios (APPM), Pompílio Evaristo, prefeito de São Miguel do Tapuio. Os dois passaram boa parte do evento conversando reservadamente.

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Prefeito Pompilio é o prêmio politico que Wellington viu e Rafael na viu

O municipalismo 

A ação de Wellington reforça a avaliação de que o ministro mantém forte interlocução com o municipalismo, base estratégica em qualquer disputa estadual, e que vem reforçando essa base desde a briga com Rafael. Caso decida entrar no jogo majoritário, Wellington parte com vantagem nesse campo, já que o apoio de prefeitos pode ser fator decisivo em eventual embate interno com Rafael.

Olha o companheirismo!

Júlio César, do alto dos seus quase 80 anos, querendo mostrar vitalidade com a bola, estabacou-se no chão. Sabe quem correu para ajudá-lo a se levantar?

Foi o governador Rafael… mas, espera aí: o governador pegou a bola e saiu fazendo embaixadinhas, deixando Júlio no chão.

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Júlio César em baixa nas pesquisas e Rafael nas embaixadinhas


Lula e o jogo vicioso

Desde a guerra da Rússia contra a Ucrânia, Lula demonstrou publicamente posições vistas como favoráveis aos russos, mas também se ofereceu como mediador do conflito.

Israel x Hamas

Na guerra de Israel contra o Hamas, adotou postura crítica a Israel e, ainda assim, colocou-se como possível mediador.

Relação com Maduro

Em relação à Venezuela, Lula já fez acenos diplomáticos ao governo de Nicolás Maduro, ao mesmo tempo em que criticou adversários internacionais e defendeu o diálogo como caminho para a paz.

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Os bons "companheiros"

Aiatolás

Agora, ao se posicionar sobre o Irã, também defende soluções diplomáticas e se apresenta como voz em favor da paz.

Resta saber qual será o peso internacional de suas iniciativas.

Oração do dia 

A semana começa melhor
quando o coração está alinhado.
Deus não pede controle de tudo, pede confiança no caminho.
Quem entrega a semana a Ele
segue com mais clareza, menos ansiedade e fé para continuar um dia de cada vez. ✍️

Bom dia!
A paz do senhor Jesus 🙏

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