A rapidez que espanta
Registros da própria Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) indicam que o Grupo Educacional CEV, tradicional instituição privada de ensino em Teresina, reduziu sua dívida ativa com a União de aproximadamente R$ 123,4 milhões para cerca de R$ 600 mil em um curto espaço de tempo.
Na prática, isso significa que a instituição baixou sua dívida em mais de R$ 122,5 milhões em poucos dias.
Um detalhe que torna o caso politicamente sensível
O tema ganha relevância adicional por um fato público e conhecido: o atual governador do Piauí, Rafael Fonteles, foi sócio do Colégio CEV antes de assumir funções públicas.
Ele segue dono, nos bastidores.
Nos documentos, ao ingressar na vida pública e, posteriormente, ao assumir o governo do Estado, ele se retirou formalmente da sociedade empresarial — como exige a legislação.
No entanto, nos bastidores, intramuros… segue na sociedade.
Tem gente lá…
Contudo, segundo registros societários e informações públicas, membros de sua família permanecem na administração e na gestão da empresa.
Frise-se que esse dado, por si só, não configura irregularidade.
E a transparência?
Mas cria um contexto político que naturalmente exige transparência ampliada quando eventos financeiros relevantes ocorrem envolvendo a empresa.
A queda abrupta da dívida
Os dados oficiais mostram:
• Dívida anterior: cerca de R$ 123.456.548,25
• Dívida atual: cerca de R$ 600 mil
• Redução total: aproximadamente R$ 122,5 milhões.
Ou seja, em um intervalo relativamente curto, houve uma redução superior a 99% do passivo inscrito em dívida ativa da União.
Variação
Não se trata de uma variação comum de rotina administrativa.
É uma redução extraordinária.
Pagaram R$ 122,5 milhões em meses? Dias?
Essa é a pergunta central.
Senão, vejamos
Tecnicamente, apenas algumas hipóteses explicam uma redução dessa magnitude:
• pagamento integral ou substancial da dívida
• adesão a programa de transação tributária com descontos
• renegociação com parcelamento e abatimentos
• decisão judicial ou administrativa
• revisão ou anulação do crédito tributário
Todas são juridicamente possíveis.
Mas nenhuma é trivial quando envolve valores dessa ordem.
De onde vieram esses recursos?
Se houve pagamento relevante, surge uma questão objetiva:
Qual foi a origem dos recursos que permitiram a redução de mais de R$ 122 milhões em poucos meses?
Vejamos as possibilidades:
• aporte de capital
• financiamento bancário
• venda de ativos
• renegociação com descontos expressivos
• geração extraordinária de caixa
Essas são perguntas legítimas em qualquer economia.
E ainda mais legítimas quando há relação histórica entre a empresa e o chefe do Poder Executivo estadual.
Transparência é a regra em casos dessa magnitude
O ponto central não é acusação.
É transparência.
A coluna foi atrás de especialista e, através dele, trata do caso…
…quando:
• uma empresa reduz mais de R$ 122 milhões em dívida pública
• em curto período
• enquanto o Estado é governado por um ex-sócio da instituição
• e com familiares ainda na gestão, o interesse público é evidente.
Perguntas objetivas que precisam de resposta
1. Houve pagamento efetivo de mais de R$ 122 milhões?
2. Houve desconto? Qual percentual?
3. Houve adesão a programa de transação tributária?
4. Qual foi o fundamento legal da redução?
5. Qual foi a origem dos recursos utilizados?
6. Qual foi o prazo da negociação?
7. Houve benefício extraordinário ou tratamento diferenciado?
Confiança
Em administração pública, a confiança nasce da transparência.
Não se trata de suspeita automática.
Mas de um princípio básico: quando valores públicos dessa magnitude estão envolvidos, a sociedade tem o direito de saber exatamente o que aconteceu.
O tempora! O mores!
Antigamente, os filhos dos agentes públicos seguiam os bons exemplos dos pais.
Hoje, invariavelmente, repetem as patifarias.
E dividem milhões.
Cabeça vai rolar
Há boatos de que Lucy Keiko vai cair da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí, dando lugar para o delegado TikTok Zanatta assumir.
“Só quem vai perder somos nós policiais, Keiko é o melhor DG que já tivemos”, ressalta um policial civil.
Seis por meia dúzia
Um repórter chegou a dizer que mudar o cargo para Zanatta seria o mesmo que trocar seis por meia dúzia.
Pronta resposta do policial:
“Zanatta é pior”.
Ajuda eleitoral
Todos sabem que Keiko conseguiu ascender ao cargo pela proximidade a Rafael na campanha eleitoral, chegando a ser chamada até de segurança do homem, de tanto andar por perto.
Mas teve influência da política de Inhuma. Poucos votos, mas teve.
Culpa? Depende
“Que culpa ela {Keiko} tem de o Fábio Abreu ter deixado essa cruz lá?”, pergunta outro policial.
Isso é relativo. É preciso Rafael mandar apurar esse inusitado crime e aproveitar para transferir para outro setor o seu atual secretário de Segurança, Antônio Luiz, que ainda não disse a que veio.
Quem sabe, num quarto cargo, ele se encontre.
Oração do Dia
Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor.
📖 Gálatas 5:13 BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏