O bloqueio como vingança
Uma curiosa síndrome parece estar se espalhando silenciosamente entre políticos e lideranças do Piauí: a de bloquear o WhatsApp do secretário Marcelo Noleto. Sim, bloquear mesmo. Meter o famoso “block”.
Rito de sobrevivência
Nos bastidores, a prática já virou quase um rito de sobrevivência política. Deputados estaduais, prefeitos e lideranças partidárias relatam que, há muito tempo, decidiram cortar o contato direto com aquele que já foi considerado um dos maiores expoentes do chamado grupo dos “rafaboys”. O motivo é recorrente: a percepção generalizada de que o secretário, desde o seu desempenho frustrante à frente da Secretaria de Governo, nunca conseguiu construir pontes políticas, nem atender demandas básicas de interlocução institucional.
O resultado foi um isolamento progressivo
O que antes era visto e esperado como um operador político estratégico passou a ser tratado como um interlocutor ineficaz — alguém que não resolve, não responde e, na avaliação de muitos, sequer escuta.
Blindagem do chefe
Ainda assim, apesar do desgaste evidente nos corredores do poder e da perda de prestígio entre lideranças, Marcelo Noleto segue firme no cargo, amparado por uma blindagem política inequívoca do governador Rafael Fonteles. Essa proteção, por si só, tornou-se tema recorrente nas rodas políticas, onde a pergunta que ecoa é simples: o que sustenta tamanha resistência política diante de um desgaste tão visível?
A síndrome se espalha
Enquanto isso, a “síndrome do block” continua se espalhando — silenciosa, discreta, mas reveladora de um fenômeno maior: o distanciamento entre a comunicação institucional e a política real, aquela que se faz no contato direto, na resposta rápida e na capacidade de resolver problemas.
E, na política, quando o telefone deixa de tocar — ou pior, quando passa a ser bloqueado — é sinal de que algo deixou de funcionar.
O eleitor não está nem aí
Se existe uma coisa na qual o eleitor está desinteressado é eleição para senador. Segundo a sondagem do Amostragem, sem estimulado a escolher, o eleitor só mostra desinteresse: mais de 94% das pessoas não têm um nome para votar ao Senado.
Empate
Por isso, na sondagem que fez, o Amostragem evidencia um triplo empate técnico entre os três mais bem situados candidatos a senador: Marcelo Castro, do MDB, com 5,80%; Ciro Nogueira, do PP, com 4,57% e Júlio César, do PSD, com 4,13%.
Senado 2
Para o Senado, a pesquisa estimulada mostra que Ciro Nogueira tem 37,64% das intenções de voto, ante 42,74% de Marcelo Castro e 30,34% de Júlio César Lima.
Porta de saída
Antônio José Medeiros recebeu convite para ser candidato a senador pela Rede Sustentabilidade. Recusou, mas sabe que o PT que ele ajudou a fundar afundou-se nas estrepolias que fez, faz e quer seguir fazendo no governo.
Manoel Domingos
Outro militante de esquerda citado como candidato a senador é Manoel Domingos Neto, um dos mais refinados intelectuais do Piauí.
Se for candidato, pode ser mais votos do que supõem os gênios da marquetagem.
Contas que não fecham nas pesquisas de Rafael
Os cenários divulgados pela pesquisa Amostragem apresentam uma inconsistência básica: a soma dos votos válidos não fecha em todos os quadros. No cenário 1, os percentuais chegam a 99,01%, enquanto no cenário 4 ultrapassam o teto e batem 100,27%. Em pesquisas eleitorais, votos válidos deveriam somar exatamente 100%.
Arredondamento ou erro de tabela?
Embora institutos costumem atribuir pequenas variações ao arredondamento, o desvio observado não é uniforme. Enquanto os cenários 2 e 3 fecham em 100%, os demais apresentam diferença relevante, o que levanta dúvida sobre padronização metodológica ou possível falha na apresentação dos dados.
Credibilidade sob lupa
Discrepâncias desse tipo, ainda que aparentemente pequenas, impactam a percepção de confiabilidade do levantamento. Em ambiente eleitoral, onde cada ponto percentual é politicamente explorado, erros matemáticos simples tendem a amplificar questionamentos sobre a precisão dos números divulgados.
Efeito político imediato
Para campanhas e analistas, números desalinhados alimentam narrativas. Adversários podem explorar a inconsistência para deslegitimar o levantamento, enquanto apoiadores tendem a ignorá-la. No fim, quem perde é a qualidade do debate público, que passa a girar em torno da forma, não do conteúdo.
Exemplo Fabio Novo
Rafael precisa atentar para o caso Fabio Novo, em 2024. Todos os institutos, menos o Data AZ, davam maioria estrondosa para Fabio Novo.
E o prefeito foi Silvio Mendes.
Perdeu, Mané!
Governador Elmano, do Ceará, acusou de bolsonaristas os estudantes que vaiavam Lula, ontem, em Fortaleza.
Vai ser assim no país inteiro.
“Ciro vai ajudar a gente”
A Piauí trouxe detalhes do suposto envolvimento do senador Ciro Nogueira com os donos dos postos de combustíveis da rede HD.
Leia esses trechos abaixo:
“[…] Aí tu imagina o Ciro dando uma ligadinha pra ele hoje, né? […] aí a gente já chega lá com as portas abertas.”
Beto Louco
A aproximação de Beto Louco e Primo com a dupla do Piauí aconteceu em um momento em que os donos da Copape e da Aster, principais alvos da Carbono Oculto, buscavam se fortalecer politicamente em meio a uma disputa de mercado com o empresário Ricardo Magro, dono da Refit.
Versátil, Ciro manteve um pé em cada canoa: ao mesmo tempo que conversava com Haran e Danillo, cultivou uma relação próxima com Magro, rival de Beto Louco e Primo. Mas os empresários do Piauí pareciam esperar a ajuda do senador para destravar a venda da rede HD.
Obra mal feita, colapso no trânsito
A engenharia da gestão atual da PMT e a engenhosidade do Detran deixam qualquer um impressionado.
Eles acabaram a rotatória da avenida Camilo Filho (estrada da Usina Santana) com a avenida Noé Mendes e colocaram um semáforo para direcionar o trânsito para uma segunda mão paralela à Noé Mendes, que agora virou mão única.
A fila de carros é quilométrica, o trânsito emperra e deixa o espaço totalmente intransitável.
Pista de passeio desnecessária
A genialidade é tamanha que, ao invés de duplicar a Noé Mendes, fizeram uma pista para caminhada que é mais larga que a pista de rolamento.
Silvio Mendes deve se aborrecer com esses gênios que o cercam.
Timon e a pouca vergonha
Em Timon, o hospital do Parque Alvorada está sem medicamentos; o Alarico Pacheco, estadual, é que fornece o oxigênio.
O prefeito Rafael não pagou fornecedor, que pegou de volta a merenda escolar.
Vergonha alheia.