Na mesma trilha, com os mesmos eleitores
Ciro Nogueira e Rafael Fonteles cumpriram agendas na quinta-feira em duas cidades que celebravam aniversário: Alagoinha do Piauí e Santo Antônio de Lisboa. Em ambas, os prefeitos estiveram com os dois, mas em horários diferentes.
Bem se vê, por essa agenda, como a eleição de 2026 deverá ser um desses pleitos com resultados surpreendentes.
Aliás, são tempos parecidos
Observadores políticos que olham o passado para enxergar o presente e tentar antever o futuro têm dito que as eleições deste ano guardam semelhanças com as disputas de 1994 e de 2002, em que candidatos da oposição largaram atrás contra quem estava no governo, com vantagem, mas os governistas terminaram perdendo.
Olhar mais atrás
Nas eleições de 1994 e 2002, os favoritos Átila Lira (PFL) e Hugo Napoleão (PFL), este último no cargo de governador, viram seus adversários Mão Santa (PMDB) e Wellington Dias (PT) vencerem as eleições.
Porém, o pleito atual pode estar mais para 1986.
Voto a voto
A se confirmar a evolução de Joel Rodrigues (PP) sobre o eleitorado, com uma polarização crescente com Rafael Fonteles (PT), pode-se estar diante de um cenário mais parecido com 1986, em que o candidato governista Freitas Neto (PFL) perdeu a disputa por menos de 15 mil votos para o veterano senador Alberto Silva (PMDB).
Vagas no Senado também lembram aquele cenário
Assim, o atual cenário estaria mais para 1986 que para 1994 e 2002, quando as chapas governistas elegeram maioria de deputados e conquistaram as duas cadeiras do Senado.
Em 1986, a superpolarização levou cada um dos agrupamentos políticos a eleger um senador — Hugo Napoleão, pelo PFL, e Chagas Rodrigues, pelo PMDB.
Esse é um cenário possível de se repetir em 2026.
Atentem bem!
Olha ele aí!
Tem um engenheiro, dono de construtora, muito próximo de Rafael, metido nesse caso da plataforma para inglês ver na Secretaria de Educação do Piauí.
O nome dele e quanto faturou nesse negócio já já divulgam.
Oligarquia, nunca mais!
O termo é atribuído a um brado de guerra do ex-prefeito Firmino Filho contra os à época ocupantes do poder Lucídio Portella, Hugo Napoleão e Freitas Neto.
Depois, aliou-se a eles.
O grande oligarca
Na ocasião, chegaram a produzir vasta publicação com ilustração de Wellington Dias, dando-o como um dos personagens que enterraram a oligarquia no Piauí.
Que, após tantos anos de usufruto do poder, com mandatos de vereador a senador (governador quatro vezes), terminou ganhando o título de grande oligarca.
Com poder para si, a família e para tantos outros.
Um leitor observa bem: “o índio tá fazendo o que mais condenou na vida”.
Faltaram escrúpulos.
Oração do Dia
“Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram.”
📖 Mateus 7:13-14 BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏
Cláudio Barros, o senhorzinho!
O jornalista Cláudio Barros amanhece neste domingo de aniversário e entra naquela categoria em que passa a ser respeitosa e admiravelmente chamado de idoso, ancião, senhorzinho. Chega aos 60 anos de idade.
E quem com ele convive destaca sua erudição, profundo conhecimento geral, que o destaca como excelente professor (do Estado, que desrespeita a categoria) e inigualável jornalista.
Vida longa (e saudável), grande Cláudio, são os votos dos jornalistas da coluna.
O cara da bike!
Quando secretário de Saúde, na primeira gestão de Wellington Dias, o finado Assis comprou uma Hilux.
O povo inicialmente estranhou, mas entendeu os esforços de quem estava melhorando de status.
Agora, como um secretário de Estado pode justificar a compra de uma bicicleta por R$ 150 mil?
Te explica, Noleto!
Calma, Rafael! Capacidade de pagamento
O governador Rafael Fonteles (PT), visivelmente irritado com as críticas legítimas aos recorrentes pedidos de empréstimos pelo seu governo, explica, em tom professoral, que somente pega financiamento quem tem capacidade de pagamento. Verdade relativa. Pega empréstimo quem não tem poupança própria para investir, ou seja, quem tem despesas demais e sobras financeiras de menos.
Mas…
Adverte a própria Secretaria do Tesouro Nacional, em sua página na internet, que o resultado apurado para a Capag (Capacidade de Pagamento) do painel em que apresenta as notas dos entes (estados e municípios) “não vincula a posição do Tesouro Nacional”.
Diz ainda que “o cálculo definitivo da Capag será efetuado por ocasião da verificação do cumprimento dos limites e condições para contratação de operações de crédito com garantia da União.”
Dívida em elevação
Fonteles afirma, categórico, que os recursos dos recorrentes empréstimos servem para investimentos em obras, como estradas. Também é verdade, mas há um custo financeiro futuro para esses empréstimos, cujos pagamentos vão ser feitos ao longo dos anos, quando, aliás, ele não mais for governador do Estado.
Os dados da STN
O Piauí tem nota B+ no Tesouro Nacional, o que significa que está com números relativamente bons quanto à dívida e ao cumprimento de limites fiscais.
Porém, o volume de endividamento segue crescente, atingindo 76,71% das receitas correntes líquidas, ou seja, o Piauí deve o equivalente a R$ 76,71 de cada R$ 100 que arrecada para todas as suas despesas.
Os mais endividados
Somente um estado do Nordeste, Alagoas, tem dívidas maiores que o Piauí. Os financiamentos do estado alagoano somam 86,9% de suas receitas correntes líquidas.
Bem menos
Todos os outros estados devem menos, à exceção do Rio Grande do Norte, que está em uma situação fiscal pior que o Piauí.
A Bahia tem dívidas que somam 54,22% das suas receitas correntes líquidas; o Ceará, 54,22%; o Maranhão, 23,32%; a Paraíba, 40,24%; Pernambuco, 42,80%; Rio Grande do Norte, 41,73%; e Sergipe, 34,55%. E lá não tem nenhum gênio, como aqui.
Poupança corrente
A STN tem outro indicador de saúde fiscal dos entes, a poupança corrente, que vem a ser a diferença entre despesas correntes e receitas correntes, ou seja, o que sobra depois de tudo pago.
O pior indicador do Nordeste é o do Rio Grande do Norte, com 95,74%. O estado tem liquidez relativa negativa: -16,04%.
Piauí é o segundo
Depois do Rio Grande do Norte, o Piauí é o estado com menor poupança corrente, situada em 91,99%.
Alagoas tem poupança corrente de 88,31%; Bahia, 87,66%; Ceará, 90,67%; Maranhão, 83,90%.
Melhor posição
A Paraíba é o estado fiscalmente mais bem avaliado do Nordeste. Tem nota A+ porque cumpre bem todos os pilares da metodologia de Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional: baixo endividamento, maior superávit (poupança corrente), em 40,24%, e maior liquidez relativa (26,34%).
Pequeno notável
Sergipe vem a seguir, com poupança corrente de 88,5% e liquidez relativa de 12,8%.
Grande piauiense
O neurologista Benjamin Pessoa do Vale é uma figura inspiradora e homem digno de aplausos.
Esta semana ele cumpriu uma agenda de trabalho no Rio Grande do Sul, onde proferiu uma conferência sobre acidentes vasculares-cerebrais em jovens – fatores de risco, diagnóstico e tratamento.
Deu-se a palestra na cidade de Passo Fundo.